Archive for category Maria da Poesia
Dentro do peito afogada
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 26 de janeiro de 2010
Embora todas as expectativas, não entendi por que esse mês foi tão difícil pra mim.
Não é problema com o meu amor, esse vai muito bem, obrigada!
É comigo mesma, é com o mundo, com tudo que ainda não é. É com o trabalho, com a minha independência.
O problema maior é com o meu nariz que ainda não é totalmente meu. Que ironia! É esse signo da falta, como diria a Maria Rezende.
A minha vida está atrasada e o tempo se esvaindo sem dó nem pena.
E até pra expressar essa dor, essa ansiedade, esse medo de não viver o que tanto quero, encontrei uma poesia no Bendita Palavra:
DENTRO DO PEITO AFOGADA
choro lágrimas tortas
choro as certezas mortas
na calmaria da cama
O chão coalhado de dúvidas
tropeça meus pés vermelhos
se levanto, cambaleio
se deito evaparo no ar
Feito um bicho no escuro
mas curva que aconchegada
desentendo a dor que sinto
desentendo o mundo todo
e seu estúpido funcionamento
Quero o ’sim’ que hoje não veio
quero amanhã confirmado
e não importa se virá
A vida é um eterno arriscar-se
é o intervalo dos planos
e o pra sempre é outro dia
sempre longe, sempre lá
Eu quero o aqui e o agora
Parabéns, Maria da poesia!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar, R & R on 20 de novembro de 2009
Hoje é um dia especial, é o aniversário da Maria da poesia! Que merece sim mais uma singela homenagem neste blog por sua sensibilidade e benditas palavras! Não há uma pessoa pra quem eu mostre uma de suas poesias que não fique de certa forma tocada.
E como o meu final de semana promete ser muuuito romântico, apesar de, lá vai mais uma obra-prima:
NO ESCURO DOS OLHOS FECHADOS ME EQUILIBRAR NO DESEJO
a cama fluida como mar
o peito macio de ar e de risos
susurros suspiros sumiços no espaço
Detestos seus banhos em outras banheiras
e as músicas lindas que tinha por lá
tudo teu bonito eu quero
o de agora e o de depois
o de antes – o de antes
Quero o que dói e o que grita
teu suor, teus sonhos ruins
quero ser cura e veneno
quero o prazer mais pequeno que você puder sentir
Quando o planeta rugir
e o infinito for possível em todas as direções
quero ser eu nos teus dentes
teu nome em mim feito um filho
feito gente
feito carne de pegar
Coincidência
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar, R & R on 19 de agosto de 2009
MUITO MAIS QUE UM POEMA
alguma coisa que arde
e ao mesmo tempo serena
alguma planta que morde
e ao mesmo tempo semeia
metade monstro
metade sereia
cachorro de raça lambendo a minha mão
Muito mais que romance
muito mais que novela
você na minha vida é aquele que gera
o que espera
o que fica
o que vive as idades
você que sempre foi minha saudade
homem imenso que chegou sem avisar
Homem cubista
muitas partes
muitos todos
homem sonoro
voz que escorre pelo ouvido
homem de ver
homem de ter
homem de nunca mais largar
A Maria Rezende dedicou esse poema ao Rodrigo da vida dela. Que coincidência! Também tenho um Rodrigo que sempre foi minha saudade. Homem imenso que chegou sem avisar. Homem de ver, homem de ter, homem de nunca mais largar. A quem dedico esses versos, com amor! Love you, baby!
História de amor? YES!
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar, R & R on 30 de junho de 2009
Eu que ria do twitter…
Ia contar aqui no meu blog a história de amor de um casal que se conheceu pela internet anos atrás e vivem juntos até hoje com direito a filha e uma vida totalmente em comum em Portugal, mas antes de contar essa história, que por sinal já é bastante conhecida, agora posso contar uma que acaba de começar, da qual inclusive SOU PROTAGONISTA!
Não precisei sair de casa à procura de um romance. Ele praticamente caiu do céu, de um céu moderno sobre um mar virtual e me serviu como uma luva, que me aqueceu o corpo e a alma.
Ele me trouxe uma possibilidade no dia em que estivemos juntos pela primeira vez, no dia em que ele também não cogitava nada além de uma simples apresentação à mesa de um delica.
A sua mão quente descobriu o gelo da minha e por instinto resolveu aquecê-la. A minha mão gelada gelou mais ainda pela audácia da proximidade, mas não deixou de segurar a dele também e entrelaçar os nossos dedos.
