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Pense no Haiti, reze pelo Haiti…

Desde terça-feira passada quando soube do terremoto que destruiu completamente o Haiti, só consigo pensar no quanto eles são desgraçados.
Não queria usar essa palavra ‘desgraçado’, mas não consegui encontrar outra que traduzisse tamanha infelicidade, infortúnio, miséria, angústia, desastre, revés etc.
Como se não bastasse todo o histórico, ainda aconteceu mais essa. Lá a desgraça sempre chegou a galope.
Fico pensando se, depois de tudo, ainda existe algum haitiano com fé em Deus.
Talvez os que ainda estão vivos debaixo dos escombros pensem em Deus com toda força do seu ser.
Mas e aqueles que sobrevivem àquela constante humilhação diante da pobreza, da fome, da dor, de nenhuma oportunidade digna, e agora diante do tapete de milhares de mortos?
Não sei. Não sei mesmo o que sentiria se fosse um deles. Não sei o que me motivaria diante da falta de tudo, da pobreza extrema.
Não consigo imaginar o que é perder todos os familiares e amigos de uma só vez, perder a voz da esperança de Zilda Arns e a de tantos outros missionários, vagar sem teto e agora sem chão, sentido o cheiro pútrido de tudo e todos que até então resistiam.
E misteriosamente o Cristo crucificado da igreja de Sacré Coeur permaneceu de pé.

Cristo de Sacré Coeur - Haiti

O que isso significa?
(…)

Em pensar que essa realidade dura do Haiti, agravada por acidentes naturais, existe até aqui no Brasil.

♫  E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


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As últimas

Trinta de novembro. Hoje tive que repetir isso em voz alta algumas vezes porque foi difícil acreditar que já são trinta de novembro. Trinta de novembro, trinta de novembro…
Semana passada me senti torturada. Torturada pelo prazer, pela felicidade, tristeza, ansiedade…
O meu amor passou a semana comigo aqui em Nogueira. Ou seja, saímos de um final de semana megagrudados e só não passamos a semana hipermegagrudados porque trabalhei.
Acho que o máximo de distância que conseguimos um do outro foram uns 5 metros. E essa também foi a nossa primeira semana ‘inteeeeira’ juntos.
Foi boa e ruim por motivos óbvios, se não fosse o meu trabalho, teria dado mais atenção, mais conversa, mais carinho, mais, mais e mais.
A sorte foi que a minha mãe me ajudou bastante. Fez umas comidinhas caprichadas pra compensar todo o resto que faltou. Ela adorou paparicar o genrinho! E como o peixe morre pela boca, comemos com a fome e com os olhos.
Era sorvete daqui, chocolatinho de lá, tudo fora de hora, mantendo criteriosamente apenas o prazer de comer, amar, menos de trabalhar. O amor dessa vez engordou, não teve jeito!
E no meio de tudo isso, aconteceu uma tragédia familiar – o Esteban morreu, no dia 25/11/09. O meu gato tão amado morreu com problemas no fígado. Ficou internado dias e não conseguiu se recuperar.
Quando recebi a notícia com o Rodrigo aqui em casa e o meu trabalho ainda pendente, foi mais prático agendar a tristeza profunda: Quando terminar esse projeto, quando o Rodrigo for embora, eu desabo com tudo que tenho direito. Só não me perguntem como consegui sufocar isso em mim.
Sei que é difícil pra algumas pessoas, que não possuem contato com animais domésticos, entenderem o sofrimento que é perder um animal assim. Acham que é frescura. Ah! É apenas um bicho (substituível)!
Não foi o caso do Rodrigo que, apesar de não gostar de gatos, até se comoveu com o impacto da notícia, mas tenho quase certeza que ele acharia exagerada a tristeza que se aplacou hoje sobre nós. Que falta estamos sentindo do Esteban!!!
Abaixo segue uma foto do meu Bad Cat, que de bad não tinha absolutamente nada, com as condolências originalíssimas do Big:

