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Que réveillon!!!

Antes de mais nada…

>>>Feliz Ano Novo<<<

Que todos os próximos dias sejam felizes! Mais felizes que esses que ficaram para trás. Que possamos viver cada vez melhor uns com os outros! Porque é assim que se vive bem, em harmonia com tudo e todos.
Desde o ano retrasado ando numa fase tão boa, mas tão boa, que às vezes fico na dúvida se é real ou fantasia. Que nada! Foi tudo verdade, virei mestre na arte de me surpreender. Passo o tempo todo repetindo no meu pensamento COISAS BOAS ACONTECEM!!! COISAS BOAS ACOTECEM!!! E acontecem mesmo. Não duvidem. Só é preciso um olhar mais demorado.
Quero falar do réveillon mas não sei se vou conseguir descrever como foi a noite da minha virada. Eu estava no melhor lugar do mundo, na companhia da pessoa que mais amo! Entenderam? Eu estava no melhor lugar do mundo que era ao lado da pessoa que mais amo! E amo tanto, mas tanto… Comecei o ano com o pé direito e com o coração tão tranquiiiilo que não me lembro de ter feito um pedido Hahaha… Lilás, o que mais poderia desejar naquele momento? Impossível racionalizar alguma coisa, só me deixei levar por aquela emoção.
Gozado que, quando o dia amanheceu, fiquei meio paranóica. Acho que foi a primeira vez que virei o ano sem desejar nada naqueles primeiros átimos. Perguntei várias vezes: Big, o que foi que você pediu? E mesmo ele respondendo, me parecia inacreditável. Fiz a mesma pergunta várias vezes e ele me olhava com aquela serenidade que lhe é peculiar e dizia: Rê, saúde, paz e amor. E concluía todo vivaz: Para nós dois! Ele respondeu desse jeitinho todas as vezes que perguntei.

Para nós dois! Para nós dois! Para nós dois! Era o que ecoava na minha cabeça o tempo todo.

Deus do céu! Era isso, exatamente isso, que sempre desejei. Estar em alguém! E agora quando olho para o Big minha cabeça parece Copacabana sob um céu explodindo cores sem parar. De vez em quando até rola uns flashes dos nossos beijos, dos nossos abraços, do nosso brinde, de nossos vários momentos juntos, dos amigos ali presentes… Mas esse sentimento de constatação de um pedido de amor realizado é maior do que eu, é infinito, infinito como as ondas do mar.
Ah o mar! O que seria do primeiro dia do ano sem um banho de mar? Sem aquele sol, sem aquele sal?
Ainda havia tempo, muito tempo para furar as tais sete ondas. E foi lá na praia do Leblon que furei todas as ondas que pude e mais um pouco. Sabe como é, exagerar é o forte da casa. Perdi as contas. Na verdade eu não só precisava de um banho de mar como não queria mais sair da água, ainda mais com o Rodrigo ali comigo. Foi uma delícia inesquecível! O primeiro de muitos mergulhos com o meu amor. Até ele, que não é chegado, amou!
O curioso é que já estive tantas vezes naquela praia e nem por isso deixei de me embasbacar novamente com aquela paisagem. Diante do mar, com os pés no chão sob um céu de infinitas possibilidades eu estava em estado de graça.
Aos poucos o céu foi se transformando, estávamos diante do primeiro espetáculo vespertino – o por do sol. Olha, foi um desbunde tão grande, que como se não bastasse aquele tom de vermelho meio pink meio laranja no meio daquele azulão, as nuvens se movimentaram de uma maneira tão única, que me pareceu uma aurora boreau. Sabe como é, quando estou feliz tudo é intensificado ao máximo.
A caminho de casa, me veio à tona mais uma lembrança de um trecho do livro Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Impressionante como cada capítulo se encaixa na minha vida perfeitamente desde que comecei a sentir esse amor, essa consciência de mim mesma. É como se esse livro tivesse arrematado o meu amadurecimento como mulher. Tirando a parte dos “goles grandes” (quem é louco de beber água do mar hoje em dia?), considerando a companhia do meu amor e a frase que, na minha opinião, sempre definiu bem o prazer de viver, num clima meio libertino, sexualmente falando mesmo ‘de sol, de sal e de mar’, eis o trecho sensacional:

Uma dica para amar VII -

Brilhando de água e sal e sol

“Com a concha das mãos e com a altivez que nunca darão explicação nem a eles mesmos com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes, bons para a saúde de um corpo.