Foi um gesto tão natural que diante da menor necessidade de soltarmos as nossas mãos, percebi o quanto o movimento era abrupto. E, nesse exato momento, sem mais nem menos, o atrevido segurou o meu tornozelo com firmeza ainda que pulando muitas etapas para tal intimidade e me mostrou todo o cuidado que uma pessoa até então estranha não teria com o meu frio.
Foi A pegada fatal! Já podia ouvir um tum-tum-tum dentro do meu peito, que tentei abafar, juro. O nosso desenrolar estava sendo tão perfeito, que parecia mentira.
Mas a verdade é que dali em diante nada mais parecia estranho. Era loucura achar que haveria algo bom, como um amor daqueles de cinema, mas também era loucura duvidar do que as nossas mãos já tinham anunciado.
Todos os minutos seguintes foram serenos e doces. A novidade de nós dois parecia-nos tão velha conhecida, que naquela mesma noite ele quis me beijar e eu disse SIM, beijando-o!
De lambuja segue uma poesia da Maria Rezende que tem tudo a ver com a intensidade deste momento:
DIAS DE AFÃ E FRENESI
fudendo homens magros e a cabeça pelas noites
O amor apareceu e foi quase banal
foi como se fosse normal aquele olhar entre os passantes
como se houvesse ainda cavalo e, portanto, rédeas
quando na verdade era tudo já galope, disparada
Pode conter mais tremor o caseiro que o mundano?
pode o veneno habitar o lar?
cabem certezas na inquietude?
O amor é jangada de pedra,
ilha desconhecida
barco sempre à deriva
Se pode gritar “terra à vista!”
mas não pisar lá – terra firme
o amor é navegar
Ele é R como eu, botafogo, mangueirense, é o Big em quem pretendo me derr-amar…
Falando em morte…
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para amar, Para ler e viajar on 2 de junho de 2009
Uma dica para amar V – Antes de morrer
As mortes são tantas hoje em dia, que me parecem ser mais comum do que a própria vida. São mortes criminosas, acidentais, consequentes, naturais, fatos tão corriqueiros que o abalo emocional só acontece quando a morte envolve uma pessoa próxima ou quando foge da normalidade que se espera individualmente.
No entanto, todas as formas em que a morte se apresenta são apenas morte para quem morre e inconformismo diante da perda do ente querido insubstituível ou da iminência certa e inevitável para quem ainda vive. Em ambos os casos, uma grande injustiça.
Presumo que a constatação na hora H seja unânime: uma vida, a vida que conhecemos, nunca é o suficiente. Quando a vida é digna de esperança, todo mundo quer viver mais e mais, cada vez mais. Quem nasce quer viver e não morrer, apesar da morte ser o único fim previsto a todos. Dificilmente aceita-se a morte.
Não tenho medo de morrer. Se eu morrer, morri, acabou. A questão é que ANTES de morrer, como um ser humano qualquer, QUERO VIVER MAIS! E não quero viver sofrendo, sentindo dor. Se isso acontecer que a morte seja breve, o meu alívio necessário.
No livro, A Aprendizagem, que não canso de citar aqui neste blog, mostra o tempo todo esse confronto entre a vida e a morte. Em certo momento, Ulisses diz assim:
“Antes de morrer se vive, Lóri. É uma naturalidade morrer, transformar-se, transmutar-se. Nunca se inventou nada além de morrer. Como nunca se inventou um modo diferente de amor de corpo que é estranho e cego e, no entanto, cada pessoa sem saber da outra, reinventa a cópia. Morrer deve ser um gozo natural. Depois de morrer não se vai ao paraíso, morrer é que é o paraíso”.
Se eu morrer hoje, vou ser pega de surpresa tanto quanto você. Será uma morte estúpida, precoce, injusta, porque a vida que vivi até aqui ainda não me foi o suficiente. E não tenho nenhum remédio que amenize o inconformismo que restará aos que me amam e ainda viverão, além da lição de que se deve VIVER APESAR DE. Só sei que até lá, assim como Lóri, “não posso ter uma vida mesquinha porque ela não combinaria com o absoluto da morte”.
*Minha solidariedade às vítimas do Airbus da Air France, voo 447 (01/06/09) e às vítimas de mortes estúpidas e precoces.
