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A pouca realidade

Gula de viver e Gullar – XV

Hoje quando li a coluna do Gullar, me senti em sintonia com o meu ex-parceiro (ex porque ele sumiu!). Quando o Gullar fala de arte, o meu ex-parceiro vai ao delírio. Atualmente, ninguém parece entender a transcendência do que é a arte, como o maior poeta vivo.
Realidade não é arte. Como disse o poeta, mostrar a realidade que já conhecemos é redundante. É uma experiência científica, antropológica, qualquer coisa, menos artística.
Não estou dizendo que a realidade não instiga mudanças, mas é a arte que possibilita infinitamente a criação do universo imaginário e melhora em muito a própria realidade, vence a monotonia.
Quando o Gullar disse que A arte existe porque a realidade é pouca, não nos basta. Copiar a realidade é chover no molhado, ele simplesmente citou Aristóteles, que há séculos, antes de Cristo, disse:

A finalidade da arte é dar corpo à essência secreta das coisas, não é copiar sua aparência.

Essa conclusão deveria ser óbvia pra todo mundo que se diz artista ou entendido em arte hoje em dia!
É, por isso, que também não entendi aquele episódio do cachorro que morreu de fome em nome da arte. Que arte? Aquilo simplesmente foi um embuste, porque a ideia que se quis passar, de constatar a hipocrisia alheia, foi muito além da realidade comum que se vê nas ruas. O cachorro estava amarrado covardemente, sem qualquer possibilidade de mudar seu destino.

Crueldade em nome da arteO que  se presumiu como arte foi crime, digno de prisão.
Outro caso que também me chamou atenção foi a exposição da tal Sophie Calle. Desde quando expor recalque, orgulho ferido é arte? Desde quando expor as frustrações de um relacionamento, seja em capachos ou em quadros,  é arte?
Aquilo ali, pra mim, não soou como superação ou transformação de nada, pelo contrário. Vi um absoluto ressentimento, ranço de história de fogo e falta de humildade.
Se eu fosse o cara da carta famigerada, processaria! Hahaha…
É muito fácil se colocar na posição de vítima ou se achar perfeita e superior como se nada pudesse ser mudado em sua personalidade. Isso é soberba demais para o meu gosto.
A arte (de viver) ali aconteceria, se ela soubesse se colocar no lugar do outro e se reinventar. Mas lamúrias em público? Não consigo nem ver sinceridade nesse tipo de atitude e sim um lance totalmente comercial, um circo interativo de quinta categoria, um caso perfeito para o Dr. Phill ou Márcia Goldschmidt! Nunca, jamais para uma galeria de artes, francamente!

Expor roupa suja ao público, por meio da arte, nunca leva a uma obra-prima. (François Truffaut)

Assim como o poeta e com certeza como o meu queridíssimo ex-parceiro, prefiro a Noite estrelada de Van Gogh:

Noite estrelada de Van Gogh

E agora, com a palavra, Gullar:

São Paulo, domingo, 07 de março de 2010, Folha de São Paulo, Ilustrada.

A pouca realidade

A arte existe porque a realidade não nos basta; copiar a realidade é chover no molhado

LEIO QUE a próxima Bienal de São Paulo será tomada por filmes, fotografias e videoinstalações. E não serão filmes de ficção, mas filmes que tratam da realidade política, econômica e social. Essa notícia veio ajustar-se a uma leitura que tenho feito do rumo tomado pelas artes plásticas, segundo a qual tudo o que nelas era fantasia foi substituído pela realidade. O realismo do passado representava a realidade; o de agora mostra-a.
A grande arte inventa o real, subverte-o, enriquece-o mesmo quando se trata de realistas como Corot ou Courbet. Digo que a arte existe porque a realidade é pouca, não nos basta. Copiar a realidade é chover no molhado.
Após o realismo do século 19, veio o impressionismo, de Monet e Renoir, em que a realidade do mundo dissolvia-se em luz e cores vibrantes, que mudavam com o passar dos minutos. Cézanne queria uma pintura menos fluida, mais sólida, mais próxima do real, porém, grande artista que era, terminou por desintegrar as formas reais em manchas, abrindo caminho para o cubismo. Ele dizia que, sem a natureza, não havia pintura, mas, em vez de copiá-la, tratou de mudá-la em sua pintura: a substância das maçãs que pintou é pictórica, não é a mesma da maçã real.
Pois bem, os cubistas inverteram a questão; em vez de partirem da natureza, partiram da tela, dos elementos gráficos e cromáticos para reinventar o real: o cachimbo, que se vê numa natureza-morta de Braque, não existe; ele o inventou. Foi o começo de uma revolução que a tudo subverteu e, o quadro, agora, tanto podia ser pintado como feito de recortes de jornal, fios de arame, barbante, areia, pano colado na tela. Expulso da pintura o objeto natural, tornou-se o quadro o objeto da pintura e, assim, qualquer coisa que se pusesse ali viraria arte. E nasceram a arte Merz (quadros-colagens), de Schwitters; o dadaísmo, de Arp e Duchamp; o suprematismo, de Malevitch; sem falar no neoplasticismo, de Mondrian. Implodida a linguagem pictórica, todos os caminhos se tornaram possíveis, menos a volta à imitação da natureza.
A tendência realista foi consequência da substituição da visão religiosa pela concepção científica e do desenvolvimento industrial. A linguagem abstrato-geométrica da arte levou Malevitch ao impasse da tela em branco, que o fez trocar o quadro pela construção no espaço real. Por sua vez, Schwitters passou a construir o Merzbau, uma “assemblage” tridimensional, que crescia todos os dias, a cada novo elemento que ele trazia da rua. Lygia Clark, décadas depois, no Brasil, diante do mesmo impasse, também abandonava a tela pela construção no espaço real, inventando os bichos e objetos relacionais, que, na verdade, eram pura sensorialidade, ou seja, a expressão reduzida à sua realidade material.
Com a eliminação da referência à natureza e o fim da linguagem pictórica, o quadro, como espaço imaginário, morrera e a matéria da arte passou a ser a realidade “tout court”. A rejeição da arte, como expressão estética, tornou-se a tendência preponderante. Se um artista amarra um cão numa galeria de arte, para fazê-lo morrer de fome e sede, e outro convida pessoas para verem larvas de moscas através de um microscópio, deixam evidente que o que lhes resta é mostrar a realidade, já que, sem a linguagem da pintura, não podem reinventá-la, como a arte sempre fez. E assim são levados a crer que o que vale é o real; arte é mentira. Sim, a mentira mais verdadeira que a verdade, como o sabia Pablo Picasso.
Os estetas e teóricos da arte, como os artistas, sempre entenderam que arte e realidade são coisas distintas, pelo fato mesmo de que a arte-pintura, sendo um modo de expressão, não tem a materialidade das coisas reais. Ao substituir as significações simbólicas pela exposição pura e simples dos fenômenos reais, abre-se mão da capacidade humana de criar um universo imaginário que, durante milênios, contribuiu para fazer de nós seres culturais, distintos dos demais seres vivos que, estes, sim, limitam-se à experiência do mundo material.
Neste contexto, a próxima Bienal de São Paulo muda-se em festival de cinema, fotos e vídeos para nos mostrar a realidade que já conhecemos: a guerra, as penitenciárias, os prostíbulos, os drogados, enfim, o pesadelo redundante, que nos chega diariamente pela televisão e pelos jornais. Ao contrário disso, uma obra de arte como “Noite Estrelada”, de Van Gogh, por exemplo, não é nunca redundante; é sempre atual, é um deslumbramento a mais no mundo. A arte existe porque a realidade não nos basta, sabiam?

