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Quem googla, acha!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 20 de janeiro de 2010
O google realmente é um oráculo. Olha só que história doida. Quando comecei a fazer faculdade veio parar aqui no meu bairro uma família, no mínimo, excêntrica. Pai astrólogo, madrasta gente boa e cinco filhos, todos meninos lindos e roqueiros. O mais velho virou meu amigo. Pra falar a verdade não éramos bem amigos. Eu, mais velha do que ele uns três anos, namorava sério um menino da faculdade. Sério no sentido de que o meu coração batia por ele, mas devido a tantas briguinhas, idas e vindas, não deixei de olhar para os lados. Na época tinha remorso disso… Talvez remorso não seja a palavra apropriada, tinha mesmo era um falso moralismo em relação à seriedade da nossa relação. Numa turma onde todo mundo se pegava (sem sacanagem, era o carrossel da alegria!) e só eu namorava o mesmo cara desde sempre, que apenas me namorava sem maiores pretensões, daí toda a minha irritação, eu acabei traindo algumas vezes, pensando nele, claro! Uma coisa assim bem filha da puta! Eu pensava nele quando a coisa começava e depois no dia seguinte. Porque durante… eu só queria saber de aproveitar quem estava ali comigo e viver intensamente o meu sexy appeal. O bobão do meu namorado mal sabia que quando me dava bolo, os meninos aproveitavam e faziam fila na porta. E a fila só não era maior, porque eu era uma bobona apaixonada, filha da puta, mas apaixonada e resistia bravamente a maioria. Mas não dava bola pra qualquer um não! Foi aí que entrou na minha vida o filho mais velho do Clã Harres.
Eu me lembro que ele tinha uma cara de menino mau, um jeitão sisudo, que no fim das contas era o seu maior charme. Loiro até não poder mais, pele branca, cheiro de CK one, sempre, sempre com um olhar cumprido pro meu lado! E ele me tratava tão bem, mas tão bem que até cogitei certa vez jogar o meu namorado pro alto e ficar com o João pra valer!
Só que bobeei feio! A nossa diferença de idade era de apenas 3 anos e eu tinha vergonha disso. Pegar o pirra, tudo bem, mas namorar o pirra, nem pensar! Ai que ódio quando me lembro disso! Fui muito burra! Empurrei o meu namoro estressante até o fim da faculdade e perdi o João, que adorava sair comigo de carro e, entre muitos beijos, olhar as estrelas.
Óbvio que um dia ele se cansou de mim e como eu tinha contado tudo sobre o João para as minhas amigas desesperadas por um romance, ele entrou naquela fase de poder escolher. Nunca senti ciúmes. Porque sabia que bastava um simples gesto e o João era meu, como aconteceu nas poucas vezes que testei, sem que eu desse o devido valor.
Em seguida, me formei, consequentemente aquele meu namoro chatésimo acabou-se, o João por sua vez começou a namorar firme uma menina da turma dele, que segundo os próprios amigos dele era uma ciumenta insuportável e assim fomos perdendo a convivência, o contato.
Um belo dia soube que a família Harres inteira tinha se mudado de Nogueira. Perguntei por ele e me disseram num tom meio revoltado que ele tinha surtado, doado suas roupas caras e que circulava por aí numa onda meio hippie. Entendi nada.
Passaram-se anos e nada de esbarrar com o João nas ruas. Nenhuma notícia. A lembrança dele vinha à tona quando encontrava um dos amigos dele daqui de Petrópolis, fora isso ele quase caiu no esquecimento. Eu disse quase porque, olha só que loucura, há uns meses, não me lembro agora exatamente o que me lembrou o João, só sei que fiquei com ele na cabeça, como se fosse uma cisma. Caramba, no mundo de hoje, como assim fico sem notícias do João? Googlei. E encontrei. Hahaha… Como não tive essa ideia antes? Como? O fato é que já fizemos contato, ele está ótimo, lilás, melhor impossível, e o único surto que ele teve foi de inteira lucidez. Ele retomou uma tradição familiar, iniciando-se no xamanismo indígena e atua como elo entre as tribos dos USA, México e Brasil. E é óbvio que ele não abandonou a música: www.wildartists.com
Aquele menino, que não é mais um menino, embora pra mim sempre será, hoje corre pelo mundo afora comprometido socialmente.
Salve google!
Salve João!
Amor expresso.. em poucas palavras -II
Posted by Renata Fern in Amor expresso... em poucas palavras, Bem à vontade on 13 de dezembro de 2009
Acho estranho quando alguém abre a boca pra falar de mim, principalmente na minha cara. Levanto a sombracelha esquerda desconfiadíssima e espero de TUDO nos próximos minutos.