MORRER PODIA SER SÓ UM POUQUINHO
podia ser um passeio
viagem pela noite que acabasse no café
Morrer como uma aventura
uma montanha
andar o deserto a pé depois voltar
Como dançar de olho fechado
se perder em outro corpo
como uísque bom, um sono inteiro
um prazer, um cheiro
Morrer podia até ser um castigo
porta fechada com prazo de fim
mas não esse buraco, esse abismo
seu riso sempre ausente
sua música soando em mim
Maria da Poesia
Não posso dormir sem contar esta
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 26 de maio de 2009
Ontem à noite, de repente, o tempo fechou bem em cima da minha cabeça. A minha imaginação definitivamente não estava nos seus melhores dias. Fui dormir triste da vida, acordei macambúzia e sorumbática, conclusão: tive um dia difícil por causa de um motivo à toa, uma coisa boba mesmo que poderia ter passado despercebida.
Se estava certa ou não, pouco importa, exagerei e me deprimi. Isso que é realmente triste, apesar de engraçado! Agora só me resta rir de mim mesma: Rarará! Grande Renata!
Aproveitando que faltam duas horinhas para o dia de hoje acabar e o fato de estar me sentindo bem melhor, vou deixar aqui mais uma da Maria da Poesia que retrata muito bem o drama que vivi de ontem pra hoje e que me faz lembrar uma pessoa queridíssima que sempre que percebe em mim um certo mau humor, diz assim: não me faça malcriação!
TANTO ESFORÇO PRA SER BOA
Que acabei malcriada
Cada ‘não’ que escuto ou sinto
cada buraco na estrada
me atira de catapulta
num precipício de facas
E cada ‘não’ que não digo
Me afasta de um pulo e sempre
de ser a mulher que eu quero
e aniquila meu desejo
e confunde meu desejo
já não sei o que desejo
nem como é desejar
com toda a força aguda
que uma gente inteira tem
Meus dias são tropeçar
passos leves pelas casas
que é pra não incomodar
com o barulho da queda
E o som de todos os ‘nãos’
-os ouvidos e engolidos-
ressoa como granizo
no telhado de onde vivo
e não me deixa dormir
Ao meu parceiro
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 25 de maio de 2009
Parceiro, querido! Você não vai acreditar! Estava aqui agora arrumando umas coisas na minha mesa de trabalho, no meio daquela bagunça que não há arrumação que dê jeito, é teclado, é agenda, bloco de notas, caneta, hidratante para as mãos, celular, máquina digital, controle remoto, garrafa d’água, caneca, colírio, piranha, alicate, base incolor, vitamina C, alcachofra e uma pilha pequena dos livros que ainda não terminei de ler, onde por cima estava o Bendita Palavra. E não é que encontrei uma poesia falando sobre Parceria logo de cara?
Achei incrível ler a essência de todas aquelas minhas (nossas) reflexões sobre ter um comparte, um cúmplice, mais que um interesse comum, parte de si, uma relação além de qualquer vínculo contratual ou sanguíneo, e, inacreditavelmente, até do amor! Ei-la:
Parceria
É a coisa mais importante de todas as coisas
_aí incluídas
cama
café-da-manhã
amor
água quente
dinheiro
filhos
É a rede de proteção contra tudo que é ruim
Você tropeça, cai
mas não se espatifa o chão
É como rezar e ser atendido
É a temperatura certa
É o que te faz saber que tudo tu-tu-tu
que tudo nhem-nhem-nhem
e que mesmo quando tudo pá-rá-rá-tin-bum
você seguirá resistindo aos furações e às areias movediçãs
andando sobre as águas sem molhar as pernas
você existe
você é firme
você é
Eu sou
Essa Maria Rezende é mesmo um achado!
A você, Freitas, meu parceiro gorducho, queridíssimo e único! A quem não me canso de desejar sempre O melhor!
Beijos!
Agora vou contar outra coisa
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 19 de maio de 2009
Desculpem-me a falta de imaginação para títulos… Hahaha…
Bem (adoro essa palavra), há tempos estou louca para comentar alguma coisa sobre o livro Bendita Palavra, que recebi gentilmente da minha amiga (assim já a considero) Maria da Poesia. Ainda não li todas as poesias, mas posso garantir que o livro é uma delícia.
Inclusive, volta e meia ele é notícia. Domingo passado foi citado na coluna da Martha Medeiros e agora está à venda na Americanas.com. Ou seja, mais acessível do que isso, impossível!