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Educação versus tecnologia

Outro dia critiquei o fato de algumas pessoas se excluírem do mundo digital. Disse (abismada) que ainda é possível viver sem internet, embora essa atual exclusão, opcional ou não, já tenha comprometido bastante a adaptação neste mundo, que promete ser cada vez mais tecnológico.
Mas citei a internet apenas como um dos meios de comunicação, sem enfatizar que já é o principal expoente da comunicação. O problema, que não é mais problema, graças aos smartphones, é o acesso à internet. Só não carrega a internet no bolso quem não quer ou quem ainda não pôde investir em um desses celulares inteligentes.
E hoje, curiosamente, lendo a coluna da Danuza Leão na Folha de SP, que sempre leio com uma certa implicância, tenho que admitir que ela acertou em cheio no tema. Fez uma excelente crítica ao péssimo comportamento que está se desenvolvendo com o uso desses celulares modernos e me fez pensar no conflito de gerações, que mesmo ignorado pelas indústrias, existe e se destaca quando o assunto é educação.
Ou seja, não há escapatória, educação é elementar à existência e se sobrepõe a tudo que se possa imaginar, ao mais avançado conceito tecnológico. Por exemplo, quando tive o meu primeiro celular também sofri daquela submissão tecnológica, cheguei ao ponto de dormir com o aparelhinho ligado pensando na possibilidade de alguém me ligar altas horas, como se o meu sono não fosse mais importante. O celular passou a ser parte integrante do meu corpo, estava sempre comigo. Tudo bem que em caso de desgraça, catástrofe, qualquer emergência o aparelhinho ligado full time é de grande serventia. Mas pensar assim não é paranóia demais?
Foi por isso que criei expediente para o meu celular. O bendito fica ligado quando eu me sinto disponível para falar com quem quer que seja. Do contrário, a pessoa que deixe seu recado, que eu retornarei assim que puder.
Não interrompo minhas refeições, conversas com amigos, momentos íntimos, aliás, nessas ocasiões o pobre nem fica mais do meu lado. A não ser quando estou esperando uma ligação de extrema importância ou que seja também de interesse das pessoas que estão ali comigo. Existem casos e casos.
Entretanto, o que percebo hoje em dia é que a maioria das pessoas conectadas se perde no falso prazer dessa ânsia de ser mídia a qualquer momento, com esses aparelhinhos cada vez mais sofisticados. Viram ‘usuárias compulsivas’, banalizando qualquer intimidade, exclusividade, ou coisas que deveriam apenas ser ditas ao pé do ouvido de alguém especial e não aos sete cantos do mundo. Vejo tudo isso como uma grande histeria coletiva, como se ninguém mais conseguisse ficar sozinho-sozinho.
Sei lá! Estou cada vez mais reticente quanto a essas exposições exageradas e submissões tecnológicas, que as pessoas mal se dão conta.
Tenho contatos no twitter que ficam online praticamente tempo integral, falando sobre tudo, dando um passo a passo do seu cotidiano, expondo pensamentos sucessivos, de segunda a segunda. Acho um exagero! Oitenta por cento (sendo bem legal) do que é dito não me interessa e também não interessa a ninguém.
É preciso cuidado pra não cair nessa esparrela que são as redes sociais, levando em conta aquele papo do “trepar socializado” de Marcuse. Sem contar que manter a privacidade e a discrição de certos assuntos também é uma questão de educação.
Mas voltando ao papo da Danuza, o que ficou claro pra mim é que enquanto os futurólogos queimam as pestanas em como conciliar as mídias para um mundo mais informatizado e interativo, esquece-se a questão do conflito de gerações.
Aliás, essa questão me parece um tanto quanto ultrapassada, considerando as exigências profissionais e até mesmo sociais. Em linhas gerais, não importa mais a idade e as experiências individuais e sim a pré-disposição que qualquer um tenha à obtenção de resultados imediatos. É só isso que interessa ao mercado.
Infelizmente, o tempo em que vivemos é o sobrepujamento do passado e futuro. É um atropelo em nome da ruptura que não se sabe exatamente de quê. Daí a existência de tantos outros conflitos, como os ideológicos, culturais, étnicos, políticos, religiosos, organizacionais, internacionais e até mesmo existenciais.
E eu me pergunto: Pra que tanta pressa? Que cretinice!
São muitos os exemplos que fazem nossa sociedade totalmente paradoxal, porque o conflito maior e subsequente ao conflito de gerações é o conflito de interesses entre os governantes e os governados, a indústria, o trabalhador e o consumidor. O homem é capaz de lançar satélites meteorológicos de quinhentos milhões de dólares no espaço, mas não resolve o problema da fome, do trabalho escravo etcetera e tal. Problemas considerados redundantes e que parecem sem fim, mas que são primordiais à evolução da sociedade e às expectativas das gerações, que distinguem muito bem em seus sonhos o conceito de superficial e essencial.
Enquanto uns sonham com os smartphones da vida, outros sonham com a esperança de óculos, um filho de cuca legal, querem plantar e colher com a mão, a pimenta e o sal.
Como disse a Danuza, o que os gênios dessa indústria ainda não perceberam é que existe um imenso nicho a ser explorado: o das pessoas que, apesar de conseguirem sobreviver no mundo da tecnologia, têm uma alma simples.
E essa alma simples, pelo menos no meu entender, tem a ver com senso de benevolência, que só a sabedoria adquirida ao longo dos anos, geração após geração, pode firmar, educar.
É esse senso que se fosse conservado e valorizado como alicerce para o futuro, tornaria nosso presente muito melhor e não o futuro, que para muitos de nós sequer acontecerá.
Pensar no futuro, agir como se lá estivesse, ou fazer uso de coisas modernas ignorando tantos problemas sociais pendentes é um acinte.
Como resolver esse caos a tempo? Não faço a menor ideia.
Mas, com certeza, não é twitando o que se passa na própria umbigosfera de segunda a segunda, tempo integral, via smartphone, privando-se de qualquer exclusividade e interrompendo momentos reais. Isso é o cúmulo do egocentrismo, da superficialidade e de sei lá mais o quê.

