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Dentro do peito afogada

Embora todas as expectativas, não entendi por que esse mês foi tão difícil pra mim.
Não é problema com o meu amor, esse vai muito bem, obrigada!
É comigo mesma, é com o mundo, com tudo que ainda não é. É com o trabalho, com a minha independência.
O problema maior é com o meu nariz que ainda não é totalmente meu. Que ironia! É esse signo da falta, como diria a Maria Rezende.
A minha vida está atrasada e o tempo se esvaindo sem dó nem pena.
E até pra expressar essa dor, essa ansiedade, esse medo de não viver o que tanto quero, encontrei uma poesia no Bendita Palavra:

DENTRO DO PEITO AFOGADA
choro lágrimas tortas
choro as certezas mortas
na calmaria da cama

O chão coalhado de dúvidas
tropeça meus pés vermelhos
se levanto, cambaleio
se deito evaparo no ar

Feito um bicho no escuro
mas curva que aconchegada
desentendo a dor que sinto
desentendo o mundo todo
e seu estúpido funcionamento

Quero o ’sim’ que hoje não veio
quero amanhã confirmado
e não importa se virá

A vida é um eterno arriscar-se
é o intervalo dos planos
e o pra sempre é outro dia
sempre longe, sempre lá

Eu quero o aqui e o agora

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Por um triz…

Hoje aconteceu um lance ridículo. Por muito pouco quase comprometi o final de semana com o meu namorado.
Tínhamos combinado mais ou menos que ele subiria a serra mas ficamos de resolver isso na última hora e na bendita hora H, ele quis que eu descesse!
Por que não? Eu adoro descer!
Acontece que naquele momentozinho decisivo no celular a minha primeira reação foi espernear, ser do contra, ainda que discreta e babacamente:
Se você não quer subir, eu também não vou descer.
Não estava a fim de arrumar briga, juro, alterar os ânimos e ainda bem que na-da disso aconteceu. Só queria que a minha opinião prevalecesse, sem ter nenhum argumento forte.
Descer era uma proposta irresistível, como sempre. Porque lá no Rio, naquela cidade de 40º, temos mais privacidade, mais opções, mais privacidade e mais de nós dois, não-e-xa-ta-men-te-nes-sa-mes-ma-or-dem. Fora outros argumentos particulares que deveria ter considerado desde o início.
O que mais eu poderia querer pra ter um final de semana perfeito?
Mas não foi nisso que pensei na hora que resolvi descer. Desci porque não me restava mais nada além de dizer: SIM. Não tinha outra contraproposta e também não sei dizer não pro Big.
Na descida o meu pensamento era um só: SIM. E tudo fluiu muito bem até cair nos braços do meu amor e perceber que ele é o meu lugar preferido do Rio de Janeiro, do Brasil, da América do Sul, do mundo inteiro.
Por fim, o que quero realmente passar com esse mero episódio é que viver é um estado de prontidão. Em um segundo tudo pode acontecer, seja para o bem, seja para o mal. Se eu tivesse bancado a intransigente, sei não.
E numa relação a dois é preciso mais do que prontidão, é preciso inteligência:
_Querido, estou descendo. Se você quer que eu desça, eu desço! Chego aí em duas horas, no máximo. Beijo, amor.

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História de amor? YES!

Eu que ria do twitter

Ia contar aqui no meu blog a história de amor de um casal que se conheceu pela internet anos atrás e vivem juntos até hoje com direito a filha e uma vida totalmente em comum em Portugal, mas antes de contar essa história, que por sinal já é bastante conhecida, agora posso contar uma que acaba de começar, da qual inclusive SOU PROTAGONISTA!
Não precisei sair de casa à procura de um romance. Ele praticamente caiu do céu, de um céu moderno sobre um mar virtual e me serviu como uma luva, que me aqueceu o corpo e a alma.
Ele me trouxe uma possibilidade no dia em que estivemos juntos pela primeira vez, no dia em que ele também não cogitava nada além de uma simples apresentação à mesa de um delica.
A sua mão quente descobriu o gelo da minha e por instinto resolveu aquecê-la. A minha mão gelada gelou mais ainda pela audácia da proximidade, mas não deixou de segurar a dele também e entrelaçar os nossos dedos.
Foi um gesto tão natural que diante da menor necessidade de soltarmos as nossas mãos, percebi o quanto o movimento era abrupto. E, nesse exato momento, sem mais nem menos, o atrevido segurou o meu tornozelo com firmeza ainda que pulando muitas etapas para tal intimidade e me mostrou todo o cuidado que uma pessoa até então estranha não teria com o meu frio.
Foi A pegada fatal! Já podia ouvir um tum-tum-tum dentro do meu peito, que tentei abafar, juro. O nosso desenrolar estava sendo tão perfeito, que parecia mentira.
Mas a verdade é que dali em diante nada mais parecia estranho. Era loucura achar que haveria algo bom, como um amor daqueles de cinema, mas também era loucura duvidar do que as nossas mãos já tinham anunciado.
Todos os minutos seguintes foram serenos e doces. A novidade de nós dois parecia-nos tão velha conhecida, que naquela mesma noite ele quis me beijar e eu disse SIM, beijando-o!