E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.

Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas lhe batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.

Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.

O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: ela está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.

Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas – ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.

E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.”

Esse foi O banho de mar e o meu melhor réveillon!!! Engraçado que sempre senti no meu Big um cheiro de maresia… tão sadio, tão atraente quanto o mar.
Bem, queridos, está sendo assim a minha vida, boa pra caramba! Sinto que se eu não me lançar, não me arriscar todo dia, vou perder a melhor parte – a cereja do bolo!!!
E você aí? Ainda não se habituou a viver?
O por do sol é quem vê! (Millôr)

VIVAMOS 2010 INTENSAMENTE

Réveillon 2010

Curtindo os fogos de Copa da varanda. E claro que a bandeira verde e rosa não passou despercebida na praia do Leblon, em 01/01/10!

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As últimas

Trinta de novembro. Hoje tive que repetir isso em voz alta algumas vezes porque foi difícil acreditar que já são trinta de novembro. Trinta de novembro, trinta de novembro…
Semana passada me senti torturada. Torturada pelo prazer, pela felicidade, tristeza, ansiedade…
O meu amor passou a semana comigo aqui em Nogueira. Ou seja, saímos de um final de semana megagrudados e só não passamos a semana hipermegagrudados porque trabalhei.
Acho que o máximo de distância que conseguimos um do outro foram uns 5 metros. E essa também foi a nossa primeira semana ‘inteeeeira’ juntos.
Foi boa e ruim por motivos óbvios, se não fosse o meu trabalho, teria dado mais atenção, mais conversa, mais carinho, mais, mais e mais.
A sorte foi que a minha mãe me ajudou bastante. Fez umas comidinhas caprichadas pra compensar todo o resto que faltou. Ela adorou paparicar o genrinho! E como o peixe morre pela boca, comemos com a fome e com os olhos.
Era sorvete daqui, chocolatinho de lá, tudo fora de hora, mantendo criteriosamente apenas o prazer de comer, amar, menos de trabalhar. O amor dessa vez engordou, não teve jeito!
E no meio de tudo isso, aconteceu uma tragédia familiar – o Esteban morreu, no dia 25/11/09. O meu gato tão amado morreu com problemas no fígado. Ficou internado dias e não conseguiu se recuperar.
Quando recebi a notícia com o Rodrigo aqui em casa e o meu trabalho ainda pendente, foi mais prático agendar a tristeza profunda: Quando terminar esse projeto, quando o Rodrigo for embora, eu desabo com tudo que tenho direito. Só não me perguntem como consegui sufocar isso em mim.
Sei que é difícil pra algumas pessoas, que não possuem contato com animais domésticos, entenderem o sofrimento que é perder um animal assim. Acham que é frescura. Ah! É apenas um bicho (substituível)!
Não foi o caso do Rodrigo que, apesar de não gostar de gatos, até se comoveu com o impacto da notícia, mas tenho quase certeza que ele acharia exagerada a tristeza que se aplacou hoje sobre nós. Que falta estamos sentindo do Esteban!!!
Abaixo segue uma foto do meu Bad Cat, que de bad não tinha absolutamente nada, com as condolências originalíssimas do Big:

homenagemaobadcat
*Arte @BigNato

No dia em que o Rodrigo desceu, sexta-feira, mesmo dia em que entreguei o tal trabalho pontualmente, choveu à beça, estava chateada porque a semana tinha passado rápido demais, não queria que ele fosse embora.
Quando ele saiu portão afora, levou junto a alegria daqueles dias tumultuados… por causa da obra, do barro, da chuva, da morte, do calorão, internet caindo toda hora… Que dureza voltar àquela realidade sem graça! Tratei logo de iniciar outro projeto, exatamente como o Freitas sempre recomenda: Pulando em cima e pisando no rabo dele! Hahaha… Traduzi loucamente até a hora de dormir.
Bendita hora! Foi maravilhoso sentir o cheiro do meu amor no meu travesseiro! Ele estava ali e quase podia tocá-lo. Dormi.
No dia seguinte acordei bem disposta, engatei firme no projeto novamente. Entretanto, no domingo, quando achei que estava terminando – a decepção! Desde sexta estava traduzindo o arquivo errado.
Nem preciso dizer quais foram as consequências desse vacilo imenso, imperdoável… Levei bronca da chefa, comprometi o prazo fatal e provavelmente vou pro freezer nas próximas semanas.