Isso porque nunca estou preparada pra possíveis grosserias e detesto ser resumida numa frase, num erro, num apelido, numa piada. Tem coisa que finjo levar na esportiva. Conhece aquele ditado “Dá dinheiro mas não dá confiança”? Pois é, durante uns anos dei muita confiança e agora tenho que aturar certos abusados.
Mas pra minha surpresa, olha só o caso de ontem:
_A Renata? A filha do Cafu é foda! Ela chega e acaba com a paz. Perturba o juízo de todo mundo.
Até aí não sabia se o que vinha era pra rir ou pra chorar. Já estava com as duas sombracelhas arqueadas. E a pessoa continuou:
_Ela anima geral!
Comecei a gostar.
_E uma coisa que gosto nela é quando ela diz ‘Bem’.
Nesse momento, quase caí da cadeira, porque tenho usado muito essa palavra de propósito e estava esperando justamente alguém notar há tempos. Não é à toa, por exemplo, que o nome do meu blog começa com Bem.
_Ela fala, fala, fala, reclama, reclama, reclama e no final solta o seu Bem de um jeito bem seu mesmo! Ela o pronuncia com ênfase. É um Bemmmm puxado, falado com segurança. E, depois do Bem dela, você pode ter certeza que vem uma coisa boa. Uma solução ou uma frase otimista, alguma coisa pra rir, porque, já ia me esquecendo, ela já fala Bem sorrindo. É contagiante. Ela usa e abusa do direito dessa locução… como é mesmo? Locução conjuntiva subordinativa concessiva e interjeição retórica. E com esse sorrisão, Renata, se tu fosse homem, te dava mole!
Depois dessa, claro, que todos caíram na gargalhada, inclusive eu, satisfeitíssima por ter finalmente passado a mensagem:
>>>> Confiança no que está por vir; ser otimista; dizer Bem já é fazer o Bem, atrai bons fluidos.<<<<
O mais surpreendente de toda essa história é que quem reparou isso, não foi nenhum dos meus amigos íntimos, foi uma pessoa que me conhece há cem anos, que encontro com frequência, tipo uma vez por ano.
À Marcela, que jamais pegaria, mesmo sendo homem, e não é porque ela é feia não, é porque homem é a melhor coisa do mundo estatisticamente comprovado!!! Meu lado homem seria um viadaço daqueles bem piranhudos, com cerveja!
Possessividade
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 19 de novembro de 2009
Gostava mais daquela época em que os amigos eram separados. Vou explicar:
Meu amigo era só meu amigo. Seu amigo era só seu amigo. E se você, meu amigo, quisesse falar com outro amigo meu, teria que passar por mim.
Sim, você teria que me ligar pedindo o telefone, explicando devidamente o porquê, pra que eu desse o número gentilmente. Se você oferecesse uma festa e fizesse questão da presença desse outro amigo meu, teria que me convidar. Ou seja, eu sempre seria o link, amiga dos dois, que só seriam amigos quando Eu estivesse junto. E se rolasse uma ocasião de estarem juntos sem mim e chegasse uma quarta pessoa, a apresentação aconteceria da seguinte maneira:
_Oi Fulano, tudo bem? Fulano, este aqui é Beltrano, amigo da minha amiga Renata. Beltrano, este aqui é Fulano, meu amigo.
Todos respeitariam a hierarquia do tempo de amizade, humildemente, sem atropelar, descartar o outro JAMAIS! A hierarquia só sumiria após décadas de relação. Duas no mínimo. Até lá ninguém ousaria se dizer amigo de alguém sem citar quem veio primeiro.
Quando era assim não era melhor? Havia muito menos ciúmes. Todos obrigatoriamente se davam bem. Mas aí com esse oba-oba das redes sociais, a globalização, as pessoas vão logo se apresentando, sentando na janela, viram amigos de infância uma do outra sem mais nem menos. E você que é realmente amigo de infância ou de longa data fica um tanto quanto… desvalorizado! Essa é a definição. Engula.
Odeio isso! Acho falta de educação. Respeitem o primeiro link!
Há alguns dias, quando pensei em convidar uma amiga pra um determinado evento, ela já tinha sido convidada. Fiquei puta! Disfarcei e tal, porque isso não é coisa que alguém normal deixe transparecer, fica parecendo infantilidade e como se tratava de duas pessoas queridas, provavelmente devo ter sido citada, mas, sei lá, e se não fui?
