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Picardia
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para enlouquecer on 10 de fevereiro de 2010
Prezado leitor,
Prepare-se para fazer um caminho sem volta no meu blog. Preste atenção como uma coisa leva a outra.
Não aguento quando me perguntam como tenho saco pra internet. Não é uma questão de ter ou não saco. Simplesmente trabalho online, é natural que eu usufrua a parte de entretenimento também. Entre um trabalhinho e outro, atualizo os tweets e falo com algumas pessoas pelo msn ou skype etc.
_ … atualiza o quê?
_ Tweets!
_ 0.O
_ Tweets, twitter.
_ Ahhhh…
Com essa deu pra sacar que a pessoa ouviu falar remotamente sobre twitter e não faz a menor ideia do que se trata efetivamente. O pior é que ainda insistiu em criticar minhas atividades online:
_Eu não tenho saco pra ficar nessa o dia inteiro. Pego logo e ligo!
Até aí morreu Neves. Não me disse nada. Mas tentando analisar calmamente, se a pessoa falou das redes pensando no internauta maníaco, realmente as redes absorvem muito e um contato mais direto, pessoal, é sempre melhor. Mas se a pessoa falou de um modo geral, deu pra perceber que ela não entende patavina de internet, muito menos do que as redes possibilitam, incluindo um contato mais direto!
Já com um quê de irritação, concluo que provavelmente essa pessoa paga a internet pra acessar… nem imagino o quê. Orkut, com certeza!
_Não, eu não tenho orkut. Aquilo lá me irrita.
Aí quem ficou com cara de tacho fui eu. No Brasil qualquer usuário reles tem orkut.
Dos dez mil degraus que a pessoa tinha descido no início da conversa, subiu três nesse momento.
_E por que o orkut te irrita?
_ Ah é muito ti-ti-ti, assuntos sem consistência nenhuma. Não preciso me expor na internet pra interagir com um amigo que seja, na frente de outros desconhecidos, só pra falar besteira.
_Que tipo de besteira?
_Bajulações, piadinhas inconvenientes, provocações, sexo…
Nesse momento, a pessoa subiu uns mil degraus no meu conceito. Comecei a me interessar pelo papo de verdade e entendi que de fato ninguém é obrigado a gostar de internet. Existem várias formas de comunicação, a internet é ainda apenas uma delas. Sei que isso soa estranho à beça, mas ainda é possível viver sem internet. Embora eu acredite que essa exclusão digital já tenha comprometido bastante o futuro dessa pessoa, sem que ela se dê conta do tamanho do prejuízo, enfim…
E eu que já estava taxando a pessoa de ignorante pra baixo no início da conversa, com aquele meu saquinho de filó básico, tive que dar a mão à palmatória sobre a percepção aparentemente vaga daquela pessoa. Uma coisa é certa, existem contatos e contatos, um é a sua resposta, o outro, pura provocação! E você acaba sendo diferente com cada um deles.
Cria-se facilmente um ambiente de picardia, principalmente com as pessoas mais próximas, parece incrível! Esnobação, exibicionismo, competição, alfinetadas, zombaria, nem sempre no clima do humor do dia, do grau de TPM.
E criticar a consistência de certos assuntos não sei até que ponto é relevante, afinal, muitos só querem bundear, extravasar sem compromisso filosófico ou intelectual. Não há pecado nisso. Cada um é que sabe de si.
Mas sobre sexo especialmente, assunto que rola em qualquer lugar e o tempo inteiro, considerando também o fato de que não há como não ter uma opinião sobre o tema, sou adepta daquele conceito de que quanto mais se fala (escreve), menos se faz, embora contraditoriamente seja necessário falar (escrever), no mínimo, a título de informação. Sexo sempre causará polêmica, curiosidade pela novidade que representa a cada experiência, mas divagações sobre ceninhas eróticas do jeito que leio excessivamente em vários blogs, tweets não me dizem absolutamente nada! Isso é papo de masturbador, de ranço de *história de fogo, histeria!!!
Não foi à toa que Francis disse ao Bial em 89: Pedro, o ser humano é de classe média!
Filosofando sério a la Freitas…
Ou seja, a genialidade dessa simples frase do Francis concluiu que no fim das contas todo mundo gosta das mesmas coisas. Exatamente o que Marx não previu. A história mostrou que não é a base material, é a superestrutura de valores que conta.
Marx pensava apenas no materialismo. Esqueceu que o homem se vende pelo prazer e nele se perde.
Prazer é libido. Porque prazer por bens materiais ou sociais já é abstração do prazer. Essa distinção que ninguém entende hoje em dia.
Mas como é difícil satisfazer a libido, talvez até impossível, é mais fácil apelar pra representação. Nesse ponto faltou ao Marx, uma pequena dose de Freud.
Marx esqueceu que a busca do materialismo já é uma busca por valores, já é uma representação. Pão e circo resolvem. A libido não satisfeita busca satisfação no materialismo. Não pra resolver questões essenciais e sim pelo “prazer simbólico”.
Agora, quando a libido é totalmente satisfeita… ama-se até numa casinha de sapê. E dinheiro pouco importa. O homem descobre que nasceu pra trepar!!!
O problema é que não podemos nos dedicar a essa libido compulsivamente. Se ficarmos só trepando, morremos.
Esse é o raciocínio do Herbert Marcuse. Ethos = pathos; Prazer = morte. Por isso, o homem é pluridimensional. Com dimensões de falso prazer, representações do prazer. Tipo: cinema – jantar – boite – hotel. O “trepar socializado”.
Marcuse é genial! Entretanto, quem está na moda é o Zizek, que pega Lacan em vez de Freud. Lacan fala de representações simbólicas “socializadas” do (falso) prazer. O (falso) prazer é necessário senão a sociedade acaba em Sodoma e Gomorra… Hahahah..
Concluindo: Marcuse escreveu sobre um homem multidimensional. Em oposição a um homem unidimensional. Ele fala em dimensões. Lacan fala de representações simbólicas, que Marcuse chamava de sublimação.
O ponto comum é que os dois veem nisso um aspecto repressivo do social. Marcuse chamava as tais representações de sublimação repressiva ou dessublimação. Semelhante a: perdi meu amor, vou virar freira. Ou vou sair dando por aí e que se foda.
Mas libido não é sexo. É sexo-amor. Com amor. Ou como realização do amor. Gozar por gozar é como punheta, comer por comer ou dar por dar é o mesmo que punheta. Não é libido. Não é prazer (ato + sentimento). É repressão. Zizek exemplifica com cinema, rock e, por isso, é badaladão!
Tem um texto dele sobre o filme do Mel Gibson: “A fé em tempos de café descafeinado“. Como está valorizado o fato de as coisas perderem sua essência: leite desnatado, café descafeinado, adoçante em vez de açúcar, doce dietético, tecido sintético por seda, realidade virtual, sexo no computador. O problema é pagar as contas, não ser feliz. Porque ser feliz é comprar coisas, mesmo que não precise delas. Total deturpação! Aquele papo de que a melhor terapia é gastar, fazer compras, é balela! Isso é coisa de homem de classe média.