homenagemaobadcat
*Arte @BigNato

No dia em que o Rodrigo desceu, sexta-feira, mesmo dia em que entreguei o tal trabalho pontualmente, choveu à beça, estava chateada porque a semana tinha passado rápido demais, não queria que ele fosse embora.
Quando ele saiu portão afora, levou junto a alegria daqueles dias tumultuados… por causa da obra, do barro, da chuva, da morte, do calorão, internet caindo toda hora… Que dureza voltar àquela realidade sem graça! Tratei logo de iniciar outro projeto, exatamente como o Freitas sempre recomenda: Pulando em cima e pisando no rabo dele! Hahaha… Traduzi loucamente até a hora de dormir.
Bendita hora! Foi maravilhoso sentir o cheiro do meu amor no meu travesseiro! Ele estava ali e quase podia tocá-lo. Dormi.
No dia seguinte acordei bem disposta, engatei firme no projeto novamente. Entretanto, no domingo, quando achei que estava terminando – a decepção! Desde sexta estava traduzindo o arquivo errado.
Nem preciso dizer quais foram as consequências desse vacilo imenso, imperdoável… Levei bronca da chefa, comprometi o prazo fatal e provavelmente vou pro freezer nas próximas semanas.

Lição de novembro:

1 – O amor desce e sobe a serra quantas vezes for preciso.
2- Tenha um gato. É uma experiência sensacional.
3 – Leia duas, três vezes pra garantir, qualquer email com instruções de trabalho e faça uma análise de três em três horas, ou no final de cada dia, pelo menos. Dica de tradutora pra tradutor.
4 – Não se desespere à toa, mantenha a calma, mesmo que pareça impossível.
5 – Botafoguense sofre, pqp, viu?! Em breve, talvez, escreverei sobre esse Brasileirão. Não aguardem.

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Preto ou branco, o que importa?

Estou acompanhando o noticiário desde ontem sobre a morte do MJ e fiquei enojada com certas especulações sobre a vida dele. A imbecilidade chega a um nível tal que me deixa verdadeiramente chocada. O que considero mais incoerente é que o mundo inteiro levanta a bandeira de que não importa a cor da pele, mas ainda existe gente que só abre a boca pra dizer que o Michael se tornou irreconhecível e preconceituoso a ponto de negar a própria raça. Coisa que não acontece, por exemplo, quando aguém muda a cor natural do cabelo.
Olha, não me importa o que dizem sobre o Michael Jackson. Eu fui, sou e sempre serei fã deste único fenômeno da música pop. E sou totalmente contra esse papo de que ele era refém de seu próprio personagem, de que se perdeu na própria imagem, de que se tornou irreconhecível. Isso tudo não passa de um blábláblá difamatório escrotésimo.
Se ele fosse tão complexado com sua aparência, não teria aparecido diante das câmeras há tempos e, no entanto, não houve um, unzinho de seus perfis que não tivesse sido fotografado depois de uma série de cirurgias mal sucedidas, ou alguém acha que ele não tinha consciência disso? Por muito menos a diva Mariah Carey só permite que seu perfil direito ou esquerdo, sei lá, seja fotografado. Vamos combinar que é muita frescura em uma pessoa só?!
Durante toda a existência de MJ, a imprensa encarou sua privacidade como  um “mistério a ser desvendado” e sucessivas jogadas de marketing, como se ele não fosse humano ou tivesse tido algum dia a obrigação de explicar todas as suas mazelas pessoais. Um absurdo invasivo e hostil que nunca aceitei!!! Se teve alguma celebridade que se expôs até demais foi o Michael Jackson.
O que queriam que ele mostrasse, afinal? Seu corpo nu? Seu extrato bancário? Um vídeo dele trepando com alguém? Fotos pós-cirúrgicas? Não é mais fácil apenas nos contentarmos com sua performance artística incomparável e única, que fez e ainda faz cair o queixo dos mais eruditos?
Fico puta da vida com essa mania que todo mundo tem de esperar que os famosos tenham uma vida financeira e particular perfeita, como se fossem inabaláveis, como se de fato quisessem dar o exemplo. A maioria só quer ter o reconhecimento de seu trabalho e uma vida realmente privada, sossegada o suficiente para errar e acertar sem o julgamento dos maledicentes de plantão.
Vivemos todos sob a mesma condição humana. Crises (pessoais ou econômicas), desarticulações, altos e baixos, engano, mal humor são fatores praticamente inerentes a qualquer um de nós dentro de uma sociedade, inclusive para quem vive sendo paparazziado full time.
Quando era criança tive um cachorro chamado Billie, que curiosamente tinha o rosto divido ao meio em preto e branco, era lindo, lindo, lindo! O Billie não era um cachorro comum, ele gostava de ouvir música e dançava. Ficava em pé, uivando ou então disparava a correr em volta da casa, como um doido, abanando o rabo euforicamente. E aí sempre que meu pai chegava da rua de carro, se tivesse tocando “Beat it” em alguma estação de rádio, ele aumentava o volume  do som para o Billie dançar, o qual simplesmente enlouquecia nesse momento!!!  Ele entendia ‘Billie’ e não ‘Beat it’. Era muito engraçado!
Também me lembro de ter assistido pela primeira vez o clip “thriller” no cólo do meu pai, morrendo de medo daquele lobisomem, completamente em pânico. Sim, eu fui uma criança muito medrosa. Dormia com a porta do quarto aberta e a luz do corredor acesa. Às vezes, fugia para a cama dos meus pais no meio da noite e não suportava esse papo de monstro e muito menos aquela risada diabólica do final do clip, até entender que tudo aquilo fazia parte de um show, do qual só o Michael era capaz. Ele era um showman!!!
Eu ia dizer que morreu mais um rei, mas não acredito na morte de grandes personalidades ou de pessoas de bem, elas vivem para sempre em nossas vidas.