Da Renata,
que foge da histeria coletiva,
que sonha com um mundo melhor,
mas que quer muito um smartphone! :P

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DANUZA LEÃO

São Paulo, domingo, 7 de março de 2010, Folha de São Paulo, Ilustrada.

A felicidade dura pouco

Com alguém ao lado falando num celular, lendo os e-mails, não se pode nem ao menos pensar. É a solidão total.

HÁ MUITOS, muitos anos, havia uma musica de Zé Rodrix que nos emocionava. Os primeiros versos diziam “eu quero uma casa no campo, onde eu possa compor muitos rocks rurais”; e continuava dizendo coisas lindas, como “eu quero a esperança de óculos e um filho de cuca legal, eu quero plantar e colher com as mãos a pimenta e o sal”. Era com isso que sonhávamos, mesmo sem saber, ou era o que gostaríamos de querer; belos tempos.
Os anos passaram, e os sonhos, no lugar de se ampliarem, encolheram.
O que é que se quer hoje em dia? Menos, acredite, pois querer um celular novo que faz coisas que até Deus duvida é querer pouco da vida. Meu maior sonho é bem modesto.
Nada me daria mais felicidade do que um celular que não fizesse nada, além de receber e fazer ligações. Os gênios dessa indústria ainda não perceberam que existe um imenso nicho a ser explorado: o das pessoas que, apesar de conseguirem sobreviver no mundo da tecnologia, têm uma alma simples.
As duas mais dramáticas novidades trazidas pelos celular foram as odiosas maquininhas fotográficas e a impossibilidade de uma conversa a dois. Quando duas pessoas saem para jantar, é inevitável: um deles põe o celular -às vezes dois- em cima da mesa. O outro só tem uma solução: engolir, mesmo sem água, um tranquilizante tarja preta.
No meio de uma conversa palpitante, o telefone toca, e a pessoa faz um gesto de “é só um minuto”. Não é, claro. Vira um grande bate-papo, e não existe solidão maior do que estar ao lado de alguém que te larga -abandona, a bem dizer- para conversar com outra pessoa. No meio de um deserto, inteiramente sós, estamos acompanhados por nossos pensamentos. Com alguém ao lado falando num celular, lendo os e-mails ou checando as mensagens, não se pode nem ao menos pensar. É a solidão total, pois nem se está só nem se está acompanhado. Tão trágico quanto, é estar falando com alguém que tem um telefone com duas linhas; no meio do maior papo, ele diz “aguenta aí que vou atender a outra linha” e frequentemente volta e diz “te ligo já” -e aí você não pode usar seu próprio telefone, já que ele vai ligar já (e às vezes não liga). Não dá.
Raros são os que atendem e dizem “estou com uma amiga, depois te ligo” -nem precisavam atender, já que o número de quem chama aparece no visor, e as pessoas têm todos eles de cor na cabeça, como eu não sei.
Eu juro que tentei, já troquei de celular três vezes, mas desisti. Recebia contas que não entendia, entrei, de idiota, num “plano”, e quase enlouqueci quando quis sair. Hoje tenho um que praticamente não uso, mas é pré-pago, e só umas quatro pessoas conhecem; ponho 20 reais de crédito, se não usar não vou à falência, mas pelo menos não recebo aquelas contas falando de torpedos e SMS, coisas que prefiro nem saber que existem. Ah, e meus telefones fixos são com fio.
Do carro já me livrei: há cinco anos não procuro vaga, não faço vistoria, não pago IPVA, nem seguro, e sou louca por um táxi. Até ontem me considerava uma mulher feliz, mas sempre soube que a felicidade dura pouco: hoje ganhei um iPod. Uma quase tragédia, eu diria.