Entenderam como uma coisa leva a outra? Aquela simples frase do Francis estava profundamente embasada. A classe E não tem plano de saúde mas tem TV a cabo. A classe E quer tênis da moda. A classe E não estuda, mas frequenta bares, boites, bailes funks e aí…vai ficando atoladinha, vai ficando atoladinha…
É a degradação humana. O homem se perde no pseudo prazer, que é a tal repressão.
Prazer é sorrir sem saber bem o porquê. Está relacionado com espontaneidade. Quando amamos, sorrimos sozinhos. Por nada. Isso é pura libido!!!
Contudo, ainda existem os espertos que acham que sexo não tem nada a ver com amor.
O sexo é a procura, é o meio de amar, de consumar apenas o amor. O resto é bronha!
Por isso também que ninguém é feliz sozinho, o amor é a dois.
Só mais uma coisinha: A tal frase do Francis explicou muito bem a derrubada do muro.
E também o porquê de quase ninguém abordar o assunto “sexo” com consistência. O ser humano é de classe média “e gosta mesmo é de cultura de mídia” – o final é meu.
Da Renata,
Que nem ri mais dos que vivem de picardia;
Que sobre sexo, não dá ibope pra tosqueiras;
Preocupa-se apenas com seu amor!
*OTTO
Aniversário do meu filhote
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 10 de janeiro de 2010
É John-John! Prometo que um dia, bem breve, vamos correr na praia juntos. Aguenta firme!
Feliz aniversário para o cachorro mais amado do mundo!
3 anos de alegria e cumplicidade!
Que réveillon!!!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para amar, Para ler e viajar, R & R on 6 de janeiro de 2010
Antes de mais nada…
>>>Feliz Ano Novo<<<
Que todos os próximos dias sejam felizes! Mais felizes que esses que ficaram para trás. Que possamos viver cada vez melhor uns com os outros! Porque é assim que se vive bem, em harmonia com tudo e todos.
Desde o ano retrasado ando numa fase tão boa, mas tão boa, que às vezes fico na dúvida se é real ou fantasia. Que nada! Foi tudo verdade, virei mestre na arte de me surpreender. Passo o tempo todo repetindo no meu pensamento COISAS BOAS ACONTECEM!!! COISAS BOAS ACOTECEM!!! E acontecem mesmo. Não duvidem. Só é preciso um olhar mais demorado.
Quero falar do réveillon mas não sei se vou conseguir descrever como foi a noite da minha virada. Eu estava no melhor lugar do mundo, na companhia da pessoa que mais amo! Entenderam? Eu estava no melhor lugar do mundo que era ao lado da pessoa que mais amo! E amo tanto, mas tanto… Comecei o ano com o pé direito e com o coração tão tranquiiiilo que não me lembro de ter feito um pedido Hahaha… Lilás, o que mais poderia desejar naquele momento? Impossível racionalizar alguma coisa, só me deixei levar por aquela emoção.
Gozado que, quando o dia amanheceu, fiquei meio paranóica. Acho que foi a primeira vez que virei o ano sem desejar nada naqueles primeiros átimos. Perguntei várias vezes: Big, o que foi que você pediu? E mesmo ele respondendo, me parecia inacreditável. Fiz a mesma pergunta várias vezes e ele me olhava com aquela serenidade que lhe é peculiar e dizia: Rê, saúde, paz e amor. E concluía todo vivaz: Para nós dois! Ele respondeu desse jeitinho todas as vezes que perguntei.
Para nós dois! Para nós dois! Para nós dois! Era o que ecoava na minha cabeça o tempo todo.
Deus do céu! Era isso, exatamente isso, que sempre desejei. Estar em alguém! E agora quando olho para o Big minha cabeça parece Copacabana sob um céu explodindo cores sem parar. De vez em quando até rola uns flashes dos nossos beijos, dos nossos abraços, do nosso brinde, de nossos vários momentos juntos, dos amigos ali presentes… Mas esse sentimento de constatação de um pedido de amor realizado é maior do que eu, é infinito, infinito como as ondas do mar.
Ah o mar! O que seria do primeiro dia do ano sem um banho de mar? Sem aquele sol, sem aquele sal?
Ainda havia tempo, muito tempo para furar as tais sete ondas. E foi lá na praia do Leblon que furei todas as ondas que pude e mais um pouco. Sabe como é, exagerar é o forte da casa. Perdi as contas. Na verdade eu não só precisava de um banho de mar como não queria mais sair da água, ainda mais com o Rodrigo ali comigo. Foi uma delícia inesquecível! O primeiro de muitos mergulhos com o meu amor. Até ele, que não é chegado, amou!
O curioso é que já estive tantas vezes naquela praia e nem por isso deixei de me embasbacar novamente com aquela paisagem. Diante do mar, com os pés no chão sob um céu de infinitas possibilidades eu estava em estado de graça.
Aos poucos o céu foi se transformando, estávamos diante do primeiro espetáculo vespertino – o por do sol. Olha, foi um desbunde tão grande, que como se não bastasse aquele tom de vermelho meio pink meio laranja no meio daquele azulão, as nuvens se movimentaram de uma maneira tão única, que me pareceu uma aurora boreau. Sabe como é, quando estou feliz tudo é intensificado ao máximo.
A caminho de casa, me veio à tona mais uma lembrança de um trecho do livro Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Impressionante como cada capítulo se encaixa na minha vida perfeitamente desde que comecei a sentir esse amor, essa consciência de mim mesma. É como se esse livro tivesse arrematado o meu amadurecimento como mulher. Tirando a parte dos “goles grandes” (quem é louco de beber água do mar hoje em dia?), considerando a companhia do meu amor e a frase que, na minha opinião, sempre definiu bem o prazer de viver, num clima meio libertino, sexualmente falando mesmo ‘de sol, de sal e de mar’, eis o trecho sensacional:
Uma dica para amar VII -
Brilhando de água e sal e sol
“Com a concha das mãos e com a altivez que nunca darão explicação nem a eles mesmos com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes, bons para a saúde de um corpo.
E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.
Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas lhe batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.
Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.
O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: ela está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.
Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas – ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.
E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.”
Esse foi O banho de mar e o meu melhor réveillon!!! Engraçado que sempre senti no meu Big um cheiro de maresia… tão sadio, tão atraente quanto o mar.
Bem, queridos, está sendo assim a minha vida, boa pra caramba! Sinto que se eu não me lançar, não me arriscar todo dia, vou perder a melhor parte – a cereja do bolo!!!
E você aí? Ainda não se habituou a viver?
O por do sol é quem vê! (Millôr)
VIVAMOS 2010 INTENSAMENTE
As últimas
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, R & R on 30 de novembro de 2009
Trinta de novembro. Hoje tive que repetir isso em voz alta algumas vezes porque foi difícil acreditar que já são trinta de novembro. Trinta de novembro, trinta de novembro…
Semana passada me senti torturada. Torturada pelo prazer, pela felicidade, tristeza, ansiedade…
O meu amor passou a semana comigo aqui em Nogueira. Ou seja, saímos de um final de semana megagrudados e só não passamos a semana hipermegagrudados porque trabalhei.