De lambuja segue uma poesia da Maria Rezende que tem tudo a ver com a intensidade deste momento:

DIAS DE AFÃ E FRENESI
fudendo homens magros e a cabeça pelas noites

O amor apareceu e foi quase banal
foi como se fosse normal aquele olhar entre os passantes
como se houvesse ainda cavalo e, portanto, rédeas
quando na verdade era tudo já galope, disparada

Pode conter mais tremor o caseiro que o mundano?
pode o veneno habitar o lar?
cabem certezas na inquietude?

O amor é jangada de pedra,
ilha desconhecida
barco sempre à deriva

Se pode gritar “terra à vista!”
mas não pisar lá – terra firme
o amor é navegar

Ele é R como eu, botafogo, mangueirense, é o Big em quem pretendo me derr-amar

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Campanha: Adote um vira-lata e seja mais feliz! :)

Não me lembro de nenhum momento da minha vida em que não tivesse pelo menos um gato ou um cachorro por perto. Não estou falando no sentido figurado, se bem que as duas hipóteses estão valendo. Acrescentaria até mais um bichinho: o pangaré! Vamos lá, recapitulando, não me lembro de nenhum momento da minha vida em que não tivesse pelo menos um gato, um cachorro ou um pangaré por perto. Impressionante! Em todos os momentos o gato não me dava bola, eu estava com o cachorro (Ó, sina!) e o pangaré era aquele inconveniente insuportável que sempre enxerguei de longe e detestei.

Depois de um bom tempo sozinha, o único cachorro que ainda existe na minha vida é o John Lennon! E o homem com quem vivo um sonho dormindo ou acordada é incomparável e de verdade. E não importa o nosso tipo de relação, aliás, quem disse que os relacionamentos precisam ser definidos? Fugir do padrão não significa ter uma relação indefinida. Tudo é às claras, bom à beça e está bastando, isso que importa!

Voltando ao que interessa, o Lennon não se toca que é um cachorro e me convenceu disto. Vive aqui em casa como se fosse meu filho. Incrível, como se parece comigo, mesma personalidade, com a vantagem de que não possui nenhuma responsabilidade, a não ser sua eterna e desmedida fidelidade peculiar a mim. Que mais posso querer? Ele é tão maravilhoso no dia a dia que nem percebo que suja o quintal, simplesmente limpo no automático!

Só que o filho da mamãe aqui é super precoce! Com menos de dois anos de idade seduziu a dona Sophia que tem oito anos e já é papai de uma ninhada de 5 cadelas (detalhe: nenhum macho), uma mais linda que a outra. Sabe como são os filhotes, né? Todos com cara de ursinho de pelúcia. E já com 1 mês e 7 dias de idade.

Agora a vovó aqui pergunta, de-ses-pe-ra-da-men-te:

Com tantos animais abandonados na rua, com tanta gente que detesta e maltrata animais, com tanta gente querendo só cachorro de raça, com tanta gente querendo só os machos, ONDE EU VOU ARRUMAR DONOS DECENTES E AMOROSOS QUE QUEIRAM ADOTAR AS MINHAS TETÉIAS?

Sophia & filhotas

Não podemos ficar com a ninhada, não temos espaço. E agora que praticamente já desmamaram, estão prontas para serem adotadas. Se demorar muito, ficará ainda mais difícil, daqui a dois meses já terão porte médio. Como crescem rápido, inacreditável! O pior é que aqui na redondeza todos já possuem cachorros, gatos etc., ou seja, nem adianta oferecer! 

Resolvi apelar, chantagem emocional mesmo! Assistam aos videozinhos caseiros e apaixonem-se perdidamente pela Melzinha, Lindinha, Madonninha, Frida e a Ursa. Digam SIM e adotem um vira-lata com o peito cheio de orgulho! Estejam certos que são animais super resistentes, espertíssimos, únicos até na aparência.