Aparentemente isso não importa. Afinal, estávamos todos juntos num clima de diversão total. Só que nem por isso deixei de me sentir ressabiada.
Poxa! Gostaria que me dessem o mérito daquele elo ali presente. Quem teve o ‘trabalho’ de conquistar aquela pessoa legal fui eu. Seria muito justo um certo destaque, o reconhecimento do elo:
_Olha Beltrano, vou dar uma festa, conto com sua presença, principalmente porque temos a Renata em comum que é minha amigaça. Venha que será um barato! Pegar carona nessa calda de cometa, ver a via láctea, estrada tão bonita….
Bem, a música que surgiu é prova do meu caos de ideias claras. Hahaha… A questão é que continuo achando estranho essa coisa de amigos que se conheceram a partir de mim conversarem no telefone sem pergutar por mim, se é que assim aconteceu…
Será que só eu me importo com a origem dos elos?
Da Renata que, às vezes, sofre da síndrome de posse.
Amor expresso… em poucas palavras
Posted by Renata Fern in Amor expresso... em poucas palavras, Bem à vontade on 18 de novembro de 2009
Ultimamente tenho reparado muito na maneira como as pessoas marcam. Algumas causam um impacto tão impressionante, seja corporal ou verbal, que não há quem não se dobre a essa maneira forte de expressão. É amor à primeira vista!
Não vou me lembrar de todas que marcaram/marcam, lilás isso é assunto pra uma série bem bacanérrima que começa agora, portanto, vou citar apenas alguns exemplos que estão fresquinhos aqui agora na minha memória, lá vão:
A irmã do meu pai, tia Vera, quando chega sempre solta um Tudo azul?. Mas é um Tudo azul? tão simpático que tudo fica logo azul, pelo menos ficava até eu crescer e descobrir o quanto ela é chata.
Outra tia, a Márcia, costuma cumprimentar seus queridos dizendo Salve, salve. Sempre a-m-e-i essa maneira sublime de desejar salvação eterna!!! Ela ainda joga os braços pra cima, reverenciando… Não há como não adorar uma pessoa que faz isso!
É como minha amiga queridíssima, Juliana, que ao final de cada, eu disse cada, conversa no telefone ou despedida, diz: Eu te amo! Fica com Deus! Incrível a vibração dessas duas frases ditas por ela. Sim, porque ela é da pá virada! Moleca, superprática e tem uma fé e uma coragem no amor apaixonantes!
Falando em queridíssima, me lembrei, claro, do meu queridíssimo gorducho, Freitas, que tem uma frase ótima que volta e meia cito aqui. É aquela já famosa na internet: Paz, amor e um pouquinho de molecagem que resume muito bem o próprio autor: uma pessoa pacífica, amabilíssima e brincalhona.
Engraçado como uma coisa leva a outra, falando em pessoa brincalhona, me lembrei de uma que assim se definiu numa entrevista com a Marília Gabriela, o digníssimo Willian Bonner, que me deixou de queixo caído ao se definir também como Arrombador de portas. Que expressão fantástica! Parece mesmo um autorretrato. Em poucos minutos ele causou a melhor impressão possível. Superou o que passa diariamente pelo Jornal Nacional.
Essa expressão tem um efeito tão profundo quanto aquela Escafandrista de emoções que certa vez li em algum lugar e usei pra definir minha amiga Cris que esbanja exuberância. Ela atende o telefone dizendo: Oi Poderrr! E desliga com um Te amo!.
Bem, esse assunto continua, porque os amigos não são muitos, mas são caros e expressivamente inesquecíveis, graças a Deus! Há muitas expressões, por vezes infames, todas adoráveis.
Da Renata,
Macaca de imitação, sempre repetindo tudo que ama.
E assim como o Erasmo Carlos, me despeço dos meus queridos e dos grandes momentos com a promessa:
Até Sempre!
Bonitona e cansada!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 4 de agosto de 2009
Finalmente, recebi nesse último final de semana meu presente de aniversário que a minha amiga Brommelia me prometeu made in Europe. Lilás, não foi um presente, foram alguns presentes! Ela se lembrou de mim em todas as lojas de quinquilharias que visitou. E gostei de todos, claro, até porque ela apostou no óbvio, que mulher não gosta de ganhar um lápis de olho kajal de um verde meio furta-cor maravilhoso, um bloco de notas chiquetésimo com a Vênus et les Gráces do Botticelli na capa, velinhas perfumadas, sachês com creminhos eau de toilette, um ursinho alemão todo fofo que faz a vez de um chaveiro? Quem não gosta? O problema é que só agora me dei conta de que também ganhei um postal lindo, PARIS – Le Moulin Rouge, em branco. Isso mesmo, em branco! Como se não bastasse o cúmulo da preguiça de me mandar um postal utilizando os serviços de postagens parisiense, recebi em mãos e em branco! Ora, é muito cansada, né não?! Esse vou devolver, sinto muito! Mas quero de volta devidamente assinado com qualquer frase clichê de amizade.

