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Dentro do peito afogada

Embora todas as expectativas, não entendi por que esse mês foi tão difícil pra mim.
Não é problema com o meu amor, esse vai muito bem, obrigada!
É comigo mesma, é com o mundo, com tudo que ainda não é. É com o trabalho, com a minha independência.
O problema maior é com o meu nariz que ainda não é totalmente meu. Que ironia! É esse signo da falta, como diria a Maria Rezende.
A minha vida está atrasada e o tempo se esvaindo sem dó nem pena.
E até pra expressar essa dor, essa ansiedade, esse medo de não viver o que tanto quero, encontrei uma poesia no Bendita Palavra:

DENTRO DO PEITO AFOGADA
choro lágrimas tortas
choro as certezas mortas
na calmaria da cama

O chão coalhado de dúvidas
tropeça meus pés vermelhos
se levanto, cambaleio
se deito evaparo no ar

Feito um bicho no escuro
mas curva que aconchegada
desentendo a dor que sinto
desentendo o mundo todo
e seu estúpido funcionamento

Quero o ’sim’ que hoje não veio
quero amanhã confirmado
e não importa se virá

A vida é um eterno arriscar-se
é o intervalo dos planos
e o pra sempre é outro dia
sempre longe, sempre lá

Eu quero o aqui e o agora

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Em tempo…

>>> Voltei, voltei!

Cheia de experiências e sensações, e aquelas mudanças que sempre são para melhor!

Não podia deixar outubro passar em branco no meu blogue. Não, eu não podia!

Outubro é um mês de muitos sentidos, que me traz uma vitalidade, um despertar, típicos desse transe entre inverno e primavera, além das cigarras, os ares de verão junto com o horário de verão, desta expectativa que bate forte no meu peito, que sempre foi pelo mesmo motivo – Amor! E que desta vez bate e rebate o tão sonhado amor à flor da pele, aquele do olhar que não sai de cima, do querer tudo junto, da saudade ainda nos braços de quem se ama, do bem-querer sem fim… do bem!

>>> Rodrigo, eu te amo!

Os meses de outubro sempre me trazem bons fluidos. E o último, que achava ter passado batido, me trouxe calmaria, um entendimento maior sobre estar de pé sob o céu – o infinito de verdadeiras possibilidades.

Tirou a pressa de mim e me colocou na vida que sempre quis ter, na vida onde o tempo espera, onde eu vivo, vivo, vivo, canso de viver e ainda é dia. E falando muuuuito sério agora: é nessa vida de contemplação que quero me perder pra sempre!

Também comemoro neste mês o 2º aniversário da dobradinha mais-que-perfeita, conhecida como Nós dois futebol clube – eu e Freitas, meu queridíssimo genial parceiro! Amigo do tipo alicerce, aprofundado e forte como uma rocha, ou melhor, like a rolling stone, a melhor definição para o meu gorducho.  Se não fosse sua confiança, talvez não tivesse tido A ideia que mudará a minha vida de novo pra muito melhor!

Uma simples ideia, completamente viável. Tudo, tudo, tudo que eu precisava!

>>> Sonho concreto

Hoje não me sinto mais como um barquinho à deriva, me sinto como uma *timoneira em alto mar, pronta pra qualquer tipo de *calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Eu tenho onde desembarcar com segurança!

>>> Que felicidade!!!

Da Timoneira em alto mar,
Que promete escrever mais antes de outubro acabar.

Nota: Não posso terminar o post sem dar os devidos créditos ao genial Freitas pela frase Timoneira em alto mar e Calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Certa vez, conversamos tanto que frases como essas surgiram e se transformaram em verdadeiros ‘xodós’, quase segredos. Na verdade, foram feitas a quatro mãos, mas o retoque final foi dele, claro!

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Just a Fest II

Agora, Radiohead!

Houve uma época em que eu não dava a mínima para as músicas nacionais. Sei que é triste, mas é a pura verdade. Só queria saber de Pearl Jam, Nirvana, GN’R, The Doors, Maxi Priest, Faith no more, Bon Jovi, Prince, Metallica, Red Hot Chili Peppers, U2 e por aí vai… Era capaz de ouvir Billy Idol amarradona e ignorar Legião urbana, Paralamas, Titãs, Skank ou qualquer cantor nacional que fosse febre na mesma época Hahah. Acho que era coisa da idade aborrescente ouvir um som mais agressivo, até estourar as caixas de som. Influência também dos meus primos cariocas que lá na praia do Arpoador fingiam ser estrelas de rock curtindo férias anônimas.

Essa fase só de guitarra e bateria não durou muito. Quem no Brasil vive sem samba? Sem aquela batucada? Inclusive, quando entrei na faculdade tive que dar uma incrementada geral no meu repertório, senão ficaria de fora de todas as rodinhas de violão e valeu muito a pena!

E Radiohead? Como a primeira vez a gente nunca esquece… há 16 anos ouvi meu primeiro amor cantar para mim Creep. Impossível esquecer, porque ele era estranho mesmo, as suas pernas não tinham o mesmo tamanho, o refrão… I’m a creep, I’m a weirdo soava perfeito na boca dele. Eu era novinha mas o amava intensamente.

De lá para cá o mundo deu voltas, esse primeiro amor ficou tão looonge… menos o Radiohead, que sempre ressurge com uma música perfeita para um momento que talvez nem eu entenda ou vice-versa.