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Bebês a bordo

Quando eu era criança tive uma boneca que batizei de ‘Lúcia’. Ela era bem interessante: cabelão loiro até os ombros e o corpo vermelho de espuma. A Lúcia era maior do que eu. Pegava a coitada pela mão e arrastava por todos os lugares. A minha vida era passear com a Lúcia, minha filhinha, e colocá-la para dormir. Se me lembro bem, ela não fechava os olhos e, por isso, eu acabava dormindo primeiro. Em compensação, quem sempre acordava primeiro era ela.
A vantagem da Lúcia é que ela não era só uma boneca, era uma almofada, ou seja, ela vivia grudada comigo, eu dormia abraçada com ela. Até banho tomávamos juntas. Depois era só torcer bem a ‘Úcia’ e pendurá-la no varal. A minha mãe disse que levei um choque no dia em que vi a ‘Úcia’ pendurada no varal. Exigi que tirasse a pobre de lá aos prantos. E a partir de então ela se secava na cadeira da varanda, como se fosse uma pessoa pegando sol.
Lá pelas tantas, depois de ganhar outras mil bonecas e crescer mais um pouquinho, fui visitar uma vizinha com a Lúcia a tiracolo. A filha da vizinha, mais nova do que eu, se apaixonou pela Lúcia, mesmo já um pouco desbotada, cabelo desgrenhado, a tal da Deda, queria porque queria a Lúcia. O meu primeiro ímpeto foi: NÃO! Mas a minha mãe achou que era mais fácil eu desistir da Lúcia do que a Deda. Deve ter dito: Dá a Lúcia pra Deda, você tem outras bonecas mais bonitas, a Lúcia está velha, acabada. E eu ligeiramente persuadida dei a Lúcia pra Deda.
Naquela noite ninguém dormiu. Eu não chorava, eu gritava: Eu quero a ‘Úcia’! Eu quero a ‘Úcia’. Fiquei tão arrasada que tive febre. E não havia boneca no mundo que substituísse a ‘Úcia’. Não me lembro o que me distraiu. Só sei que nunca fui amiga da tal da Deda que até hoje mora aqui perto.
Depois da Úcia, fui mãe de mais umas tantas, mas a relação não era tão intensa. Abandonei todas de vez quando ganhei a minha primeira caloi.

Mas que papo é esse, Renata?

Bem, é pra dizer que nós meninas somos programadas para ser mães desde pequenas. As mães estimulam as brincadeiras. O comércio mais ainda. É natural crescermos com essa vontade maternal aguçada, fora o instinto do próprio sexo entranhado. Aprendemos muito cedo o conceito de mãe e família, enquanto os meninos aprendem a se aventurar, com suas bolas, carrinhos, pipas… Nunca vi menino ganhar boneco ou casinha pra brincar de papai e filhinho. Daí talvez isso explique por que ser homem é mais legal, por que os homens amadurecem muito tempo depois. Enfim.
Se é fácil ensinar a ser mãe, por que não ensinam sobre sexo e suas consequências, finanças?
Digo isso porque cresci querendo ser mãe, mas com a consciência de que não basta querer, existem outras implicações. Sou uma em cem mil ou mais talvez com essa percepção.
E as crianças nascem a torto e a direita, como se não houvesse amanhã.

Bebê a bordo

Atualmente, um dos 6 filhos do empregado daqui de casa, que tem apenas 18 anos, tratou de arrumar uma namorada e colocá-la dentro da casa do pai que também sustenta 7 NETOS. Não dou um mês para essa menina aparecer grávida.
A minha prima que tem um filho superativo criado aos trancos e barrancos, tendo que bancar terapia etc, engravidou de novo, mesmo com a vida financeira apertadíssima, não interessa, a minha prima vai ser mãe de novo! E outros casos por aí porque ultimamente o que mais tenho visto é mulher grávida ou com bebê recém-nascido de qualquer nível social.
Sinto que as mulheres de uma maneira inexplicável, consumidas por um desejo desenfreado, abriram as fábricas, querem ser mães urgentemente, porque grande parte (SIM) sabe como prevenir e não o faz, seguem a filosofia de que no final das contas tudo se ajeita.
Talvez eu seja responsável e neurótica demais nessa parte. Porque se desse evasão para o meu instinto, já teria tido uns três e ainda teria adotado mais alguns. Mas me acho tão despreparada financeiramente… Filho pra mim é sinônimo de cifrão. Além do que é preciso coragem, se libertar do receio de qualquer coisa dar errado e de que o mundo não é tão violento.
Eu vou ser mãe muito em breve, faz parte dos meus planos, mas só porque esse sonho representa um plano minuciosamente calculado.
Entenderam?

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Picardia

Prezado leitor,
Prepare-se para fazer um caminho sem volta no meu blog. Preste atenção como uma coisa leva a outra.