Para matar a curiosidade, a origem da ninhada é de prima: A Sophia é cruza de pastor alemão com flat coated retrivier; e o John Lennon é filho de pastor belga de malinois com uma fêmea cruza de rottweiller e pastor alemão. Perceberam a ascendência de alta e rara estirpe da ninhada?


Aos pretendentes, por favor, entrem em contato o mais rápido possível, desde que satisfaçam aos seguintes requisitos:

_ Certificado de idoneidade moral;

_Experiência comprovada com outros animais;

_Comprovante de residência com disponibilidade de espaço adequado ao bem-estar canino;

_Comprovante de renda compatível com o apetite do mais novo membro da família;

_Compromisso com necessidades básicas, tais como: amor, paciência, vacinas, vermifugações e higiene.

Quem não possuir as qualificações acima, poupe o meu precioso tempo! Não vou entregar uma de minhas tetéias nas mãos de quem não me inspira total confiança. Não quero que corram o risco de serem maltratadas, abandonadas ou virem cachorro-quente, estamos entendidos?


Adotem um vira-lata e sejam mais felizes!!!


De preferência uma de minhas tetéias, ok?!

“Eu” garanto.

Beijos.

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Otimismo não mata ninguém

Já me senti feliz algumas vezes, ou melhor, várias vezes, incontáveis vezes, com e sem motivos, até mesmo sem me dar conta. Sei também que você já se sentiu assim. Cada um à sua moda. E estas modinhas é que interessam. Poderia citar alguns exemplos, aliás, é o que pretendo neste blog, citar alguns sins da minha vida. Não apenas para me gabar, florear a realidade, mas tentar (praticamente em vão) descrever a melhor das sensações em diversos momentos. Acho importante não deixar cair no esquecimento a sofisticação do simples, dividir emoções. É como ter e ser uma testemunha, multiplicar o prazer, alcançar…

Pode ser que a vida seja uma montanha-russa muito mais assustadora que divertida, e daí? A qualquer hora, entre altos e baixos, a única certeza comum a todos é nada mais que a constante busca pela Fe-li-ci-da-de, pelo maior número de momentos felizes possíveis. Qualidade de noventa-e-nove-vírgula-nove-nove-nove-nove-nove-reticência-por-cento da população mundial! E é estatisticamente comprovado que não existe felicidade, a verdadeira felicidade, aquela que faz valer cada segundo de nossas vidas, que não esteja vinculada à necessidade de ser útil, solidário, bom caráter. Não há futilidade que resista muito tempo, não mesmo.

É por isso que acredito na humanidade, SIM! Ria à vontade, sei que considera piegas o que acabou de ler. Mas pense comigo: se noventa-e-nove-vírgula-nove-nove-nove-nove-nove-reticência-por-cento da população mundial quer ser feliz, é óbvio que um dia o mundo vai ser feliz!!!

 

♫ Eu que já não sou assim
Muito de ganhar
Junto às mãos ao meu redor
Faço o melhor que sou capaz
Só pra viver em paz. ♫

 

 

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Feliz Blog Novo!!!

Repita comigo e quantas vezes quiser a palavra: “Sim”

Diga sim, não como um resignado que olha para o chão, e sim como um entusiasta que olha para o céu e só pensa em coisas boas. Diga sim como alguém, longe de ser um Zé Ninguém, que não encontrou no dicionário uma palavra mais positiva. Diga Yes no mesmo tom que John Lennon, em 1966, no Indica Gallery em Londres, durante a exposição de artes plásticas de Yoko Ono, a mulher que amaria pelo resto de sua vida, pública e despudoradamente, no alto de uma escada com uma lupa numa das mãos, lendo e redescobrindo o significado de uma palavra simples e tão fascinante como o céu, o amor, tudo que faz suspirar, colorir e viver.

Yes

No teto: YES

Vamos descomplicar essa vida, o mundo na medida do possível, dizer muitos sins e como donos dos nossos narizes, em qualquer lugar, ficar à vontade para o bem!


Diga sim e fique à vontade também no meu novo blog e se torne um colecionador de sins, como eu e muitos por aí. É outra fase, talvez nada demais, pequena mudança que por menor que seja não deixa de ser positiva.

*Adeus blog velho: TUDo dE MIm paRa o MuNDo…

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