E antes de terminar, já que estou falando da Brommelia, lá vai uma foto nossa de 2003 que acho linda:
Da Renata,
Que concorda com o italiano: é bonitona mas é cansada! Hahaha….
Tumtsitumtsitum
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 9 de março de 2009
Toda segunda é sempre a mesma coisa. Aquela dorzinha de cabeça em ritmo de tecneira tumtsitumtsitum me deixa em transe uma boa parte do dia. De repente, passa. E haja água!
Queria contar tim-tim-por-tim-tim tudo que aconteceu mas é muito besteirol, muita rasgação de seda. E na minha cabeça alguns gestos que dispensam explicação é um replay constante! Um beijo inesperado, um eu te amo no pé do ouvido, um abraço rodopiado, tudo coisa de amigo possessivo que não fode nem sai de cima, seguindo à risca o lema Amigos não transam!
Mas é claro que um deles eu pegaria tranquilamente, mesmo que fizéssemos sexo dando risada, até porque o grau de amizade é bem menor para dar brecha mesmo. Hahah… É que ele é muito lindo! Lindo de hipnotizar! Não dá para olhar para um cara desses e não pensar em pelo menos brincar de médico. Sim, o bonitão é médico e dos bons! E a voz dele é de fazer gamar qualquer uma.
Não me perguntem porquê, não me lembro dessa parte, calhou do celular do Nando ficar comigo e aí tive uma noite experimental de como seria ser a namorada de um cara desses. Simplesmente infernal!!! O celular não parou, torpedos e ligações até de madrugada. Mulher do Oiapoque ao Chuí ligando. Olhava porque poderia ser ele, querendo notícias do próprio celular e nada! Só mulher, mulher e mulher.
Com esse incidente, enquanto o bonitão tirava férias de suas amantes, constatei o quanto sou ciumenta. Se ele fosse meu não teria celular de jeito nenhum, viveria incomunicável ou já estaria capado. Hahaha…
Talvez esteja sendo injusta, afinal o cara está solteiro, tem mais é que aproveitar diante de tanta oferta! E ele é tão lindo! Seria pecado ser de uma mulher só, essa é a verdade verdadeira! Que ele morra solteiro! Ai meu deuso! Que praga é essa que estou rogando? QUE ELE AME! Que ame perdidamente uma só para o resto da vida! Todo mundo deve amar!
Só não posso nunca dormir com ele. Eu me perderia naqueles olhos azuis. E de amor não correspondido não quero saber. Isso não existe! É um engano.
Sei que essa solidão vai passar, sou boa! Totalmente do bem! Amo muito ainda que não tenha tido a oportunidade de extravasar meu talento de ser mulher, companheira e mãe!
Depois desse final de semana rave praticamente, o melhor é aproveitar a segunda-feira em que a sobriedade é obrigatória, fazer aquela dieta mais que necessária, viver a poesia da banalidade e nunca, nunca envergar!
Como me ensinou meu queridão:
Mente quieta, espinha ereta e o coração tranquiiiiilo.
Nada de sexo, só amizade e muito ciúme
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 13 de fevereiro de 2009
Não acredito em amizade colorida, em amigos que transam. Ou é paixão enrustida ou é putaria. Pode ser também simpatia quase amor, qualquer coisa, menos amizade. Acho impossível sentir tesão por um amigo de verdade, por mais que ele seja admirável, apaixonante. A relação é diferente, pelo menos a minha com meus amigos funciona assim. E adoro a maneira como nos relacionamos, nos respeitamos. Alguns até confundem as coisas no início (outros no meio também… hahaha… ), mas depois que o engano se resolve, a relação que fica é muito bonita, legal, sincera, divertida, enfim…
Engraçado é que, apesar disso, não escapamos dos amigos ciumentos. Interferem diretamente como se donos fossem de nossas vidas. Abusados que são! Tanto os homens como as mulheres. Criticam sem papas na língua. Provocam situações delicadas, confundindo nossas cucas. E até que um convença o outro, disso e daquilo, ficamos em stand by, afinal, é muito chato bater de frente com um amigo.