Quem estiver atrás de uma poesia que provoca certas reflexões e foge literalmente do rame-rame que existe por aí, CONSUMAM MARIA DA POESIA!

Lógico que não terminaria este post sem deixar uma de suas poesias de lambuja:
AS COISAS BOAS SÃO PRISÕES SEM GRADES
pessoas boas são carcereiros sem chaves
o conforto é uma corrente que ata aos pés bolas imensas
felicidade é parede encobrindo o outro lado
Bons poemas são veneno: afastam palavras novas
caminhos cheios de setas não dão em praias desertas
o acerto de anteontem mata o risco dessa tarde
o sucesso é um uniforme que te obrigam a vestir
E o que é bom vira uma sina
mantém o mundo de cabeça pra cima
e você preso nesse lugar
**
Agora outra, lá vai:
BENDITA É A PALAVRA
que atravessa o meu deserto
e ultrapassa o meu silêncio
Bendita cada letra escrita
cada som soprado ou dito
-seja susurro, seja grito-
Bendito o fruto desse alfabeto
o eco que meus dedos trazem
espelho torto de me revelar
Eu velo é pela força dela
e são pra ela todas as minhas rezas
pro seu feitiço e pra sua ferida
Bendita também a palavra maldita
que bota fogo nesse apartamento
a portadora de toda agonia
Toda palavra carrega um incêndio
cada palavra tem no fundo um mar
bendita é a palavra que se deixa respirar
Musa do século XXI
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 12 de março de 2009
Vou aproveitar o ensejo do mês de março, o dito mês das mulheres, e algumas conversas que rolam, inclusive, na blogosfera para atacar de Maria Rezende de novo. A Maria, aquela da poesia, artista contemporânea, você não conhece?

As mulheres passaram muito tempo subjugadas, sem dúvida. Até que inventaram o feminismo. Acho que foi um movimento manipulado pelos homens, só pode! Nunca vi nada ser tão distorcido. Igualar sexos que são distintos por natureza. Hahahah.. Que fiasco!
Acreditem, ainda vivemos numa sociedade machista. A mulher, além de ser mulher, tem que ser homem. Ganhou mais atribuições e continua com um salário desproporcional.
Ai dela, se bancar a fragilzinha! A situação é tão crítica que mesmo que quisesse não daria. Tem que ser…
Gata, gostosa, tesudinha:
dá de quatro, dá de lado e ainda dá a bundinha.
Aberta, relax, super moderninha:
divide o namorado com hippies e patricinhas.
Séria, independente, meio estressadinha:
tem sua própria casa e paga as contas sozinha.
Culta, inteligente, artisticazinha:
Cita filosofia, curte música e um cineminha.
Doce, prendada, jeitosinha:
lava a roupa, arruma a casa e ainda cozinha.
Faz a unha, faz uns bicos, faz café, faz 69,
busca o cara no seu carro e ainda dirige pro motel.
Compra frutas, roupa nova, se depila e lê de tudo,
tem email, tem um blog, tem crédito no celular.
Não pede ajuda, não liga pra bagunça, não chora à toa, não fala demais.
Não é careta nem doidona,
adora esportes na tv e sexo de madrugada,
não fala em filhos nem casamento
e cuida sozinha da anticoncepção.
Por ela suspiram os machos do século 21,
e por causa dela sofrem as fêmeas,
meros projetos de musa,
nós, mulheres reais.
Esse é o resumo do que devemos ser, antes que o século XXI nos atropele.
Quando saio com as minhas amigas, as queixas são praticamente iguais. Falta de homem, autonomia e paz.
A cada dez mulheres solteiras, duas são relativamente independentes. Afinal, não dá para ter sorte no amor e nos negócios ao mesmo tempo. Leva-se uma vida meia-boca, nenhum amor de cinema ou dinheiro suficiente para gozar a vida, literalmente.
Pior é que na maioria dos casos, não existe independência relativa nem total. Coisa mais difícil é sair da casa dos pais ou sair e não precisar do reforço da ‘mesada’ no final do mês.
E incrivelmente as mulheres independentes que conheço são (muito bem) casadas. Não porque dependem do marido e sim porque uniram forças e deu certo. Elas trabalham, são esposas, são mães e felizes. Diria até que são mais que independentes, são completas. Do jeito que todas querem ser.