Acho que o máximo de distância que conseguimos um do outro foram uns 5 metros. E essa também foi a nossa primeira semana ‘inteeeeira’ juntos.
Foi boa e ruim por motivos óbvios, se não fosse o meu trabalho, teria dado mais atenção, mais conversa, mais carinho, mais, mais e mais.
A sorte foi que a minha mãe me ajudou bastante. Fez umas comidinhas caprichadas pra compensar todo o resto que faltou. Ela adorou paparicar o genrinho! E como o peixe morre pela boca, comemos com a fome e com os olhos.
Era sorvete daqui, chocolatinho de lá, tudo fora de hora, mantendo criteriosamente apenas o prazer de comer, amar, menos de trabalhar. O amor dessa vez engordou, não teve jeito!
E no meio de tudo isso, aconteceu uma tragédia familiar – o Esteban morreu, no dia 25/11/09. O meu gato tão amado morreu com problemas no fígado. Ficou internado dias e não conseguiu se recuperar.
Quando recebi a notícia com o Rodrigo aqui em casa e o meu trabalho ainda pendente, foi mais prático agendar a tristeza profunda: Quando terminar esse projeto, quando o Rodrigo for embora, eu desabo com tudo que tenho direito. Só não me perguntem como consegui sufocar isso em mim.
Sei que é difícil pra algumas pessoas, que não possuem contato com animais domésticos, entenderem o sofrimento que é perder um animal assim. Acham que é frescura. Ah! É apenas um bicho (substituível)!
Não foi o caso do Rodrigo que, apesar de não gostar de gatos, até se comoveu com o impacto da notícia, mas tenho quase certeza que ele acharia exagerada a tristeza que se aplacou hoje sobre nós. Que falta estamos sentindo do Esteban!!!
Abaixo segue uma foto do meu Bad Cat, que de bad não tinha absolutamente nada, com as condolências originalíssimas do Big:
No dia em que o Rodrigo desceu, sexta-feira, mesmo dia em que entreguei o tal trabalho pontualmente, choveu à beça, estava chateada porque a semana tinha passado rápido demais, não queria que ele fosse embora.
Quando ele saiu portão afora, levou junto a alegria daqueles dias tumultuados… por causa da obra, do barro, da chuva, da morte, do calorão, internet caindo toda hora… Que dureza voltar àquela realidade sem graça! Tratei logo de iniciar outro projeto, exatamente como o Freitas sempre recomenda: Pulando em cima e pisando no rabo dele! Hahaha… Traduzi loucamente até a hora de dormir.
Bendita hora! Foi maravilhoso sentir o cheiro do meu amor no meu travesseiro! Ele estava ali e quase podia tocá-lo. Dormi.
No dia seguinte acordei bem disposta, engatei firme no projeto novamente. Entretanto, no domingo, quando achei que estava terminando – a decepção! Desde sexta estava traduzindo o arquivo errado.
Nem preciso dizer quais foram as consequências desse vacilo imenso, imperdoável… Levei bronca da chefa, comprometi o prazo fatal e provavelmente vou pro freezer nas próximas semanas.
Lição de novembro:
1 – O amor desce e sobe a serra quantas vezes for preciso.
2- Tenha um gato. É uma experiência sensacional.
3 – Leia duas, três vezes pra garantir, qualquer email com instruções de trabalho e faça uma análise de três em três horas, ou no final de cada dia, pelo menos. Dica de tradutora pra tradutor.
4 – Não se desespere à toa, mantenha a calma, mesmo que pareça impossível.
5 – Botafoguense sofre, pqp, viu?! Em breve, talvez, escreverei sobre esse Brasileirão. Não aguardem.
Por um triz…
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, R & R on 20 de novembro de 2009
Hoje aconteceu um lance ridículo. Por muito pouco quase comprometi o final de semana com o meu namorado.
Tínhamos combinado mais ou menos que ele subiria a serra mas ficamos de resolver isso na última hora e na bendita hora H, ele quis que eu descesse!
Por que não? Eu adoro descer!
Acontece que naquele momentozinho decisivo no celular a minha primeira reação foi espernear, ser do contra, ainda que discreta e babacamente:
Se você não quer subir, eu também não vou descer.
Não estava a fim de arrumar briga, juro, alterar os ânimos e ainda bem que na-da disso aconteceu. Só queria que a minha opinião prevalecesse, sem ter nenhum argumento forte.
Descer era uma proposta irresistível, como sempre. Porque lá no Rio, naquela cidade de 40º, temos mais privacidade, mais opções, mais privacidade e mais de nós dois, não-e-xa-ta-men-te-nes-sa-mes-ma-or-dem. Fora outros argumentos particulares que deveria ter considerado desde o início.
O que mais eu poderia querer pra ter um final de semana perfeito?
Mas não foi nisso que pensei na hora que resolvi descer. Desci porque não me restava mais nada além de dizer: SIM. Não tinha outra contraproposta e também não sei dizer não pro Big.
Na descida o meu pensamento era um só: SIM. E tudo fluiu muito bem até cair nos braços do meu amor e perceber que ele é o meu lugar preferido do Rio de Janeiro, do Brasil, da América do Sul, do mundo inteiro.
Por fim, o que quero realmente passar com esse mero episódio é que viver é um estado de prontidão. Em um segundo tudo pode acontecer, seja para o bem, seja para o mal. Se eu tivesse bancado a intransigente, sei não.
E numa relação a dois é preciso mais do que prontidão, é preciso inteligência:
_Querido, estou descendo. Se você quer que eu desça, eu desço! Chego aí em duas horas, no máximo. Beijo, amor.
Em tempo…
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, R & R on 26 de outubro de 2009
>>> Voltei, voltei!
Cheia de experiências e sensações, e aquelas mudanças que sempre são para melhor!
Não podia deixar outubro passar em branco no meu blogue. Não, eu não podia!
Outubro é um mês de muitos sentidos, que me traz uma vitalidade, um despertar, típicos desse transe entre inverno e primavera, além das cigarras, os ares de verão junto com o horário de verão, desta expectativa que bate forte no meu peito, que sempre foi pelo mesmo motivo – Amor! E que desta vez bate e rebate o tão sonhado amor à flor da pele, aquele do olhar que não sai de cima, do querer tudo junto, da saudade ainda nos braços de quem se ama, do bem-querer sem fim… do bem!
>>> Rodrigo, eu te amo!
Os meses de outubro sempre me trazem bons fluidos. E o último, que achava ter passado batido, me trouxe calmaria, um entendimento maior sobre estar de pé sob o céu – o infinito de verdadeiras possibilidades.
Tirou a pressa de mim e me colocou na vida que sempre quis ter, na vida onde o tempo espera, onde eu vivo, vivo, vivo, canso de viver e ainda é dia. E falando muuuuito sério agora: é nessa vida de contemplação que quero me perder pra sempre!