O caso é que esta minha solteirice, que parece não ter mais fim, está cada vez mais cômica. Insistem em me arrumar pretendentes. Cada figura que me aparece (sem comentários)! Aí quando pinta um interessante, os ditos cupidos colocam tantos defeitos que desanima totalmente. Os avisos são os mais absurdos possíveis: Ó! Fulano fuma, bebe, é galinha, é divorciado, tem kit (filho e ex –mulher), tem complexo de superioridade, é estúpido, é seco, é feio, é gordo, tem pau pequeno… mas é um partidão! Vai entender!
Enquanto isso.. Dear friends, don’t give up of me. Stay being my cupid! E se quiserem me apresentar alguém com pau mole, apresenta logo, anda!!! Adoro pau mole! Do jeitinho que a Maria Rezende poetizou:
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Pau Mole
—————————————–
Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.
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Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
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Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.
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Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.
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Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
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É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.
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Curtindo até debaixo de chuva!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 15 de dezembro de 2008
Quem não foi ao show da Madonna (14/12/08) perdeu! A mulher arrasou! Não teve chuva que ameaçasse o espetáculo! Tudo foi divertidíssimo e organizadíssimo. Valeu muuuuito a pena! Show de risos e skollllllllll! Melhor do que foi só se a galera do framengo tivesse ficado quieta! Aquele coro lá não teve nada a ver! Ô mulambada metida! A Madonna sequer entendeu.. Hahaha…. ![]()
Acabou que a Tataia não saiu em nenhuma foto… Mas ela estava lá com umas amigas fanzocas! Que fique registrado! Depois rolou pizza, mais chopp e cama, porque ninguém é de ferro!
Até o show do Radiohead!! Uhuuuuuuu…
Valeu galera!!!
PS_ Jujuba, se você tivesse ido teria sido mil vezes melhor!!! Gostou do Feliz Aniversário que mandei made in Maraca – Show da Madonna!?
Beijos!
Festa da CEF
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 14 de dezembro de 2008
Vai chegando o final de ano e não há escapatória das festinhas de confraternização. Não estou reclamando, não! Final de ano é pra isso mesmo – Descontrair!
Como quase sempre fui autônoma, só por três vezes participei de festas de confraternização de empresas. Uma delas foi muito legal, as outras… É que tem sempre um babaca que está ali contrariado ou competindo, e fica reparando em tudo de maneira depreciativa. Você tenta agradar, mas acaba ficando com fama de exibida ou puxa-saco.
Não sei até que ponto vale a pena participar desse tipo de festa. Como diz um amigo meu: Deixa o povo de ti-ti-ti pra lá e concentre-se na picanha! Pegue o presente do amigo oculto e vai logo embora pra casa! Hahaha…
Mas independente do meu trabalho, sempre participo das festas de final de ano do trabalho do meu pai. Que são bem divertidas! É sempre churrasco na casa de alguém ou em algum restaurante. Antes não gostava muito. Era criança, não tinha muito papo com as pessoas e tal. Só que agora é diferente. E como participo dessas festas há trinta anos, quero saber por que não participo também do amigo-oculto? Ali todo mundo me conhece desde pequena! Seria muito justo que eu e os demais acompanhantes participassem do amigo-oculto.
Fica aqui o meu protesto para a festa do ano que vem! E junto algumas fotos. O restaurante é o Lago Sul, em frente ao Palácio Quitandinha. Lindo, não?!
Eu prooometo que não bebo nunca mais! NOT!!!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 7 de dezembro de 2008
Isso mesmo! Meu lado bem B atacou novamente!
Acordei, o dia estava lindo, era aniversário do meu amigão, Sandrinho. Ainda não tinha decidido se ia ou não ao churrasco. Uma resistência, que agora entendo, do meu sexto sentido dizendo: Não vai. Sossega o facho em casa! Vai dar merda! Mas aí… a besta foi. Já tinha farreado à beça no clube, várias rodadas de cerveja circulavam no meu sangue e nem assim me controlei. Não sei se já contei que sofro de uma doença chamada euforia e que faz de mim uma perfeita idiota em algumas situações. Por exemplo, quando encontro a minha turminha das antigas. Fico tão excitada que só faço merda! Quero falar com todo mundo, abraçar todo mundo e fico pra lá e pra cá como pinto no lixo. Aí a hora vai passando, não bebo água, não como nada, só fico na gandaia, danço até funk. Foi um daqueles porres homéricos, com direito a vômito e deprê. Sim, o arremate final foi ridiculamente ridículo. Peguei meu celular e saí ligando pra quase toda minha lista de contatos chorando, fazendo um dramalhão. Nem sei o que tanto falava. Esqueci. Só sei que nessa onda muito ruim quase matei meus queridos amigos Heitor e Erika de susto. Eles acharam que eu tinha ido parar numa festa barra pesada e tava presa com um monte de psicopata em volta. Chegaram em dez minutos, apavorados. E lá estava eu bem melhor porque já tinha esgotado minhas lágrimas e meu discurso babaca no ombro do meu amigo Zé Cláudio, que depois dessa quando morrer vai direto pro céu!