Lição de novembro:

1 – O amor desce e sobe a serra quantas vezes for preciso.
2- Tenha um gato. É uma experiência sensacional.
3 – Leia duas, três vezes pra garantir, qualquer email com instruções de trabalho e faça uma análise de três em três horas, ou no final de cada dia, pelo menos. Dica de tradutora pra tradutor.
4 – Não se desespere à toa, mantenha a calma, mesmo que pareça impossível.
5 – Botafoguense sofre, pqp, viu?! Em breve, talvez, escreverei sobre esse Brasileirão. Não aguardem.

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Parabéns, Maria da poesia!

Hoje é um dia especial, é o aniversário da Maria da poesia! Que merece sim mais uma singela homenagem neste blog por sua sensibilidade e benditas palavras! Não há uma pessoa pra quem eu mostre uma de suas poesias que não fique de certa forma tocada.

E como o meu final de semana promete ser muuuito romântico, apesar de, lá vai mais uma obra-prima:

NO ESCURO DOS OLHOS FECHADOS ME EQUILIBRAR NO DESEJO
a cama fluida como mar
o peito macio de ar e de risos
susurros suspiros sumiços no espaço

Detestos seus banhos em outras banheiras
e as músicas lindas que tinha por lá
tudo teu bonito eu quero
o de agora e o de depois
o de antes – o de antes

Quero o que dói e o que grita
teu suor, teus sonhos ruins
quero ser cura e veneno
quero o prazer mais pequeno que você puder sentir

Quando o planeta rugir
e o infinito for possível em todas as direções
quero ser eu nos teus dentes
teu nome em mim feito um filho
feito gente
feito carne de pegar

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Por um triz…

Hoje aconteceu um lance ridículo. Por muito pouco quase comprometi o final de semana com o meu namorado.
Tínhamos combinado mais ou menos que ele subiria a serra mas ficamos de resolver isso na última hora e na bendita hora H, ele quis que eu descesse!
Por que não? Eu adoro descer!
Acontece que naquele momentozinho decisivo no celular a minha primeira reação foi espernear, ser do contra, ainda que discreta e babacamente:
Se você não quer subir, eu também não vou descer.
Não estava a fim de arrumar briga, juro, alterar os ânimos e ainda bem que na-da disso aconteceu. Só queria que a minha opinião prevalecesse, sem ter nenhum argumento forte.
Descer era uma proposta irresistível, como sempre. Porque lá no Rio, naquela cidade de 40º, temos mais privacidade, mais opções, mais privacidade e mais de nós dois, não-e-xa-ta-men-te-nes-sa-mes-ma-or-dem. Fora outros argumentos particulares que deveria ter considerado desde o início.
O que mais eu poderia querer pra ter um final de semana perfeito?
Mas não foi nisso que pensei na hora que resolvi descer. Desci porque não me restava mais nada além de dizer: SIM. Não tinha outra contraproposta e também não sei dizer não pro Big.
Na descida o meu pensamento era um só: SIM. E tudo fluiu muito bem até cair nos braços do meu amor e perceber que ele é o meu lugar preferido do Rio de Janeiro, do Brasil, da América do Sul, do mundo inteiro.
Por fim, o que quero realmente passar com esse mero episódio é que viver é um estado de prontidão. Em um segundo tudo pode acontecer, seja para o bem, seja para o mal. Se eu tivesse bancado a intransigente, sei não.
E numa relação a dois é preciso mais do que prontidão, é preciso inteligência:
_Querido, estou descendo. Se você quer que eu desça, eu desço! Chego aí em duas horas, no máximo. Beijo, amor.

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Em tempo…

>>> Voltei, voltei!

Cheia de experiências e sensações, e aquelas mudanças que sempre são para melhor!