Difícil escolher um clip favorito, mas como este foi rodado aqui no Brasil, lá vai:

Da Renata,
Que nunca se importou com a aparência do Michael Jackson, reconhecendo-o sempre em qualquer fase de sua vida conturbada e que lamenta a sua morte potencialmente precoce.

*Não revi o texto, ignorem os erros.

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Por que logo Deus escreve certo por linhas tortas?

Tem dia que é melhor, realmente, não levantar da cama. Mas como saber? Se costumamos rezar antes de dormir, agradecendo por tudo e todos, pedindo a Deus proteção e que o amanhã seja melhor?

Vai entender o que acontece entre o céu e a terra!

Quanto mais rezamos, mais assombrações aparecem?!!! Por quê?

Nada grave diretamente comigo (se bem que esta questão é bastante relativa). Não há como ignorar o caos, a irascibilidade, a barbárie ao redor! Está insuportável!!! Cada vez mais insuportável!!!

Moro num bairro super-sossegado (???). No centrinho há uma praça, padaria, mercadinho, salão de beleza, banca de jornal, botecos, farmácia, igrejas, locadora e até uma extensão da Biblioteca Municipal do Centro de Petrópolis.

Nas ruas, os ricaços passam com seus carrões e os pobres a pé! Uns com sacolas de compras e outros cambaleando entre a sarjeta e o caminho de casa. Crianças vadiando na maior parte do tempo e muitos robotizados pelo sistema, perdidos no próprio rumo.

Ninguém sabe por que os ricaços são tão ricos, mas todo mundo sabe por que a doméstica, o pedreiro, o balconista, o biscate são pobres e não saem do lugar.

De vez em quando tem-se notícia de briga em botequim, casal se pegando no tapa, pequenos furtos e grandes roubos nas mansões (estes últimos são raros). Assassinato, então, uma vez na vida e outra na morte, e quando acontece é briga de cachaceiro ou drogado em dia de fúria, completamente sem noção. Certa vez, até desovaram um corpo na esquina da minha rua. Ah! Também já houve casos de estupros. Não sei quantos, o que importa é que faz muito tempo. Suicídio? Sim, também já aconteceu. Acidentes de carro fatais? Só na entrada da União e Indústria. O povo daqui, freqüentemente, morre mesmo de morte morrida ou em deslizamentos e enchentes. Uma tristeza! É… fora as doenças. Enfim, pra resumir a ópera, trata-se de um bairrozinho nada demais, com muita história ruim pra contar também.

A última delas foi nesta semana, com uma adolescente grávida, de 17 anos, chamada Milena. Espancada até ter seu rosto completamente desfigurado e depois estrangulada, talvez por misericórdia pelo seu próprio namorado algoz, aqui na rua Maranhão, no lago de Nogueira, onde os veranistas costumam passear a cavalo, ou seguir em direção às suas mansões ou ao Golf Clube.