Também comemoro neste mês o 2º aniversário da dobradinha mais-que-perfeita, conhecida como Nós dois futebol clube – eu e Freitas, meu queridíssimo genial parceiro! Amigo do tipo alicerce, aprofundado e forte como uma rocha, ou melhor, like a rolling stone, a melhor definição para o meu gorducho. Se não fosse sua confiança, talvez não tivesse tido A ideia que mudará a minha vida de novo pra muito melhor!
Uma simples ideia, completamente viável. Tudo, tudo, tudo que eu precisava!
>>> Sonho concreto
Hoje não me sinto mais como um barquinho à deriva, me sinto como uma *timoneira em alto mar, pronta pra qualquer tipo de *calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Eu tenho onde desembarcar com segurança!
>>> Que felicidade!!!
Da Timoneira em alto mar,
Que promete escrever mais antes de outubro acabar.
Nota: Não posso terminar o post sem dar os devidos créditos ao genial Freitas pela frase Timoneira em alto mar e Calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Certa vez, conversamos tanto que frases como essas surgiram e se transformaram em verdadeiros ‘xodós’, quase segredos. Na verdade, foram feitas a quatro mãos, mas o retoque final foi dele, claro!
A título de curiosidade…
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para ficar bem, R & R on 4 de agosto de 2009
Pessoal, não ando administrando o meu tempo muito bem, o meu blog está largadão. Apesar da rebordosa econômica, da minha baixa produção, coisas boas sempre acontecem e por culpa minha não estão registradas aqui. E aproveitando uma folguinha e esta vontade de escrever, vou começar resolvendo alguns assuntos pendentes deste blog.
Há um tempo escrevi sobre os meus quilos indesejáveis. Tinha estabelecido uma meta de menos 8 quilos. Infelizmente todo aquele papo não adiantou em nada. Fiquei apenas menos neurótica com a balança e consegui de brinde mais 3 quilos, ou seja, de 68 fui para 71. Até que no dia 18 de maio, na iminência de comprar calcinhas tamanho B de baita, resolvi dar um basta e cortei radicalmente açúcar, pães e refrigerantes (comuns ou dietéticos) da minha vida, às vezes dou uma escapulida aos finais de semana, mas de uma forma bem moderada, quase insignificante. Reduzi a quantidade de comida, aumentei o número de refeições e bebo sistematicamente 3 litros de água por dia. Esses novos hábitos já me fizeram perder cinco quilos ou mais, porque não me peso há quase três semanas, e me trouxeram um novo humor, uma nova disposição, que é realmente o que está importando.
Depois deste depoimento, nem preciso dizer o quanto vale a pena investir numa alimentação mais saudável, o organismo, a mente respondem imediatamente. E mais, nem sinto falta do meu ritmo de antes, adquiri uma nova consciência mesmo, diferente de fazer uma dieta com prazo estipulado.
Quanto aos meus neighbors, acho que todos eles leem o meu blog, porque não é possível! De uma forma impressionante, depois daquele post, nunca mais nenhum deles incomodou. Não teve mais fogueira, nem maresia, nem carro parado no portão, incrível! Tudo em ordem.
É bem verdade que estou longe de concluir o que estabeleci na minha lista de resoluções 2009 e continuo na vontade de ter uma camisa com a estampa do gato de Cheshire. Mas isso agora é o que menos importa. I’m in love, I’m loved! O maior sentido que a minha vida poderia ter no momento!
O amor é mudo
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para ler e viajar, R & R on 21 de julho de 2009
Ando meio tolhida para escrever aqui no meu blog. Como a intenção era sempre escrever sobre as minhas experiências, sensações e mudanças, agora que tudo está acontecendo, não posso. Não posso expor a minha atual experiência como gostaria.
Estou amando de verdade mas não convém escancarar os detalhes da minha relação, do meu amor, da nossa vida a vida. É tudo tão recente ainda e ao mesmo tempo tão antigo. Um mês e pouco só e tanta coisa já aconteceu, parece um ano, parece loucura sentir assim.
O nosso encontro foi como uma explosão, tudo de uma vez, sem nhe-nhe-nhem. E está sendo uma explosão em slow motion, porque estamos curtindo cada átimo de segundo e… chega! Não posso mais falar um A! Isso é estranho mas é uma forma de proteger o que tenho.
E falando sobre o que não pode ser dito, acabei de me lembrar de uma poesia do Gullar que inclusive já postei aqui. Simplesmente é genial. Há um trecho que neste momento me toca de forma muito peculiar:
“portanto
o meu assunto
é o não-dito não
o sublime indizível
mas o fortuito
e possível
de ser dito
e não o é
por descuido
ou por intuito
já que
somente a própria coisa
se diz toda
(por ser muda)”
O amor é uma coisa que se sente, é mudo por natureza por ser inexplicável. Existe como um todo, mesmo que se queira negar, que não é o caso. Apenas dispensa comentários,
“porque
por mais que diga
e porque disse
sempre restará
no dito o mudo
o por dizer
já que não é da linguagem
dizer tudo”
Como diz o poeta:
a fala, meu amor,
não fede nem cheira
FDS do Eu te amo
Posted by Renata Fern in Amor expresso... em poucas palavras, Bem à vontade, R & R on 14 de julho de 2009
Esse foi o final de semana do Eu te amo. Era até para ter sido antes. Mas não queria parecer precipitada, já sendo em silêncio. Não queria levar uma rasteira do meu próprio coração que tantas vezes se enganou estupidamente.
Então, vinha amando em segredo, contando um pouquinho, um pouquinho mesmo, com a hipótese de ser outro engano e não passar pelo vexame da declaração. Se tudo não passasse de um terrível engano, ninguém saberia. Ele, especificamente, nunca saberia que desperdiçara boas doses do meu amor com ele, que poderia não estar me amando ou se revelar alguém completamente diferente do imaginado.
Mas eu, que sou impulsiva e romântica por natureza, ansiava logo pelo momento do Eu te amo. Era uma necessidade, ainda mais já tendo constatado em mim o amor. Não havia por que deixar de dizer, ainda que a compreensão deste sentimento fosse inalcançável no início. E eu sabia que ouviria de volta, tinha certeza. Na verdade, era o que mais queria também – um amor expresso!
E foi ali, na cama, nos braços dele, após o gozo incontido do nosso amor, que pela primeira vez dissemos um ao outro: Eu te amo!
História de amor? YES!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar, R & R on 30 de junho de 2009
Eu que ria do twitter…
Ia contar aqui no meu blog a história de amor de um casal que se conheceu pela internet anos atrás e vivem juntos até hoje com direito a filha e uma vida totalmente em comum em Portugal, mas antes de contar essa história, que por sinal já é bastante conhecida, agora posso contar uma que acaba de começar, da qual inclusive SOU PROTAGONISTA!
Não precisei sair de casa à procura de um romance. Ele praticamente caiu do céu, de um céu moderno sobre um mar virtual e me serviu como uma luva, que me aqueceu o corpo e a alma.
Ele me trouxe uma possibilidade no dia em que estivemos juntos pela primeira vez, no dia em que ele também não cogitava nada além de uma simples apresentação à mesa de um delica.