Não aguento quando me perguntam como tenho saco pra internet. Não é uma questão de ter ou não saco. Simplesmente trabalho online, é natural que eu usufrua a parte de entretenimento também. Entre um trabalhinho e outro, atualizo os tweets e falo com algumas pessoas pelo msn ou skype etc.
_ … atualiza o quê?
_ Tweets!
_ 0.O
_ Tweets, twitter.
_ Ahhhh…
Com essa deu pra sacar que a pessoa ouviu falar remotamente sobre twitter e não faz a menor ideia do que se trata efetivamente. O pior é que ainda insistiu em criticar minhas atividades online:
_Eu não tenho saco pra ficar nessa o dia inteiro. Pego logo e ligo!
Até aí morreu Neves. Não me disse nada. Mas tentando analisar calmamente, se a pessoa falou das redes pensando no internauta maníaco, realmente as redes absorvem muito e um contato mais direto, pessoal, é sempre melhor. Mas se a pessoa falou de um modo geral, deu pra perceber que ela não entende patavina de internet, muito menos do que as redes possibilitam, incluindo um contato mais direto!
Já com um quê de irritação, concluo que provavelmente essa pessoa paga a internet pra acessar… nem imagino o quê. Orkut, com certeza!
_Não, eu não tenho orkut. Aquilo lá me irrita.
Aí quem ficou com cara de tacho fui eu. No Brasil qualquer usuário reles tem orkut.
Dos dez mil degraus que a pessoa tinha descido no início da conversa, subiu três nesse momento.
_E por que o orkut te irrita?
_ Ah é muito ti-ti-ti, assuntos sem consistência nenhuma. Não preciso me expor na internet pra interagir com um amigo que seja, na frente de outros desconhecidos, só pra falar besteira.
_Que tipo de besteira?
_Bajulações, piadinhas inconvenientes, provocações, sexo…
Nesse momento, a pessoa subiu uns mil degraus no meu conceito. Comecei a me interessar pelo papo de verdade e entendi que de fato ninguém é obrigado a gostar de internet. Existem várias formas de comunicação, a internet é ainda apenas uma delas. Sei que isso soa estranho à beça, mas ainda é possível viver sem internet. Embora eu acredite que essa exclusão digital já tenha comprometido bastante o futuro dessa pessoa, sem que ela se dê conta do tamanho do prejuízo, enfim…
E eu que já estava taxando a pessoa de ignorante pra baixo no início da conversa, com aquele meu saquinho de filó básico, tive que dar a mão à palmatória sobre a percepção aparentemente vaga daquela pessoa. Uma coisa é certa, existem contatos e contatos, um é a sua resposta, o outro, pura provocação! E você acaba sendo diferente com cada um deles.
Cria-se facilmente um ambiente de picardia, principalmente com as pessoas mais próximas, parece incrível! Esnobação, exibicionismo, competição, alfinetadas, zombaria, nem sempre no clima do humor do dia, do grau de TPM.
E criticar a consistência de certos assuntos não sei até que ponto é relevante, afinal, muitos só querem bundear, extravasar sem compromisso filosófico ou intelectual. Não há pecado nisso. Cada um é que sabe de si.
Mas sobre sexo especialmente, assunto que rola em qualquer lugar e o tempo inteiro, considerando também o fato de que não há como não ter uma opinião sobre o tema, sou adepta daquele conceito de que quanto mais se fala (escreve), menos se faz, embora contraditoriamente seja necessário falar (escrever), no mínimo, a título de informação. Sexo sempre causará polêmica, curiosidade pela novidade que representa a cada experiência, mas divagações sobre ceninhas eróticas do jeito que leio excessivamente em vários blogs, tweets não me dizem absolutamente nada! Isso é papo de masturbador, de ranço de *história de fogo, histeria!!!
Não foi à toa que Francis disse ao Bial em 89: Pedro, o ser humano é de classe média!
Filosofando sério a la Freitas…
Ou seja, a genialidade dessa simples frase do Francis concluiu que no fim das contas todo mundo gosta das mesmas coisas. Exatamente o que Marx não previu. A história mostrou que não é a base material, é a superestrutura de valores que conta.
Marx pensava apenas no materialismo. Esqueceu que o homem se vende pelo prazer e nele se perde.
Prazer é libido. Porque prazer por bens materiais ou sociais já é abstração do prazer. Essa distinção que ninguém entende hoje em dia.
Mas como é difícil satisfazer a libido, talvez até impossível, é mais fácil apelar pra representação. Nesse ponto faltou ao Marx, uma pequena dose de Freud.
Marx esqueceu que a busca do materialismo já é uma busca por valores, já é uma representação. Pão e circo resolvem. A libido não satisfeita busca satisfação no materialismo. Não pra resolver questões essenciais e sim pelo “prazer simbólico”.
Agora, quando a libido é totalmente satisfeita… ama-se até numa casinha de sapê. E dinheiro pouco importa. O homem descobre que nasceu pra trepar!!!
O problema é que não podemos nos dedicar a essa libido compulsivamente. Se ficarmos só trepando, morremos.
Esse é o raciocínio do Herbert Marcuse. Ethos = pathos; Prazer = morte. Por isso, o homem é pluridimensional. Com dimensões de falso prazer, representações do prazer. Tipo: cinema – jantar – boite – hotel. O “trepar socializado”.
Marcuse é genial! Entretanto, quem está na moda é o Zizek, que pega Lacan em vez de Freud. Lacan fala de representações simbólicas “socializadas” do (falso) prazer. O (falso) prazer é necessário senão a sociedade acaba em Sodoma e Gomorra… Hahahah..
Concluindo: Marcuse escreveu sobre um homem multidimensional. Em oposição a um homem unidimensional. Ele fala em dimensões. Lacan fala de representações simbólicas, que Marcuse chamava de sublimação.
O ponto comum é que os dois veem nisso um aspecto repressivo do social. Marcuse chamava as tais representações de sublimação repressiva ou dessublimação. Semelhante a: perdi meu amor, vou virar freira. Ou vou sair dando por aí e que se foda.
Mas libido não é sexo. É sexo-amor. Com amor. Ou como realização do amor. Gozar por gozar é como punheta, comer por comer ou dar por dar é o mesmo que punheta. Não é libido. Não é prazer (ato + sentimento). É repressão. Zizek exemplifica com cinema, rock e, por isso, é badaladão!
Tem um texto dele sobre o filme do Mel Gibson: “A fé em tempos de café descafeinado“. Como está valorizado o fato de as coisas perderem sua essência: leite desnatado, café descafeinado, adoçante em vez de açúcar, doce dietético, tecido sintético por seda, realidade virtual, sexo no computador. O problema é pagar as contas, não ser feliz. Porque ser feliz é comprar coisas, mesmo que não precise delas. Total deturpação! Aquele papo de que a melhor terapia é gastar, fazer compras, é balela! Isso é coisa de homem de classe média.
Entenderam como uma coisa leva a outra? Aquela simples frase do Francis estava profundamente embasada. A classe E não tem plano de saúde mas tem TV a cabo. A classe E quer tênis da moda. A classe E não estuda, mas frequenta bares, boites, bailes funks e aí…vai ficando atoladinha, vai ficando atoladinha…
É a degradação humana. O homem se perde no pseudo prazer, que é a tal repressão.
Prazer é sorrir sem saber bem o porquê. Está relacionado com espontaneidade. Quando amamos, sorrimos sozinhos. Por nada. Isso é pura libido!!!
Contudo, ainda existem os espertos que acham que sexo não tem nada a ver com amor.
O sexo é a procura, é o meio de amar, de consumar apenas o amor. O resto é bronha!
Por isso também que ninguém é feliz sozinho, o amor é a dois.
Só mais uma coisinha: A tal frase do Francis explicou muito bem a derrubada do muro.
E também o porquê de quase ninguém abordar o assunto “sexo” com consistência. O ser humano é de classe média “e gosta mesmo é de cultura de mídia” – o final é meu.