A foto abaixo é um registro do melhor momento do dia, bem antes do auge do grau etílico. Eu, japa preta (super anfitriã), Sandrinho e Natália.

Muito antes de ficar desavec total
Da Renata ,
Que curtiu uma ressaca bem melhor que esta aqui da Rachel à base de coca-cola normal, maçã e cama. E que também acha que o teste do bafômetro deveria ser obrigatório antes do uso do celular.
Obs: Sandrinho, no próximo, providencie o cercadinho.
Tirando onda….
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 30 de novembro de 2008
Já esbarrei no Murilo algumas vezes no Leblon, inclusive já namorei o clone do Murilo (Hahaha… Salve, salve happy n’ roll mister Gerald!), mas até então nunca tive meu momento de fã como ontem no Bordeaux!
Ele, além de ser um ator espetacular, é lindo e muito simpático! Valeu a pena!
Acho que na verdade o Benício adorou ser tietado por mim e pela Cris! O cara se deu bem! Hahaha…
Mais tarde a farra continuou com a família Gasparri que também é minha!!!
Depois desse show de fotos, acho que vou inaugurar uma página de fotos no meu blog. Não sei porquê ainda não fiz isso! Tenho cada foto incrível!!!
Passar o dia com essa turminha aí e de quebra com o Murilo Benício não tem preço! ![]()
Tudo sentir de todas as maneiras
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 28 de novembro de 2008
Ando a fim de falar sobre muitas coisas faz tempo, mas o tempo é escasso. Ou eu vivo ou escrevo neste blog. Quem dera que me pagassem só para escrever as histórias que vivo, ouço e vejo por aí! Seria o máximo! Mas hoje vou registrar alguns lances na tentativa de aliviar um pouquinho a minha emoção. Coisas minhas que só eu entendo. Portanto, se alguém cair por aqui de pára-quedas e não entender direito, no problem! I’m too excited to worry about anything…
Amigos a gente não faz, reconhece-os.
Essa frase me toca de um jeito especialíssimo. Aos olhos de alguns sempre fui meio polêmica e aí acabava ficando preocupada em justificar isso ou aquilo, ou me adequar, firmar minhas convicções… Com o tempo isso me provocou um desgaste, uma antipatia, e definitivamente não há nada melhor do que mudar de lugar! Mudei. E teve gente que me seguiu, que me deu a preferência, que me reencontrou de uma maneira deliciosa, fazendo de mim uma pessoa realmente importante. Eles são os meus queridões e eu sou a queridona deles! Sei que essas pessoas se importam comigo de verdade e são sempre os melhores sorrisos e abraços festivos na minha chegada!!!
Exemplos
Estive em dois aniversários neste mês, um casamento e nenhum funeral. Graças! Não suporto a idéia da ausência de ninguém que está ao meu redor. Amo minha família, minha meia dúzia de melhores amigos, meus bichos, meu amor, a lua, o sol e muito mais. E amo tanto, tanto, tanto…
Em um dos aniversários quando pensei em ligar para desejar as felicitações costumeiras e essenciais, fui surpreendida com o toque do meu celular: _ Pow! Não vai me ligar não?! Esqueceu do meu aniversário? Naquele momento me senti o máximo! Inflei como um balão! Não se tratava do aniversário de qualquer um. Era o aniversário do “menino de ouro”, do meu brother, de um amigo desde o primeiro momento, do Heitor, que de lambuja traz a Erika, a Anna, o tio Sílvio, a família inteira. Embora a festa tenha sido ótima, o que marcou mesmo foi o telefonema ansioso do “bucha”.