A sua mão quente descobriu o gelo da minha e por instinto resolveu aquecê-la. A minha mão gelada gelou mais ainda pela audácia da proximidade, mas não deixou de segurar a dele também e entrelaçar os nossos dedos.
Foi um gesto tão natural que diante da menor necessidade de soltarmos as nossas mãos, percebi o quanto o movimento era abrupto. E, nesse exato momento, sem mais nem menos, o atrevido segurou o meu tornozelo com firmeza ainda que pulando muitas etapas para tal intimidade e me mostrou todo o cuidado que uma pessoa até então estranha não teria com o meu frio.
Foi A pegada fatal! Já podia ouvir um tum-tum-tum dentro do meu peito, que tentei abafar, juro. O nosso desenrolar estava sendo tão perfeito, que parecia mentira.
Mas a verdade é que dali em diante nada mais parecia estranho. Era loucura achar que haveria algo bom, como um amor daqueles de cinema, mas também era loucura duvidar do que as nossas mãos já tinham anunciado.
Todos os minutos seguintes foram serenos e doces. A novidade de nós dois parecia-nos tão velha conhecida, que naquela mesma noite ele quis me beijar e eu disse SIM, beijando-o!
De lambuja segue uma poesia da Maria Rezende que tem tudo a ver com a intensidade deste momento:
DIAS DE AFÃ E FRENESI
fudendo homens magros e a cabeça pelas noites
O amor apareceu e foi quase banal
foi como se fosse normal aquele olhar entre os passantes
como se houvesse ainda cavalo e, portanto, rédeas
quando na verdade era tudo já galope, disparada
Pode conter mais tremor o caseiro que o mundano?
pode o veneno habitar o lar?
cabem certezas na inquietude?
O amor é jangada de pedra,
ilha desconhecida
barco sempre à deriva
Se pode gritar “terra à vista!”
mas não pisar lá – terra firme
o amor é navegar
Ele é R como eu, botafogo, mangueirense, é o Big em quem pretendo me derr-amar…
Just a Fest I
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para curtir on 24 de março de 2009
Ainda empolgada com Just a Fest, mesmo tendo assistido pela TV, vou contar uma história antiga, meio melancólica, sobre o primeiro contato que tive com os Los Hermanos há dez anos (Como o tempo passa rápido, mái gódi!)
Em 1998/99, quando ouvi no rádio Anna Julia, no minuto seguinte a música tinha impregnado a minha mente. Lembro-me de não ter gostado do nome da banda Los Hermanos, achei antipático ser em outra língua, a sorte é que o espanhol é bem hermano, foi fácil deixar de lado a implicância e cair dentro do CD que o meu irmão ganhou dias depois sei lá de quem.
Todos os dias ouvíamos o mesmíssimo CD. Ok! Não tínhamos muitos e esse era o mais atual. Fato é que ninguém conhecia as outras músicas da banda, só eu e o meu irmão. Anna Julia era a única música que até então liderava as paradas de sucesso, as festas e todas as rodinhas de violão.
Um belo dia soubemos que haveria um show da banda no parque de exposição de Itaipava, que coincidiu com uma festinha de aniversário surpresa que dei para o meu namorado da época da faculdade. O churrasco foi um sucesso! Bebida, música, sacanagem e mais alguma coisa que não devo lembrar ou ter visto. O meu namorado estava como pinto no lixo. Nunca mais houve uma festa que reunisse aquela mesma turma especificamente. Até aí tudo seguia perfeito.
Em seguida, partimos para o parque. Achei que a maioria das pessoas estava ali para assistir ao show de abertura da Fernanda Abreu (que se resume, na minha opinião, à música Rio 40 graus e olhe lá!) e no máximo Anna Julia.
Apenas eu, o meu namorado, o meu irmão, mais um casal de amigos, que estavam se estranhando desde cedo, descemos para assistir aos shows. O resto da turma resolveu continuar encachaçando numa das barraquinhas.
Quando começou o show dos Los Hermanos, na minha frente havia um tapete humano que não arredava o pé. Fiquei embasbacada com a quantidade de malucos que também tinham o tal CD esquisito Los Hermanos e sabiam todas as músicas de cor, como eu e o meu irmão.
O meu namorado, apesar de ser paracatuense e adorar um sertanejão, curtia outros estilos, mas até aquele momento só conhecia Anna Julia. O restante ficou pesado para uma noite só. Tinha que ter sido em doses homeopáticas, ele não curtiu o show como eu.
Lá pelas tantas enquanto eu e o meu irmão vibrávamos, pulávamos e cantávamos aos berros todas as músicas, eis que surge um altão de boné na minha frente, tampando a minha visão completamente. A ideia era pegar o boné do gigante e zunir na plateia, mas não tive coragem, não sou tão má. Só zoei com o boné na mão e pedi que ele chegasse um pouco para o lado, educadamente.
De repente senti um vazio ao meu redor.. Cadê o meu namorado? Cadê o outro casal com cara de bunda? Sumiram. Fiquei preocupada, afinal, sair no meio de um show lotado daquele jeito sem avisar é o fim da picada! O meu irmão disse que eles podiam ter ido ao banheiro ou comprar cerveja, relaxei, e como estava com o meu irmão-hermano, continuei a fazer o que estava fazendo com mais intensidade. Só queria me divertir. Vibrei, pulei e cantei muito mais até o show infelizmente acabar e a minha voz sumir.
Como já era tarde e fazia muito frio, caminhamos em direção às barraquinhas e… Lá estava o ingrato do meu namorado bebendo com o restante da turma, sem se importar se eu estava ali ou não! Foi aí que percebi a gravidade daquele comportamento. O infeliz me largou para trás, justo no dia que dei de presente uma festa de aniversário para que ele, principalmente ele, se divertisse com os amigos que tínhamos em comum. Estava decepcionadíssima, me sentindo uma idiota, só queria chegar perto dele e dizer: Obrigada pela consideração, bye-bye!
Mas não foi bem assim que aconteceu. Ele conseguiu ainda piorar a situação. Disse que saiu de perto de mim porque me viu dando mole para o cara do boné. Não acreditei quando ouvi aquilo e tenho certeza que ele também não acreditou que disse aquela merda, olhando nos meus olhos, ainda por cima. Continuei a falar com firmeza, dramatizei tudo que podia porque só queria ouvir um pedido sincero de desculpas, que ele tivesse consciência da desfeita que me fez.
Em vez disso, ele chorou das lágrimas rolarem até o queixo. Foi horrível vê-lo chorar, fiquei com remorso das coisas que disse. Entretanto, foi uma das poucas oportunidades que tive diante do seu verdadeiro eu, do seu amor por mim.
O mal entendido acabou ali. Ele me deu um beijo com gosto de lágrima e um abraço cheio de um carinho, de um precisar que parecia não ter fim. Sorrimos! Em algum lugar dentro dele tocava…
♫ Alegria é olhar pro seu sorriso e ter você sempre ao meu lado. Alegria é andar junto a você e poder ser o seu namorado, o seu namorado… ♫
Tocava sim, porque escutei muito bem! Depois passei a escutar outra música, só que dessa vez saía de dentro de mim…
♫ Não sei mais o que fazer da minha vida sem você. Agora que se foi, eu sofro tanto, eu sofro tanto sem teu amor… Vai embora não sei mais o que fazer pra aguentar… Teu amor não vale tudo que passei. .. Agora que você já foi embora, eu posso então ser bem mais feliz!