Da Renata,
Que nem ri mais dos que vivem de picardia;
Que sobre sexo, não dá ibope pra tosqueiras;
Preocupa-se apenas com seu amor!

*OTTO

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Atirando para todos os lados…

Quem lê o meu blog sabe que reclamo com frequência dessa instabilidade econômica, dessas oportunidades medíocres que surgem por aí e ainda chamam de trabalho.
Medíocres porque, COM SORTE, pagam as contas no final do mês. E o povo vai vivendo cheio de vontades e necessidades além das básicas, muito além das básicas.
Trabalho, no meu entender, tem que pagar as contas e concretizar os sonhos. Trabalho bom, digno, é aquele que possibilita e não impossibilita.
Fico pau da vida quando penso nisso porque nada é mais retrógrado do que essa sociedade seletiva! Quem não está dentro, está fora! Com uma mão na frente e outra atrás, diga-se de passagem!
Mas vamos deixar de lado minhas opiniões políticas, sonhadoras e revolucionárias e falar sobre como se ganha dinheiro na internet.
Gente, isso pra mim é tão indesvendável quanto os segredos da esfinge. Por favor, se alguém souber de algo, deixe pelo menos uma pista.
Empresas, agências, qualquer coisa que já existe e concilia a internet como meio, isso entendo perfeitamente. Até porque é lógico.
Agora como alguém começa do zero, vira empresário ou blogueiro profissional, webwriter e deslancha na vida virtual e real, isso foge um pouco da minha capacidade de compreensão e desperta em mim uma profunda inveja. Porque são tantos blogs, tantas opiniões. Peneirar qualidade e conteúdo acaba ficando por conta das estatísticas e isso é contar demais com a  sorte para o meu gosto!
Definitivamente não consigo ter uma ideia que não exija um capital inicial considerável e olha que sou uma pessoa com muitas ideias, acredite! Mesmo tendo abandonado meu lado megalomaníaco, sobraram várias humildezinhas.
Tenho dois super projetos na manga para o mundo virtual, ambos em standby, esperando verba. Incrível, estou sempre dependendo de um sócio investidor!
Aliás, se VOCÊ que está me lendo neste momento NÃO SABE O QUE FAZER COM O SEU DINHEIRO, VIRE MEU SÓCIO INVESTIDOR E TRANSFORME SUA VIDA NUMA AVENTURA!
Brincadeiras a parte, é óbvio que vejo muitas oportunidades na internet, estou sempre atrás de todas elas. Mas acho que é aí que me dano.
O meu querido guru Freitas diz o seguinte: Correr atrás de uma oportunidade é inútil. O lance é correr na frente.
Caramba, Freitas! Você está certo, certíssimo como sempre. Chego a duas conclusões, ou minhas pernas são fracas ou nunca tive o impulso, incentivo, sorte, qualquer coisa que me jogasse pra frente.
Há uns anos comecei a trabalhar online e do zero. Acreditei que tivesse tirado a sorte grande. Pensei: Daqui pra frente vai ser moleza! O dinheiro pintou rápido, fiz e aconteci. Mas depois, sei lá. Talvez o mercado tenha saturado, talvez a crise econômica de 2009 tenha deixado sequelas graves no meu ramo ou talvez seja algo pessoal mesmo.
Sabe como é? Quando a gente não entende o sentido dos acontecimentos,  a gente acaba se culpando, se martirizando, vendo pêlo em ovo, fantasmas, pensando logo no sobrenatural.
Só sei que a coisa desandou e eu que já não vivia num mercado muito estável, hoje me sinto completamente desprotegida e com CONTAS A PAGAR!!!
E já que essa é uma realidade geral, resolvi me promover! Quero expandir minha capacidade de trabalho remoto, seguir várias linhas na área de telecommuting, colocando-me à disposição como redatora, produtora de conteúdo >>> webwriter!
O mercado de marketing digital está em ascensão continuamente e é muito mais do que um festival de spam. Posso ser porta-voz multimídia do seu negócio. Posso dar aulas também, ensino a escrever usando a nova ortografia, pensar, viver…
Entre em contato, você não vai se arrepender.

Da Renata,
Versátil e aprendiz de feiticeira =D

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Pense no Haiti, reze pelo Haiti…

Desde terça-feira passada quando soube do terremoto que destruiu completamente o Haiti, só consigo pensar no quanto eles são desgraçados.
Não queria usar essa palavra ‘desgraçado’, mas não consegui encontrar outra que traduzisse tamanha infelicidade, infortúnio, miséria, angústia, desastre, revés etc.
Como se não bastasse todo o histórico, ainda aconteceu mais essa. Lá a desgraça sempre chegou a galope.
Fico pensando se, depois de tudo, ainda existe algum haitiano com fé em Deus.
Talvez os que ainda estão vivos debaixo dos escombros pensem em Deus com toda força do seu ser.
Mas e aqueles que sobrevivem àquela constante humilhação diante da pobreza, da fome, da dor, de nenhuma oportunidade digna, e agora diante do tapete de milhares de mortos?
Não sei. Não sei mesmo o que sentiria se fosse um deles. Não sei o que me motivaria diante da falta de tudo, da pobreza extrema.
Não consigo imaginar o que é perder todos os familiares e amigos de uma só vez, perder a voz da esperança de Zilda Arns e a de tantos outros missionários, vagar sem teto e agora sem chão, sentido o cheiro pútrido de tudo e todos que até então resistiam.
E misteriosamente o Cristo crucificado da igreja de Sacré Coeur permaneceu de pé.

Cristo de Sacré Coeur - Haiti

O que isso significa?
(…)

Em pensar que essa realidade dura do Haiti, agravada por acidentes naturais, existe até aqui no Brasil.