No mesmo dia, no outro aniversário, me senti como A convidada de honra. Meu amigo carcamano, sexagenário, com jeito de galã, cujas histórias promíscuas, se publicadas, dariam um best seller e tanto, além de fazerem o Nelson Rodrigues se revirar no túmulo, não poderia ter comemorado seu aniversário num lugar melhor, ao lado de um “surubão”, em frente a uma mesa cheia de guloseimas mexicanas, claro que o assunto era o mais indecente e picante possível, aliás, parecia um harém, 3 homens para 10 mulheres, sendo que um realmente comprometido, o Heitor, lógico! Mas todo mundo ali era de família! Hahaha…
No casamento, final de semana passado, após uma longa aventura em Niterói, sim, porque três pessoas num carro com vários mapas e celulares não foram o suficiente para que chegássemos a tempo da cerimônia, mais atrasados que a noiva, acabamos sendo os primeirões no local da festa, e não é que a noiva gravidíssima veio até mim de braços abertos com um sorriso talhado no rosto?! Foi um abraço duplo, a verdadeira festa da festa, inesquecível! Poli-Poli, Dani, Manu praticamente a bordo, Renatinho, Beta, Heitoreco, Erika e eu, a dama de vermelho!
E nos dias ditos normais…
Teve chuva, muita chuva, estressezinho por causa de ciúmes, café da manhã vegetariano com minha irmã, Luísa e Carol, visita inesperada da tia Márcia, que infelizmente não pude encontrar, mas não demora Curitiba, lá vou eu! Receita de pão-de-queijo via msn made in Paracatu. Empadinha de shitake com espumante e Prison Break, Lennon cada vez mais apaixonante e trabalho na companhia do meu queridíssimo Freitas ao som de Jards Macalé…
Tudo sentir de todas as maneiras
É a chave de ouro do meu jogo
De minha mais alta razão
Na seqüência de diferentes naipes
Quem fala de mim tem paixão.
Felizmente, tenho muitos outros exemplos especiais que contam a história da minha vida, e independente de estarem ou não registrados no meu blog, decerto estão cravados no meu peito, na minh’alma.
A mais animada
Posted by Renata Fern in Bem à vontade on 12 de agosto de 2008
Faz tempo que roubei os amigos do meu pai. Todos me adoram, exageradamente! Não sei como tudo começou, mas quando estou com meu pai e gritam Cafuringa, é comigo também, especialmente, que estão falando.
Neste último final de semana vivi um momento engraçadíssimo. Fomos convidados para mais uma festa de aniversário de um amigão do meu pai da época de garotão: Cafu, estão todos convidados… Mirian, Henrique, Natalia, Renata, respectivos namorados, mas, pelo amor de Deus, a Renata não pode faltar, ela é a mais animada! Cheguem cedo!
Morri de rir quando soube da ressalva! Não esperava tanto. Cheguei na festa até meio tímida e me surpreendi com a recepção. Não é que TODOS estavam realmente esperando por mim? Estava tão pop quanto o aniversariante. Tudo isso porque, segundo eles, aproveito tudo da festa, os convidados, a música, a bebida, sem esquentar a cabeça com nenhuma frescura. Só risos e diversão!
Não vejo as coisas exatamente assim. Sou mais enjoada do que imaginam. É que existem festas e festas. Esta foi uma daquelas em que se aproveita tudo, até o último minuto. Não por ser uma festa de aniversário, mas porque amigos quando se encontram, independente da ocasião, festejam naturalmente. Tudo é graça, um prazer inenarrável…
*Na seqüência: A origem de “a mais amiga” e “a mais feliz”
Não pode faltar no meu blog também…
Posted by Renata Fern in Amor expresso... em poucas palavras, Bem à vontade, Cacarecos on 23 de dezembro de 2007
… O meu presente de “amigo oculto literário”. Adivinham só quem me tirou? O Freitas! Tenho sorte na vida, não? Leiam e entendam porque gosto tanto dele:
De Freitas para Renata Fern
Primeiro, era apenas um olho!
Um enigma que se desdobrava em palavras.
Palavras como um boneco João bobo, pra lá e pra cá, como barquinho à deriva no mar.
Ora boba, melancólica, nostálgica, cheia de sentimentos baratos.
Ora expressão do mais puro desejo do viver simples-mente com amor.
Ora a inquietude de perceber que tudo que vem, vai e tristeza não tem fim, felicidade sim!
Ora o espanto de redescobrir o extraordinário nas coisas mais comuns.
As palavras logo me mostraram que seu olhar é um oceano!
Quebra alegre na praia, como garrafa de champanhe estourando e transbordando em borbulhas brindando a vida.
Esconde cantos mágicos de sereia que encantam, seduzem e aprisionam para sempre os mais audazes e experientes argonautas.