O namoro acabou no final de 99 e Los Hermanos continuou embalando a minha vida, CD após CD, com aquele estilo despretensioso que todos viram nesse último final de semana. Uma banda com cara de gente comum que só sobe no palco para falar de amor, que emociona até pela TV e que não pode se desfazer haja o que houver!!!

Estou na dúvida se foi a melhor ou uma das melhores partes do show do Radiohead. É que também amo essa banda. Mas essa história ficará para o próximo post.
Tumtsitumtsitum
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 9 de março de 2009
Toda segunda é sempre a mesma coisa. Aquela dorzinha de cabeça em ritmo de tecneira tumtsitumtsitum me deixa em transe uma boa parte do dia. De repente, passa. E haja água!
Queria contar tim-tim-por-tim-tim tudo que aconteceu mas é muito besteirol, muita rasgação de seda. E na minha cabeça alguns gestos que dispensam explicação é um replay constante! Um beijo inesperado, um eu te amo no pé do ouvido, um abraço rodopiado, tudo coisa de amigo possessivo que não fode nem sai de cima, seguindo à risca o lema Amigos não transam!
Mas é claro que um deles eu pegaria tranquilamente, mesmo que fizéssemos sexo dando risada, até porque o grau de amizade é bem menor para dar brecha mesmo. Hahah… É que ele é muito lindo! Lindo de hipnotizar! Não dá para olhar para um cara desses e não pensar em pelo menos brincar de médico. Sim, o bonitão é médico e dos bons! E a voz dele é de fazer gamar qualquer uma.
Não me perguntem porquê, não me lembro dessa parte, calhou do celular do Nando ficar comigo e aí tive uma noite experimental de como seria ser a namorada de um cara desses. Simplesmente infernal!!! O celular não parou, torpedos e ligações até de madrugada. Mulher do Oiapoque ao Chuí ligando. Olhava porque poderia ser ele, querendo notícias do próprio celular e nada! Só mulher, mulher e mulher.
Com esse incidente, enquanto o bonitão tirava férias de suas amantes, constatei o quanto sou ciumenta. Se ele fosse meu não teria celular de jeito nenhum, viveria incomunicável ou já estaria capado. Hahaha…
Talvez esteja sendo injusta, afinal o cara está solteiro, tem mais é que aproveitar diante de tanta oferta! E ele é tão lindo! Seria pecado ser de uma mulher só, essa é a verdade verdadeira! Que ele morra solteiro! Ai meu deuso! Que praga é essa que estou rogando? QUE ELE AME! Que ame perdidamente uma só para o resto da vida! Todo mundo deve amar!
Só não posso nunca dormir com ele. Eu me perderia naqueles olhos azuis. E de amor não correspondido não quero saber. Isso não existe! É um engano.
Sei que essa solidão vai passar, sou boa! Totalmente do bem! Amo muito ainda que não tenha tido a oportunidade de extravasar meu talento de ser mulher, companheira e mãe!
Depois desse final de semana rave praticamente, o melhor é aproveitar a segunda-feira em que a sobriedade é obrigatória, fazer aquela dieta mais que necessária, viver a poesia da banalidade e nunca, nunca envergar!
Como me ensinou meu queridão:
Mente quieta, espinha ereta e o coração tranquiiiiilo.
Alice maluca beleza!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Para ler e viajar on 11 de fevereiro de 2009
Promessa é dívida
Ano passado rolou um papo maluco sobre desaniversariar. Coisas do Chapeleiro Maluco, um dos personagens malucos do livro Aventuras de Alice nos País das Maravilhas. Achei bacanérrimo e, conforme prometi, fui atrás da mais nova versão feita por Jorge Furtado.
De cara, uma decepção! Não tinha nenhuma linhazinha que falasse sobre o “chá maluco de desaniversário”. Mas, fuçando daqui e dali, descobri que isso não era bem um furo. A história da menininha aventureira já deve ter tido tantas versões quanto a Bíblia, tamanho é o sucesso dessa obra literária! E como quem conta um conto aumenta um ponto, com essa história também não foi diferente. Cada escritor deu um toque pessoal naquela parte em que o Chapeleiro diz que o Tempo não se perde, como se ele fosse uma coisa. Ele é… não vou contar! Essa parte eu não conto de jeito nenhum. Comprem o livro!
O livro é uma viagem
Não existe droga que dê uma onda tão maneira, tenho certeza! Numa linguagem fácil e descontraída, nada é nonsense! Aquelas metáforas dão vazão à criança que sempre existirá dentro de nós, mesmo que nos transformemos em uma carcaça ambulante que vai morrer, não quer morrer – resiste.
Fica claro mais do que nunca que o melhor escape é sonhar! Quem perder essa capacidade, já era e nem percebeu! Sonhos malucos ou não, que sejam concretos! Viver é brincar com a imaginação, tornar um dia tedioso no maior barato! E é sonhando que a história da Alice começa e é assim que a de todos nós deve continuar. O sonho de ninguém pode acabar, principalmente quando acordamos.
Como Lucy in the Sky with Diamonds
“Ave-Maria cheia de graça, é ela a menina que vem e que passa, no doce de leite a caminho do mar. Santa Maria, Pinta e Nina, se essa rua fosse minha, vamos todos cirandar. Minha terra tem palmeiras, botafogo e laranjeiras, patos, mirim e mangueira, onde canta um sabiá”
Hahaha… Neguinho estava realmente inspirado!

É essa loucura que dá sabor à vida, um sentido a mais ao que parece não ter sentido algum. A fantasia, o mistério vai além do que se vê e não tem nada a ver, necessariamente, com surtos psicodélicos. A coisa é mais saudável do que se imagina. Como diz meu parceiro queridíssimo, é só paz, amor e um pouquinho de molecagem!
Onde mais poderia existir….
… uma Rainha de Copas que vive berrando a plenos pulmões com voz esganiçada Cortem-lhe a cabeça!, condenando seus súditos à execução por qualquer coisinha, mesmo não sendo de nada? Ela é apenas muuuuuito engraçada! O Grifo é quem sabe. Na verdade, lá quem manda é o Rei, que vem sempre atrás perdoando todo mundo!
Aliás, o Rei só não perdoou o Gato Querri, que como todo gato é cheio de personalidade e ainda ficava invisível, deixando por último um sorriso suspenso no ar até desaparecer totalmente. Como cortar a cabeça do bichano, se não existe corpo? O Carrasco nunca tinha feito uma coisa dessas e o Rei argumentava que tudo que tinha cabeça podia perder a cabeça. O problema mesmo era achar o Gato Querri. Hahaha…


Onde mais poderia existir também aulas de Portosseco, Martemática e também as 4 operações Maritiméticas: Ondição, Submersão, Multinatação e Diversão? Sem esquecer da Educação Química, Chuvória antiga e moderna, Geomarinha, Algas Práticas de Desenho e Fundura a Óleo? Hahaha..