Não podia deixar outubro passar em branco no meu blogue. Não, eu não podia!

Outubro é um mês de muitos sentidos, que me traz uma vitalidade, um despertar, típicos desse transe entre inverno e primavera, além das cigarras, os ares de verão junto com o horário de verão, desta expectativa que bate forte no meu peito, que sempre foi pelo mesmo motivo – Amor! E que desta vez bate e rebate o tão sonhado amor à flor da pele, aquele do olhar que não sai de cima, do querer tudo junto, da saudade ainda nos braços de quem se ama, do bem-querer sem fim… do bem!

>>> Rodrigo, eu te amo!

Os meses de outubro sempre me trazem bons fluidos. E o último, que achava ter passado batido, me trouxe calmaria, um entendimento maior sobre estar de pé sob o céu – o infinito de verdadeiras possibilidades.

Tirou a pressa de mim e me colocou na vida que sempre quis ter, na vida onde o tempo espera, onde eu vivo, vivo, vivo, canso de viver e ainda é dia. E falando muuuuito sério agora: é nessa vida de contemplação que quero me perder pra sempre!

Também comemoro neste mês o 2º aniversário da dobradinha mais-que-perfeita, conhecida como Nós dois futebol clube – eu e Freitas, meu queridíssimo genial parceiro! Amigo do tipo alicerce, aprofundado e forte como uma rocha, ou melhor, like a rolling stone, a melhor definição para o meu gorducho.  Se não fosse sua confiança, talvez não tivesse tido A ideia que mudará a minha vida de novo pra muito melhor!

Uma simples ideia, completamente viável. Tudo, tudo, tudo que eu precisava!

>>> Sonho concreto

Hoje não me sinto mais como um barquinho à deriva, me sinto como uma *timoneira em alto mar, pronta pra qualquer tipo de *calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Eu tenho onde desembarcar com segurança!

>>> Que felicidade!!!

Da Timoneira em alto mar,
Que promete escrever mais antes de outubro acabar.

Nota: Não posso terminar o post sem dar os devidos créditos ao genial Freitas pela frase Timoneira em alto mar e Calmaria a estibordo e borrascas a bombordo. Certa vez, conversamos tanto que frases como essas surgiram e se transformaram em verdadeiros ‘xodós’, quase segredos. Na verdade, foram feitas a quatro mãos, mas o retoque final foi dele, claro!

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Top 10 Brasil à la Renata Fera! =D

Lá vão algumas músicas que tenho escutado ultimamente. São músicas lindas, letras apaixonadas na voz de grandes feras nacionais. Todas me trazem um sentido novo e especial. Tocam em mim! … no duplo sentido. Elas apenas seguem uma ‘ordem de chegada’ particular, porque são todas sensacionais!

Ouçam e amem! ♫

1- Não se esqueça de mim -- Nana Caymmi

2- Cheiro de amor -- Maria Bethânia

3- Mar sem sal -- Luisa mandou um beijo

4- Malemolência- CéU

5- Não é fácil -- Marisa Monte

6- O grande amor -- Tom Jobim

7- O meu amor -- Chico Buarque

8- Sem fantasia -- Chico Buarque e Paula Santoro

9- Noites com sol -- Flávio Venturini e Marina Machado


10- Nuvem cigana -- Marina Machado com Milton Nascimento

*Em homenagem ao meu Big Amor!

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Coincidência

MUITO MAIS QUE UM POEMA
alguma coisa que arde
e ao mesmo tempo serena
alguma planta que morde
e ao mesmo tempo semeia
metade monstro
metade sereia
cachorro de raça lambendo a minha mão

Muito mais que romance
muito mais que novela
você na minha vida é aquele que gera
o que espera
o que fica
o que vive as idades
você que sempre foi minha saudade
homem imenso que chegou sem avisar

Homem cubista
muitas partes
muitos todos
homem sonoro
voz que escorre pelo ouvido
homem de ver
homem de ter
homem de nunca mais largar

A Maria Rezende dedicou esse poema ao Rodrigo da vida dela. Que coincidência! Também tenho um Rodrigo que sempre foi minha saudade. Homem imenso que chegou sem avisar. Homem de ver, homem de ter, homem de nunca mais largar. A quem dedico esses versos, com amor! Love you, baby!