Homens, homens! Se existe algum segredo entre nós mulheres, é que queremos apenas viver de amor sincero, exatamente como naquela antiga música do Tim Maia. Dinheiro é consequência. O amor, a maior motivação!!! Mulher que se preza quer uma vida a dois. Sem essa de autossuficiência, pura ilusão! Solidão tardia e implacável.
Mas o problema da mulher é ainda muito mais grave. Amor dentro de si não falta. Tanto que ela virou homem, faz de tudo um pouco e ainda toma um chopp. O problema é a falta do homem com H maiúsculo, já que boa parte deles debandou, desmunhecou e a que sobrou ou já está devidamente comprometida ou integra o grupo de machistas que ainda subalterniza a mulher e banaliza seu gênero. Ai que raiva e pena das bobas que caem no papo-furado desses cretinos (se serve de consolo, já caí algumas vezes!).
Não sei porquê a história tomou esse rumo logo no século XXI, que exige de mim ser musa, que esdrúxulo!, enquanto na verdade gostaria de ser princesa (A Drika que o diga! Também não conhece essa louca.mente?).
E antes de finalizar, quero ressaltar que as minhas amigas que são independentes, felizes e completas no casamento, também possuem maridos tão realizados quanto. Juro! Eles não querem outra vida! Casamento é instituição falida o escambau! Isso é conversa de gente medrosa, que não sabe amar, que não sabe que pode casar mais de uma vez.
O que todos procuram é a felicidade nos braços de alguém, a base de tudo, os que rejeitam essa idéia, estão mentindo descaradamente. A fila nunca para de andar. A eterna busca do par perfeito. A ver-da-dei-ra oportunidade.

Nada de sexo, só amizade e muito ciúme
Posted by Renata Fern in Bem à vontade, Maria da Poesia, Para ler e viajar on 13 de fevereiro de 2009
Não acredito em amizade colorida, em amigos que transam. Ou é paixão enrustida ou é putaria. Pode ser também simpatia quase amor, qualquer coisa, menos amizade. Acho impossível sentir tesão por um amigo de verdade, por mais que ele seja admirável, apaixonante. A relação é diferente, pelo menos a minha com meus amigos funciona assim. E adoro a maneira como nos relacionamos, nos respeitamos. Alguns até confundem as coisas no início (outros no meio também… hahaha… ), mas depois que o engano se resolve, a relação que fica é muito bonita, legal, sincera, divertida, enfim…
Engraçado é que, apesar disso, não escapamos dos amigos ciumentos. Interferem diretamente como se donos fossem de nossas vidas. Abusados que são! Tanto os homens como as mulheres. Criticam sem papas na língua. Provocam situações delicadas, confundindo nossas cucas. E até que um convença o outro, disso e daquilo, ficamos em stand by, afinal, é muito chato bater de frente com um amigo.
O caso é que esta minha solteirice, que parece não ter mais fim, está cada vez mais cômica. Insistem em me arrumar pretendentes. Cada figura que me aparece (sem comentários)! Aí quando pinta um interessante, os ditos cupidos colocam tantos defeitos que desanima totalmente. Os avisos são os mais absurdos possíveis: Ó! Fulano fuma, bebe, é galinha, é divorciado, tem kit (filho e ex –mulher), tem complexo de superioridade, é estúpido, é seco, é feio, é gordo, tem pau pequeno… mas é um partidão! Vai entender!
Enquanto isso.. Dear friends, don’t give up of me. Stay being my cupid! E se quiserem me apresentar alguém com pau mole, apresenta logo, anda!!! Adoro pau mole! Do jeitinho que a Maria Rezende poetizou:
—————————————–
Pau Mole
—————————————–
Adoro pau mole.
Assim mesmo.
Não bebo mate
não gosto de água de coco
não ando de bicicleta
não vi ET
e a-d-o-r-o pau mole.
—————————————–
Adoro pau mole
pelo que ele expõe de vulnerável e pelo que encerra de possibilidade.
—————————————–
Adoro pau mole
porque tocar um pressupõe a existência de uma intimidade e uma liberdade
que eu prezo e quero, sempre.
—————————————–
Porque ele é ícone do pós-sexo
(que é intrínseca e automaticamente
- ainda que talvez um pouco antecipadamente)
sempre um pré-sexo também.
—————————————–
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
—————————————–
É dentro dele,
em toda a sua moleza sacudinte de massa de modelar,
que mora o pau duro e firme com que meu homem me come.
—————————————–
















Ping-Pong