Por fim…
Atire a primeira pedra quem nunca falou sozinho, quem nunca teve um sonho maluco, ou viveu maluquices. Assim como os personagens dessa história, somos um bando de malucos belezas à la Raul Seixas!
Que um dia o nosso mundo real seja tão maluco quanto o País das Maravilhas!!!
“Ouviram das pitangas, bergamota
Eu vi a tua vó virar cambota
Em cima de uma lata de compota
Eu vi a tua vó de cara torta”
“Gigante é aquela sobremesa!
Mas não pode comer antes do almoço!
É claro que eu espero, com certeza!
Torta adorada!
Entre outras mil, és tu pra mim
Caramelada!
Com fio-de-ovos, creme, chantilly
Torta de abacaxi!”
Da Renata, que se identifica muito com essas maluquices e nem se importa se existe porquê para o urubu parecer com uma escrivaninha.
Beijos!
Ter fé e ver coragem no amor
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 3 de dezembro de 2008
Algumas pessoas são melhores juntas. Eis uma verdade absoluta. Já tive exemplos disto. E quem dera que a união dessas pessoas dependesse dos amigos, das verdadeiras testemunhas da beleza do casal, do brilho de um no outro, que não permite ninguém saber qual dos dois brilha mais.
Não sei porquê cargas d’água a coisa de repente desanda. Se fosse possível a tal máquina do tempo, chegar no ponto onde o medo surgiu e exterminá-lo… Mas, por bom senso, inacreditavemente, por algum motivo que ninguém que está de fora consegue compreender, essas pessoas se separam. E pode passar milhões de anos, se aquela época for lembrada, a sensação é sempre de pesar. É um nó no peito, pelo menos em uma das partes que sei, um choro contido, principalmente se existe uma trilha sonora.
Depois da separação a vida segue, os dois, ainda que lembrados quando juntos, seguem caminhos opostos. Outros laços são feitos, até mais fortes do que aquele, levando o pesar inevitável de quem viu ou soube dos dois juntos e aquela sensação de algo interrompido por estupidez, orgulho que um reflete sem o outro.
Dá pena! Dá saudade! São fotos, histórias, músicas. Não era preciso convívio, as notícias sobre os dois eram sempre intensas, falavam de um amor invencível, invejado. Tão invejado que vencível tornou-se.
Mas será que o amor dos dois acabou mesmo? Tenho minhas dúvidas.
Impressionante! Toda vez que uma relação se abala por algum motivo, sempre rola uma preocupação muito grande em dizer “verdades” e sentir “confiança”. Uns até dizem que se abstêm de dizer certas verdades porque a maioria das pessoas não gostam de ouvi-las. Mas o que são as tais verdades? As suas ou as minhas? Os fatos? Sob qual ponto de vista? Você se acha confiável? O que é uma pessoa confiável? Alguém que nunca vacilou? Será que estou diante de Jesus?!!! Hahahah…
Vamos combinar o seguinte: Guarde as suas verdades consigo mesmo porque já tenho as minhas, ou me convença de que sua opinião é a melhor, sem pretensão, sem arrogância, senão posso acabar revidando algumas verdades, que com certeza não gostará de ouvir. Não que eu prefira as mentiras, mas as suas verdades dificilmente baterão com as minhas, principalmente se vier para o meu lado com ares de “dono da verdade”. E se eu precisar, haja naturalmente, sem obrigação de nada, se calhar de ser útil, agradecerei.
Não meça o meu, o seu, o nosso amor pelas bem mal ditas verdades e a tal confiança. Não é por aí. O amor é soberano, pode até cansar, mas quando emerge se justifica por si só. É a única verdade, a única confiança, o único sentimento capaz de mudar o rumo de qualquer história, sem vergonha, medo e orgulho a tira cólo!
Acho que é assim que se reata uma relação, até de amizade. Ter fé e ver coragem no amor. Ninguém dirá que é tarde demais… ♫
Notas: Este post é o meu lamento pelo fim do namoro de dois casais de grandes amigos. Não convém citar nomes por motivos óbvios. Mas não há nada que impeça a minha saudade. Os amigos sempre sofrem com esses términos, uma pena! Ainda não consigo evitar “olhar para um, sem sentir falta do outro”, mesmo vendo a história seguir um rumo (aparentemente – afinal, a esperança é a última que morre! Hahaha…) irreversível. Podia ter tido mais paciência, ter dado outros conselhos, interferido de verdade, mas ninguém contava que eles fossem tão complicados juntos.
Devaneio
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 31 de outubro de 2008
, e o último dia chegou. Pulou da cama com um sentimento dentro de si inexplicável. Um medo, uma alegria, mais medo e um pouquinho só de coragem. Desejava que o tempo parasse e que aquele dia igual a tantos outros fosse eterno,
Aquele dia como o de ontem, sem surpresas com a mesma paisagem e pessoas ao redor, sendo que uma dentro do peito. Mas no fundo, uma ambição maior, como a de um louco cientista em busca de um portal que ultrapassasse a fronteira entre o tempo o espaço, que a levasse para um lugar do qual ouviu falar brevemente, sem endereço certo, podia ser no meio do caminho, com aquela pessoa que mora dentro do peito, aquela pessoa que conhecera agora, depois de tantos anos, muito tarde já que a vida e seu rumo tratavam de distanciá-los, atravessando o seu caminho ou lavando um carro numa calçada lá em Vila Isabel, a mesmíssima vila de Noel Rosa, o qual canta até hoje pelos carnavais da vida…
“A estrela d’alva
No céu desponta
E a lua anda tonta
Com tamanho esplendor
E as pastorinhas
Pra consolo da lua
Vão cantando na rua
Lindos versos de amor
Linda pastora
Morena da cor de Madalena
Tu não tens pena
De mim que vivo tonto com o teu olhar
Linda criança
Tu não me sais da lembrança
Meu coração não se cansa
De sempre e sempre te amar”
Decerto a vida dele tinha sido mais interessante, completa. A dela… pobre vida! Como uma foto em preto e branco, bonita, fascinante, mas sem a vivacidade, intensidade das cores, como algo que se admira de longe sem aproveitar, ali, parada, emoldurada, com as possibilidades mortas, como aquele tempo retratado, a lembrança e o potencial congelados.
Contudo, ele se diz incompleto e ilude nela, a sua linda pastora morena, a sua linda criança, a possibilidade de ter nele o completo.
Ah, portal! Se existe, onde se esconde? Não pode ser ficção aquilo que traria encontros perfeitos.
Ela chora a distância, o percalço, chora a certeza de nunca ter para si aquele sonho, o principal, a única razão para qual valeria a pena viver ou morrer. E como se não fosse o bastante, chora o que será ainda pior, a morte. Um dos dois morrerá primeiro e o outro vagará com a falta de, a ausência de, tudo que o maldito espaço temporal negou. A vida mais dolorosa continuará. Tão saudosa quanto revoltante. Que exista a reencarnação! Se a vida é uma, a injustiça é irreparável e Deus, de fato, um zombador, não há graça no desencontro.