O porquê é o mais estúpido possível. A família não gostava do namoro, achava tudo muito precoce. A menina atormentada decidiu romper a relação. O namorado, Leonardo, inexplicavelmente, a matou.

Comentam que Milena morreu sem saber de sua gravidez.

Curioso é que, quando ocorre uma desgraça horrorosa assim, todos até desconfiam da notícia: Como assim isso acontecer aqui?

E eu pergunto: Como assim isso acontecer aqui ou em qualquer outro lugar????

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Mortes em ordem cronológica

Essa tragédia não tem nacionalidade!!!
A companhia aérea TAM confirmou que havia 176 pessoas a bordo do Airbus A320 vôo 3504. Deste número, 170 eram passageiros e funcionários da companhia e outros seis tripulantes. (REUTERS – 17.07.2007 21:55)

CRONOLOGIA – Conheça a história dos piores acidentes aéreos

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) – O acidente desta terça-feira com um avião da TAM que partiu de Porto Alegre (RS) rumo ao aeroporto de Congonhas, na capital paulista, pode se tornar o pior da história da aviação brasileira.
A mais trágica colisão até agora é a de setembro de 2006, quando um avião da Gol se chocou no ar com um jato Legacy, matando 154 pessoas.
O Airbus 320, que colidiu no fim desta tarde contra o prédio da empresa, depois de derrapar na pista do aeroporto e atravessar a avenida Washington Luiz, transportava 176 pessoas, entre passageiros e tripulantes, segundo a TAM.
Veja abaixo uma relação dos piores acidentes aéreos da história brasileira e mundial:

  • Setembro de 2006 — um Boeing da Gol se choca com um jato Legacy e cai no Estado de Mato Grosso, resultando na morte de 154 pessoas.
  • Maio de 2004 — um EMB 125, da Rico Líneas Aéreas, caiu em uma área de selva a 40 quilômetros de Manaus e causou a morte de seus 33 ocupantes.
  • Novembro de 2001 — um Airbus cai pouco depois de decolar em Nova York, matando 265 pessoas.
  • Setembro de 2001 — a despressurização da cabine de um avião da TAM, que fez um pouso forçado no aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, causou a morte de uma passageira.
  • Fevereiro de 1998 — um Airbus da companhia taiwanesa China Airlines se acidenta perto do aeroporto internacional de Taipei e mata 202 pessoas.
  • Outubro de 1996 — aeronave Fokker 100 da TAM cai no bairro do Jabaquara, perto do aeroporto de Congonhas, e mata 99 pessoas.
  • Janeiro de 1996 — cargueiro Antonov cai em Kinshasa, na República Democrática do Congo, e mata pelo menos 300 pessoas, segundo números oficiais.
  • Fevereiro de 1990 — um Fokker-27 da TAM que fazia a rota São Paulo-Araçatuba cai em Bauru, causando a morte de três pessoas.
  • Setembro de 1989 — um Boeing 737-200 da Varig fez uma aterrissagem forçada em uma zona da selva do Mato Grosso por um erro na rota de vôo, matando 14 pessoas. No mesmo mês, um avião Ilyuchin cai em Cuba e mata 170 pessoas.
  • Dezembro de 1988 — atentado terrorista em Lockerbie, na Escócia, em um Boeing da Panam, mata 270 pessoas, incluindo moradores da cidade.
  • Agosto de 1985 — Boeing 747 da Japan Airlines que ia de Tóquio a Osaka cai e causa morte de 520 pessoas.
  • Junho de 1984 — um avião Bandeirante da TAM cai em Macaé, no Estado do Rio, causando a morte de 18 pessoas.
  • Junho de 1982 — um Boeing da Vasp bateu contra uma colina quando tentava pousar em Fortaleza, matando 137 pessoas.
  • Abril de 1980 — um Boeing 727 da Transbrasil se chocou contra uma colina nas proximidades de Florianópolis e 54 pessoas morreram.
  • Março de 1977 — dois Boeing 747 batem no aeroporto de Tenerife, na Espanha, e 583 pessoas morrem.
  • Julho de 1973 — avião Boeing da Varig cai na região do aeroporto francês de Orly e causa 123 mortes.

(Por Maurício Savarese e Denise Luna)

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