♫  E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


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Justiça x @claudiamello

Sou advogada mas não exerço mais essa profissão por falta de total identidade e desilusão. Comecei a desconfiar do Direito e a me deprimir com a vida forense.
O curso não foi uma imposição mas também não foi algo que fiz certa de minha vocação. As aulas, na verdade, me provocavam um profundo enfado e altos bocejos. A maioria dos ditos mestres era… bem, eles não eram mestres em coisa alguma. Não vi nas aulas PREOCUPAÇÃO HUMANÍSTICA e tão pouco debates fervorosos. Tudo era muito un passant, muito frio, incompatível com o meu sangue quente. Matéria ditada ou escrita no quadro de forma bem primária, tudo pra decoreba. Hoje percebo isso claramente. E não me arrependo de nenhuma aula que matei, de nenhuma prova que colei e o que aprendi ou sei é mérito meu, só meu.
Sinto náusea dos advogados EMBOTADOS e apaixonados pela CAUSA DO DINHEIRO, da quadrilha inteira da JUSTIÇA DE OLHOS VENDADOS. Sim, eu não acredito nessa justiça que se vê por aí, cujo escopo é iludir, não acredito na TRIPARTIÇÃO DOS PODERES, que mais parece um projeto inacabado de besta. O que pode uma coisa com três cabeças parecer senão um assombro?
Eu acredito na LÓGICA! Um conceito moderno de fazer justiça para o mundo finalmente PROSPERAR! Se um ato de justiça redundar mal maior, essa justiça só pode ser injustiça.
Eu acredito na RIQUEZA, a única solução econômica para todas as mazelas sociais. Só a riqueza pode trazer INSTRUÇÃO, saúde, ordem, moralidade, boa política e a esperançosa justiça.
E, por isso, também acredito e defendo um ESTADO MÍNIMO, destinado a garantir as liberdades individuais. Enquanto vivermos num Estado ineficiente, mal empregador, perdulário e opressivo, o cardápio do dia sempre será a IMPOSIÇÃO DO MAIS FORTE.
E com base nessa minha visão geral, afirmo que a DEMOCRACIA ainda não existe no Brasil. Não existe na velocidade que deveria ter, não possui alicerce condizente com o seu propósito, anda a passos de cágados, além de ser fruto do interesse de um governo corrupto, mesquinho, incapaz. Está anos luz de ser o exercício da LIBERDADE DE EXPRESSÃO SEM CENSURA, dentro e/ou fora da INTERNET, frise-se. E, na realidade, nunca será! Essa é apenas uma visão romântica que ignora qualquer SENSO DE RESPONSABILIDADE.
Em Direito nada é absoluto, existem outros DIREITOS FUNDAMENTAIS,  em especial o direito ao nome, à imagem, à intimidade, à vida privada e à honra. Afinal, ninguém quer viver numa zona à mercê de ARBITRARIEDADES, ser esculhambado na internet ou em qualquer outro veículo de comunicação sem ter como se defender ou punir judicialmente.
Por essas e outras razões achei um absurdo o caso da @claudiamello (leia aqui o resumo de todo o caso).
Uma MERA CRÍTICA em seu blog sobre um atendimento médico ruim rendeu numa condenação, que mais parece uma aberração.
Eu disse mera crítica, porque o meu BOM SENSO considerou muito comportada. Já vi muita gente boa por aí metendo o pau de forma bem mais grosseira e por muito menos, dando nomes aos bois, do jeitinho que ela fez, inclusive em nome do JORNALISMO, denunciando qualquer relapso, do presidente ao Zé ninguém da esquina. Aliás, este é o papel de qualquer cidadão independente de sua indumentária: DENUNCIAR, EXPOR, RECLAMAR sempre que mal atendido ou injustiçado. E ela fez isso de forma mais prestimosa do que pejorativa e mesmo assim foi condenada.
E agora embasada de Monteiro Lobato, a impressão que tive foi a seguinte:

“A Justiça engoliu aquele papel, gestou-o com outros ingredientes da praxe e, a cabo de prazos, partejou um monstrozinho chamado sentença, (…)”.

Como se vê, é inevitável, em casos assim, criticar juízes e essa justiça sem lógica. Dá pra entender agora porque Lobato via na judicatura uma profissão que tolhia a liberdade do homem:

“(…) arredada de uma coisa linda e única verdadeira, chamada vida, na qual nossos juízes não acreditam, já que erguem muralhas contra o ar novo, o ar livre, o ar vivo, o ar que se côa por montes, vales e mares e todo se enriquece de ricos oxigênios hostis. Às sulfurinas cadavéricas.”

Escrevendo essa blogada embasada em Lobato, chego a conclusão de que ele era muito mais gênio do que imaginava. Olhem só como esta outra opinião tão antiga ainda nos cai bem como uma luva:

“(…) A rigorosa aplicação das leis brasileiras não trará nunca felicidade ao país. São leis-cipós, que enleiam os homens e lhes embaraçam os movimentos.”

Cláudia, há males que vêm pra bem, acredite. Não se sinta injustiçada, não dê esse gostinho a um sistema falho, incompetente. Pretendo no futuro abrir um “curso de desasnamento” pra abrir a mente desse povo que atrasa  o futuro da nação.

“Se o Direito representasse um reverbero da Justiça como a sonham filósofos, o direito indurar-se-ia na consciência de cada homem, confundindo-se com a moral e dispensando a sanção. Por que existem hoje, como outrora, como sempre, tantos infratores das leis? Porque tais leis só representam conservação, permanência, status quo de fato, e nunca uma pura emanação da justiça.” Lobato

Ah! E quem quiser ajudar a @claudiamello a pagar a tal SENTENÇA DEFECADA, clique aqui.

Renata

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Cerveja e marketing digital

Ultimamente todo mundo fala sobre a explosão da internet e marketing digital, inclusive este assunto foi bastante discutido no blogcamprj. Você não foi? Perdeu! Quem não está inserido no mundo digital sofre cada vez mais consequências. E olha que o número de internautas ainda é pequeno e assustador em relação à população nacional e mundial, e mesmo assim é um número bastante representativo para os negócios de uma maneira geral.

A prova disso é a ascensão do marketing digital, que reconhece na internet um ambiente mais democrático, acessível, viável e participativo. Este portal de compartilhamento de praticamente tudo está influenciando o comportamento da sociedade, desenvolvendo novos paradigmas, contingências, relações de poder e conveniência. E o mais interessante é que o único crivo deste portal capaz de romper a fronteira entre o tempo e o espaço é o conteúdo, ou melhor, a relevância do conteúdo.