Talvez esteja nos sonhos, independente de serem concretos ou absurdos, a felicidade.
Imaginar que por um instante ela pudesse passar por aquela calçada, fitando-o nos olhos, acelera o coração e desdobra a história em capítulos que o imaginário leva, óbvio, para um final feliz, onde nem a morte traria dor e sim o consentimento, a certeza de ela ter sido absolutamente a mais feliz.
O último dia chegou (?), mas ainda não terminou…
A vida no penhasco
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 24 de setembro de 2008
No alto de um penhasco
Diante do perigo da imensidão do mar
Só a vida importa
Não sei se antes ou depois
Da saudade
Do que vem e do que foge
Um silêncio paira
E não há paz maior
Num segundo eterno
*Nota: Foto tirada por mim, Pontal do Atalaia, 20/09/08 – Perspectiva de quem está no alto do penhasco, com os pés no chão, sob o infinito do céu, o maior de todos os horizontes (e sem linha!). Paisagem que jamais se repetirá, como aqueles segundos, o pingüin e a trilha de quem chega até ali…
Nas nuvens
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Cacarecos on 31 de maio de 2008
Eu já disse que sou alguém entre o céu e a terra que… (pensa no final da frase sem saber o final da própria história), mas hoje sou alguém entre o céu e a terra e nas nuvens, precisamente. É o inesperado fazendo da minha mente, do meu coração, puro devaneio!
Pode chover, fazer frio. Pode a rotina ser o maior de todos os porres que nada em absoluto é capaz de cessar em mim essa febre, essa felicidade.
Sentidos de quem acredita na vida e não escapa do amor!
‘Eu amo’
Dois pontos
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Cacarecos on 17 de outubro de 2007
Ahhh se acontecer o que quero, do jeito que sonho! Não são estúpidas ilusões, são sensações! Jogaram búzios e “você” estava lá, num mar, talvez de multidão. Parece que o inevitável está mais iminente do que nunca, meu querido! Não vou mais me preocupar com os valores que não são aplicados. Do que adiantou pressa se o destino não ajudou? Essa parte aí ignoro a partir de hoje. Não me importo mais com o tempo! Pode passar à vontade, não vou ficar no caminho! Seguirei por outro lado, pelo que há de etéreo. A calma está comigo, fazendo cafuné nos meus cabelos enquanto você não chega.
Mas quando você estiver lendo estas minhas palavras, perceberá que o nosso texto é igual, principalmente, o contexto. É o mesmo traço, a mesma letra, o mesmo sentido, a mesma interpretação, acentuação. Constatará a mesma intensidade e verá a conclusão diante de dois pontos, o meu e o seu, sempre juntos. Lado a lado. Depois do travessão, esperando o horizonte sem fim acabar. Sempre, inseparavelmente, juntos!
*TDM
Quando eu…
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Cacarecos on 8 de setembro de 2007
… disse:
Uma das verdades é:
“Nunca a mulher foi menos amada do que em nossos dias” – Nelson Rodrigues
Ele disse:
Permita-me discordar.
Veementemente!
Eu não precisei dizer mais nada. A tristeza passou.
Os opostos se atraem. E como!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Cacarecos on 12 de julho de 2007
Hahaha… acabei de ler no O Globo on line, não resisti, vou ter que comentar. Primeiro a notícia:
“O homem mais alto do mundo casou-se nesta quinta-feira com uma mulher quase duas vezes mais baixa e muito mais nova que ele, em uma tradicional cerimônia mongol, com direito a festa patrocinada por 15 empresas que esperam lucrar com a fama do gigante. Bao Xishun – 56 anos – 2,36 metros de altura e Xia Shujuan – 29 anos – 1.68 metros de altura. Centenas de pessoas viajaram de longe para assistir ao casamento dos dois. Mas, na verdade, eles estão casados oficialmente desde março só que fizeram questão de uma cerimônia tradicional. Ano passado uma campanha para conseguir uma esposa para o gigante foi lançada pela imprensa chinesa. Vinte mulheres apresentaram-se e o Bao escolheu a pequena Xia”.
Literalmente, ele vai levá-la às alturas, principalmente, se tudo for na proporção! Hahaha… Êta chinesinha esperta! Com 15 empresas patrocinando o casamento, acho que até eu casava com o gigante! Hahaha… Sempre tem uma cansadinha pra um cansadão! Hahaha. Piadinhas à parte, faz-se jus ao velho pricípio da atração: cargas de sinais opostos se atraem. Já vi cada casal bizarro na rua… Mas o importante é que eles se amam! E qualquer tipo de preconceito há de se repudiar! Deixemos o gigante ser feliz com a sua pequenina!
O engraçado é que tenho algumas amigas ainda solteiras e já “trintonas” que sonham com o bendito matrimônio (eu, inclusive) e o bendito cada vez mais impossível (nem com empresa patrocinando)! Existem poucos homens no mundo, fato. Eu estava achando que era uma média de 3 mulheres para cada homem, mas pelo visto essa estatística aumentou consideravelmente (se tomarmos por base o exemplo acima – 20 mulheres para cada homem). Como se não bastasse “nós mulheres” disputarmos nossos homens com aquela concorrência desleal e cada vez maior de homossexuais! Daí essa estatística absurda de 20M pra 1H!
Também tenho amigos que vivem como se casados estivessem, sem perceberem, bradando quando perguntam, que são solteiros! E outros que perigam perder seus respectivos pares porque estão na dúvida. Amam mas não sabem se querem casar, querem casar mas não sabem se com seus respectivos pares. Nessa embromação, o tempo vai passando e os urubus de plantão (solteiros ou casados) aproveitam pra azarar. Se bobear, perde!!! Até porque pessoas bonitas e/ou interessantes existem aos quilos por aí! Basta sair de casa e conseguir estar no lugar certo e na hora certa ou então aproveitar a energia boa que emana de si mesmo para atrair quem interessa.
Casamento assusta sim, mas é tão fácil descasar… E casar no papel, com tudo bonitinho, tenho a impressão que evita muito aborrecimento!
Amigos, para quem não ama ninguém, antes só do que mal acompanhado (este é o meu lema, atualmente)! E para quem ama, coragem! Casa logo! Anda! Até porque este é o tipo de experiência que tarda mas não falha, um dia acontece! Portanto, que aconteça o mais rápido possível, para poder continuar casado e ser feliz, ter um filho enquanto se é jovem, ou descasar e arrumar outro par, ou até mesmo ficar sozinho e na “zoeira” para sempre!
Não estou incentivando niguém a tropeçar nas próprias pernas, apenas peço que decidam-se logo, esses namoros intermináveis e desgastantes ou relâmpagos nos privam de algo maior, completo, intenso, é o que penso! Assumam seus amores para o mundo! Exibam suas escolhas com orgulho e sem receio! Experimentem!
*TDM
























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