Mas também é capaz de erguer enormes vagalhões que esmagam tudo o que estiver à frente.
Ninguém melhor do que ela mesma para se defender!
Não vou falar de suas fotos, seu rosto, olhar, cabelos, sorriso, lindas mãos com dedos longos e unhas atraentemente ameaçadoras.
Nem de sua voz mais doce que a dos virginais serafins.
Sou mesmo uma droga de amigo oculto que nada tem a oferecer.
Quero apenas agradecer a quem me tem ajudado em momentos tão difíceis.
Existem pessoas que fazem uma grande diferença em nossas vidas comuns.
E você é uma delas.
Obrigado por ser como você é, minha querida Renata Fern.
Do fundo do coração do Freitas
Presentaço, não?! Hahaha… caí da cadeira quando li esse texto e li num momento ótimo! Estava tão aborrecida e somente um presente assim para me fazer muito, mas muito feliz!!!
Querido Freitas, não estou vendo nenhuma droga de amigo oculto aqui, pelo contrário. Um dos presentes mais bonitos que já recebi na minha vida! A sensibilidade das suas palavras só fazem aumentar a admiração que sinto por você. Reconheço no seu texto muitas das minhas palavras, ou melhor, muito do que eu sinto. E somente um amigo atento, observador e extremamente carinhoso poderia escrever dessa forma para mim. Não há palavras que possam expressar minha alegria. Li e reli várias vezes e estou encantada!!! Vou imprimir e colocar numa moldura... Hahaha. Daqui por diante quero apenas lembrar e fazer valer as coisas boas que aprendi com você também. Porque de tudo que há na vida só importa aquilo que faz bem, que faz sorrir, tudo que emociona e exulta o ser, o estado de ser nesse espaço ainda incompreensível mas que vale os segundos da nossa vida. Foi muito bom conhecer você e poder ainda conviver com você e encontrar apoio, sensatez, equilíbrio mesmo quando há desequilíbrio… ahhh é uma maravilha!!! E é por isso que te amo de paixão, meu querido!!! Obrigada! Estou sem palavras! O meu desejo é que tudo se renove na sua vida e de toda sua família! Uma renovação que traga nada mais e nada menos que FELICIDADE, PAZ & AMOR!!!
Quero ter você sempre na minha vida!!! Sempre!!! Porque você é muito querido e tem valor inestimável!!!
Moc Roma,
Beijos,
Rê!
Matando as saudades
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Cacarecos on 5 de julho de 2007
Família é família. Depois de um tempo fora de casa, além do interrogatório clássico, é duro aturar aquele olhar de pai e mãe medindo cada centímetro, ou melhor, conferindo a cria! É como passar por uma vistoria. Nada escapa. Voltar pra casa é constatar mais uma vez que o arroz e o feijão da mamãe são incomparáveis! Como dizem, comi com uma boca boa, hummm! E olha que o meu prato preferido é bobó de camarão!!!
À noite reencontrei duas amigas, Cris e Maria Amélia, queridíssimas! Não tínhamos nos encontrado ainda desde o início do ano, embora sempre em contato por email ou telefone. Somos amigas completamente diferentes uma da outra. Cada qual com seu estilo, convicções e aspirações próprias. Unidas pelo lugar, acaso, história, mas principalmente por empatia. Reencontrá-las fez bem para o meu coração. E numa daquelas coincidências absurdas, eis que surgiu um outro amigão, Heitoreco do coração, surpreendendo todas nós ali presentes, completando minha alegria total!
Rolou muito vinho e conversa fiada.
Eu enalteço sim os meus queridos, eles merecem!!! São muitas as risadas, sempre!!! Sorrir emagrace, rejuvenesce e transcende a alma (aliás, gosto muito dessa palavra – transcender).
Não sei se o melhor da noite foi o reencontro com esses amigos, se foram os garçons me cumprimentando com beijinho no rosto ou se foi um louco que apareceu do nada, se apresentando como “Beto sem sobrenome” e advogado. Ele nos ofereceu vinho, fez uma graça ou outra na mesa e, em seguida, foi embora, deixando nossa conta PAGA!!! Louco varrido, não? Ou será a vida muito louca? No final, o meu irmão apareceu e pagou mais uma garrafa de vinho. Homem que paga a conta tem seu valor! Hahaha…
Zele sua família, enalteça seus amigos, prefira sorrir a chorar, arrume sua casa começando por dentro de você!
*TDM




































Ping-Pong