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A rosa amarela

'A' rosa

Não sei qual é a minha flor preferida, mas como a rosa é daquelas que não passa despercebida por ninguém que tenha um pingo de sensibilidade, que dirá por mim que amo flores! E esta tem um significado especial. Era pra ter sido apenas mais uma rosa amarela na minha vida, mas não. É a primeira rosa que o meu amor me deu duas vezes. No virtual e no real. Uma rosa concreta, que não fala, simplesmente exala o perfume que roubou do meu Big.

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A título de curiosidade…

Pessoal, não ando administrando o meu tempo muito bem, o meu blog está largadão. Apesar da rebordosa econômica, da minha baixa produção, coisas boas sempre acontecem e por culpa minha não estão registradas aqui. E aproveitando uma folguinha e esta vontade de escrever, vou começar resolvendo alguns assuntos pendentes deste blog.
Há um tempo escrevi sobre os meus quilos indesejáveis. Tinha estabelecido uma meta de menos 8 quilos. Infelizmente todo aquele papo não adiantou em nada. Fiquei apenas menos neurótica com a balança e consegui de brinde mais 3 quilos, ou seja, de 68 fui para 71. Até que no dia 18 de maio, na iminência de comprar calcinhas tamanho B de baita, resolvi dar um basta e cortei radicalmente açúcar, pães e refrigerantes (comuns ou dietéticos) da minha vida, às vezes dou uma escapulida aos finais de semana, mas de uma forma bem moderada, quase insignificante. Reduzi a quantidade de comida, aumentei o número de refeições e bebo sistematicamente 3 litros de água por dia. Esses novos hábitos já me fizeram perder cinco quilos ou mais, porque não me peso há quase três semanas, e me trouxeram um novo humor, uma nova disposição, que é realmente o que está importando.
Depois deste depoimento, nem preciso dizer o quanto vale a pena investir numa alimentação mais saudável, o organismo, a mente respondem imediatamente. E mais, nem sinto falta do meu ritmo de antes, adquiri uma nova consciência mesmo, diferente de fazer uma dieta com prazo estipulado.
Quanto aos meus neighbors, acho que todos eles leem o meu blog, porque não é possível! De uma forma impressionante, depois daquele post, nunca mais nenhum deles incomodou. Não teve mais fogueira, nem maresia, nem carro parado no portão, incrível! Tudo em ordem.
É bem verdade que estou longe de concluir o que estabeleci na minha lista de resoluções 2009 e continuo na vontade de ter uma camisa com a estampa do gato de Cheshire. Mas isso agora é o que menos importa. I’m in love, I’m loved! O maior sentido que a minha vida poderia ter no momento!

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O amor é mudo

Ando meio tolhida para escrever aqui no meu blog. Como a intenção era sempre escrever sobre as minhas experiências, sensações e mudanças, agora que tudo está acontecendo, não posso. Não posso expor a minha atual experiência como gostaria.
Estou amando de verdade mas não convém escancarar os detalhes da minha relação, do meu amor, da nossa vida a vida. É tudo tão recente ainda e ao mesmo tempo tão antigo. Um mês e pouco só e tanta coisa já aconteceu, parece um ano, parece loucura sentir assim.
O nosso encontro foi como uma explosão, tudo de uma vez, sem nhe-nhe-nhem. E está sendo uma explosão em slow motion, porque estamos curtindo cada átimo de segundo e… chega! Não posso mais falar um A! Isso é estranho mas é uma forma de proteger o que tenho.
E falando sobre o que não pode ser dito, acabei de me lembrar de uma poesia do Gullar que inclusive já postei aqui. Simplesmente é genial. Há um trecho que neste momento me toca de forma muito peculiar:

“portanto
o meu assunto
é o não-dito não
o sublime indizível
mas o fortuito
e possível
de ser dito
e não o é
por descuido
ou por intuito
já que
somente a própria coisa
se diz toda
(por ser muda)”

O amor é uma coisa que se sente, é mudo por natureza por ser inexplicável. Existe como um todo, mesmo que se queira negar, que não é o caso. Apenas dispensa comentários,