Foi aí que um outro namorado… Hahah… detesto lembrar dos meus ex-namorados, mas não estou conseguindo escapar dos falecidos dessa vez. Bem, ele gostava de dormir, dirigir, tomar banho, fazer amor ouvindo música. Certa vez, como quem revela um segredo, ele me mostrou seus CDs do Radiohead e disse: Rê, você precisa ouvir isso. Vai amar!

Daí em diante Radiohead marcou a nossa relação, principalmente quando não estávamos juntos, ou até mesmo andando pelas ruas, testemunhando algum lance absurdo. Porque não é só letra, aliás, algumas não fazem o menor sentindo, é um som que faz flutuar, olhar de cima, olhar para dentro de si. Cria um estado de transe como o do Thom Yorke no palco. Ele dança esquisitaço, sacode a cabeça de um jeito que nunca vi igual. Embora seja o Ed O’Brian que arranque suspiros da mulherada, acho muito mais interessante o Yorke, acreditem!

Thom Yorke

Fora o comportamento da banda em si. Eles fazem arte com modéstia, naturalidade, apenas por prazer. São ativistas, enfim…

Senti raiva por ter perdido o show Just a Fest! Tenho que aprender a planejar a minha vida melhor. Agora só me resta ficar aqui na expectativa de outra chance. Mas nada de Kraftwerk, pelo amor de Deus! Os caras são medonhos e a música um lixo eletrônico.

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Não espero

Se pudesse, faria algumas alterações naquela música do Ira… A minha vida, eu preciso mudar todo dia pra NÃO escapar da rotina dos meus desejos… procuro acordar e perseguir meus sonhos, mas a realidade que vem depois, ÀS VEZES, não é bem aquela que planejei. E tudo que quero é mais. Eu quero sempre mais. Eu quero sempre mais. Eu espero sempre mais…

ESPERO NADA NEM NINGUÉM! Aliás, quero declarar o meu repúdio total à palavra esperar. Não sei quem a inventou, provavelmente, algum egoísta que costumava tratar os outros com descaso, deixando-os esperando, numa cena ridícula plantados como se fossem batatas, como se o tempo dos outros não tivesse valor. É uma palavrinha tão cretina, cujo conceito soa tal mal, é tão mísera, diminui todas as possibilidades em verdadeira angústia e posterior frustração.

Não conheço ninguém que tenha gostado de esperar. Todos experimentaram algum tipo de decepção. Se é que existem tipos para esta sensação tão desagradável.

Aquele ditado quem espera sempre alcançabullshit! É exatamente o contrário. Alcança quem persiste, quem se mexe enquanto o tempo passa. Alcança a pessoa que tem esperança, desejo, que vive um momento, no mínimo, excitante. Não quem tem um segundo a perder, que dirá horas, dias, meses, anos.

Quem espera, lamenta. Já quem vive uma expectativa, VIBRA!

Sei que viver uma expectativa não é certeza de sucesso, mas só o fato de não existir angústia é o que basta.

A minha vida, que é o meu tempo, é muito pontual para que eu espere um segundo que seja plantada como idiota. Não aceito que roubem o meu tempo. Não sou, definitivamente, do tipo que espera, ainda mais o tempo que for preciso para isto ou aquilo. Todas as vezes que esperei, fui infeliz, sem exceção.

Hoje, no máximo, transformo as cinzas das minhas horas em paciência, se ao menos intuir que cada milésimo de ansiedade, será muito bem compensado com respeito, amor… porque tenho muito amor dentro de mim, um desejo certo de ser feliz. Eu amo!

Se, por acaso, eu tiver que esperar alguém, não espero ali, parada, angustiada. Crio em mim um sentimento de euforia tal que, dependendo do atraso, vou direto ao encontro da pessoa, sem pensar duas vezes! Não espero ninguém me pedir nada, eu faço antes! A não ser que eu queira categoricamente dizer NÃO.

No dia do meu casamento, amigos, não atrasem! Serei a noiva mais pontual do mundo. Não deixarei o meu amor esperando, nem ele se sentirá esperando! Ele estará tão eufórico que o tempo não passará e depois dirá  mesmo assim que me atrasei na maior cara-de-pau (Hahaha).

Quando ficar grávida, não vou esperar meu bebê, vou GERÁ-LO com muito amor, entusiasmo! Até brinco por aí, dizendo que, quando isso acontecer, vou rezar para que sejam logo gêmeos! Nove meses para nascer um só, será muito tempo pra alguém que já passou dos trinta e tem pressa de ser feliz.

Não espero, não faço ninguém esperar, vivo na expectativa de, porque tenho muito amor dentro de mim, um desejo certo de ser feliz. Eu amo!

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Dois pontos

Ahhh se acontecer o que quero, do jeito que sonho! Não são estúpidas ilusões, são sensações! Jogaram búzios e “você” estava lá, num mar, talvez de multidão. Parece que o inevitável está mais iminente do que nunca, meu querido! Não vou mais me preocupar com os valores que não são aplicados. Do que adiantou pressa se o destino não ajudou? Essa parte aí ignoro a partir de hoje. Não me importo mais com o tempo! Pode passar à vontade, não vou ficar no caminho! Seguirei por outro lado, pelo que há de etéreo. A calma está comigo, fazendo cafuné nos meus cabelos enquanto você não chega.

Mas quando você estiver lendo estas minhas palavras, perceberá que o nosso texto é igual, principalmente, o contexto. É o mesmo traço, a mesma letra, o mesmo sentido, a mesma interpretação, acentuação. Constatará a mesma intensidade e verá a conclusão diante de dois pontos, o meu e o seu, sempre juntos. Lado a lado. Depois do travessão, esperando o horizonte sem fim acabar. Sempre, inseparavelmente, juntos!

*TDM

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