“porque
por mais que diga
e porque disse
sempre restará
no dito o mudo
o por dizer
já que não é da linguagem
dizer tudo”

Como diz o poeta:

a fala, meu amor,
não fede nem cheira

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FDS do Eu te amo

Esse foi o final de semana do Eu te amo. Era até para ter sido antes. Mas não queria parecer precipitada, já sendo em silêncio. Não queria levar uma rasteira do meu próprio coração que tantas vezes se enganou estupidamente.
Então, vinha amando em segredo, contando um pouquinho, um pouquinho mesmo, com a hipótese de ser outro engano e não passar pelo vexame da declaração. Se tudo não passasse de um terrível engano, ninguém saberia. Ele, especificamente, nunca saberia que desperdiçara boas doses do meu amor com ele, que poderia não estar me amando ou se revelar alguém completamente diferente do imaginado.
Mas eu, que sou impulsiva e romântica por natureza, ansiava logo pelo momento do Eu te amo. Era uma necessidade, ainda mais já tendo constatado em mim o amor. Não havia por que deixar de dizer, ainda que a compreensão deste sentimento fosse inalcançável no início. E eu sabia que ouviria de volta, tinha certeza. Na verdade, era o que mais queria também – um amor expresso!
E foi ali, na cama, nos braços dele, após o gozo incontido do nosso amor, que pela primeira vez dissemos um ao outro: Eu te amo!

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História de amor? YES!

Eu que ria do twitter

Ia contar aqui no meu blog a história de amor de um casal que se conheceu pela internet anos atrás e vivem juntos até hoje com direito a filha e uma vida totalmente em comum em Portugal, mas antes de contar essa história, que por sinal já é bastante conhecida, agora posso contar uma que acaba de começar, da qual inclusive SOU PROTAGONISTA!
Não precisei sair de casa à procura de um romance. Ele praticamente caiu do céu, de um céu moderno sobre um mar virtual e me serviu como uma luva, que me aqueceu o corpo e a alma.
Ele me trouxe uma possibilidade no dia em que estivemos juntos pela primeira vez, no dia em que ele também não cogitava nada além de uma simples apresentação à mesa de um delica.
A sua mão quente descobriu o gelo da minha e por instinto resolveu aquecê-la. A minha mão gelada gelou mais ainda pela audácia da proximidade, mas não deixou de segurar a dele também e entrelaçar os nossos dedos.
Foi um gesto tão natural que diante da menor necessidade de soltarmos as nossas mãos, percebi o quanto o movimento era abrupto. E, nesse exato momento, sem mais nem menos, o atrevido segurou o meu tornozelo com firmeza ainda que pulando muitas etapas para tal intimidade e me mostrou todo o cuidado que uma pessoa até então estranha não teria com o meu frio.
Foi A pegada fatal! Já podia ouvir um tum-tum-tum dentro do meu peito, que tentei abafar, juro. O nosso desenrolar estava sendo tão perfeito, que parecia mentira.
Mas a verdade é que dali em diante nada mais parecia estranho. Era loucura achar que haveria algo bom, como um amor daqueles de cinema, mas também era loucura duvidar do que as nossas mãos já tinham anunciado.
Todos os minutos seguintes foram serenos e doces. A novidade de nós dois parecia-nos tão velha conhecida, que naquela mesma noite ele quis me beijar e eu disse SIM, beijando-o!

De lambuja segue uma poesia da Maria Rezende que tem tudo a ver com a intensidade deste momento:

DIAS DE AFÃ E FRENESI
fudendo homens magros e a cabeça pelas noites

O amor apareceu e foi quase banal
foi como se fosse normal aquele olhar entre os passantes
como se houvesse ainda cavalo e, portanto, rédeas
quando na verdade era tudo já galope, disparada

Pode conter mais tremor o caseiro que o mundano?
pode o veneno habitar o lar?
cabem certezas na inquietude?

O amor é jangada de pedra,
ilha desconhecida
barco sempre à deriva

Se pode gritar “terra à vista!”
mas não pisar lá – terra firme
o amor é navegar

Ele é R como eu, botafogo, mangueirense, é o Big em quem pretendo me derr-amar

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