Ou seja, não é qualquer barquinho que navega nesse mundo não! Quem ainda pensa que a vida online é brincadeira está redondamente enganado! Tudo que cai na rede é peixe ou lixo eletrônico.

Portanto, caprichem na apresentação pessoal, na apresentação do produto ou serviço. A internet tem o poder de personificar e encorpar ideias em escala mundial. E é este poder que está sendo mais cobiçado do que nunca por grandes empresários, que usam a inteligência dos avanços tecnológicos, a interatividade e a publicidade para crescerem ainda mais.

E onde que a cerveja se encaixa neste papo de bêbado?

Bem, não sei se alguém aqui já ouviu falar numa cervejaria chamada Spendrups. Eu confesso que não até ler o blog Marketing na cozinha. Lá eu soube de um exemplo perfeito para tornar mais saborosa a nossa conversa sobre marketing digital.

A tal cervejaria desafiou recentemente sua agência Digitas a lançar uma campanha 100% digital, divulgando uma nova cerveja de nome quase impronunciável – Norrlands Guld Ljus.

Babem o nível do site e da propaganda.

A campanha desenvolvida online é tão sofisticada e criativa que inicialmente a cerveja é vendida em bares selecionados, que podem apenas ser encontrados em um mapa virtual.

mapa-cerveja

Chic, não? Também existe uma função de monitoramento que permite ao consumidor saber onde fica o pub mais próximo que vende a cerveja, incluindo ‘tradicionais’ ferramentas para comerciais da marca, como iPhone, Facebook etc.

E aí gostaram? Galera, o importante é rever os conceitos sobre uma vida online mais consistente, não importa se a finalidade é pessoal ou comercial. A internet é uma arma a nosso favor. Vamos usá-la com inteligência e conveniência.

Pra finalizar, a perguntinha que não quer calar:

Você aí que está perambulando pela Suécia, a Norrlands Guld Ljus é boa ou não? Conta aí, vai!

*Este texto também foi publicado no blog papo de bêbado.

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Casamento moderno

Este foi o hit dos meus contatos do twitter nos últimos dias. Todo mundo morreu de rir. Mas ficou no ar a seguinte  pergunta: Que igreja/religião é essa?

Há anos estive em um casamento em que a noiva entrou ao som de Soul de verão by Sandra de Sá (juro por tudo quanto é mais sagrado!):

Vem, vem pro meu lado forever
Vem pra bem dentro de mim
Vem, vem que eu vou longe e vou fundo
Vem que eu te faço feliz
Vem, vou te contar meus segredos
Você vai rir e chorar
Vem, vou te mostrar o meu mundo
Vou te tirar pra dançar

Eu sou o carnaval
Eu sou o charme e o soul
Sou o samba e o rock and roll
Sou o som da festa, eu sou verão
Eu já sei cantar
Vou aprender a voar
Vou on-line digital
Etcetera e tal
Remeber my name

Era instrumental e tal, não tinha ninguém dançando, mas todo mundo saiu na foto prentendo o riso. Foi inevitável! Pena que agora não me lembro qual era a religião pra frentex.
Eu não frequento igrejas e mesmo assim sempre fico boquiaberta com essa novidade de que os fiéis podem cantar música cristã em qualquer ritmo, bater palma e dançar, por exemplo, ao som de Chris Brown forever em uma cerimônia de casamento religiosa.
Se ainda fosse em um casamento só no civil…  vá lá! Até eu topo a ideia, com uma música melhor, óbvio!
Depois dessa crítica ligeira, não preciso dizer o que penso sobre padre vendendo CD, fazendo caras e bocas em sessões de fotos… sei não! Sou do tempo em que igreja, templo ou qualquer outro lugar em que se louva Deus, O Todo Poderoso, era um lugar de extrema reverência.
Mas ria, só ria!!!

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Crises (econômica e existencial)

Hoje passei o dia preocupada com o volume fraquíssimo de trabalho recebido nessas duas últimas semanas. Quando tudo parecia engrenar novamente, fiquei sem saber se ainda é a tal crise ou uma rebordosa econômica daquelas para ninguém botar defeito. É nessas horas que percebo que ser tão autônoma como sou não é nada seguro e a saudade de ter minha carteira assinada surge compreensivelmente. Se bem que apenas por duas vezes tive a minha carteira devidamente assinada. Mas foram empregos tão medíocres que antes não estivessem constados ali.
Toda vez que fico sabendo do resultado de alguma pesquisa do IBGE pela Mirian Leitão não consigo evitar minha cara de pasma. Nunca fui e não conheço ninguém que tenha participado de alguma pesquisa feita pelo tal órgão. E me sinto “ligeiramente” embromada quando vejo que os resultados são sempre positivos e otimistas.
Talvez porque usem dados anteriores como parâmetros. Repararam que a taxa de desemprego nunca sobe? Ou na pior das hipóteses é estável? Será que são levadas em conta as pessoas que desiludidas não procuram mais emprego? Os freelancers entram nas pesquisas? De que forma? Não seria também o caso de usarem o twitter como fonte de pesquisa? Afinal, quem não é praieiro, guerreiro e twiteiro hoje em dia?! Inclusive, nos últimos três dias, quatro dos meus contatos ofereceram empregos, divulgaram vagas para estagiários e profissionais. A bonitona aqui até pediu que retuitássem seu micro CV de 140 caracteres - I’m a freelance translator and localizer of hardware and software documentation. Specialities: E-business, e-commerce, education and IT .
Pena ainda não ter feito um curso de programador/webdesigner. Teria mais um curinga na manga para driblar esta crise. Parece uma área em constante ascensão. Mas não posso nem pensar nisso, estudar significa despesa, e, no momento, não estou podendo!!! Imagino que essas vagas foram preenchidas num piscar de olhos. O twitter é um relâmpago em termos de mídia, chega praticamente antes do fato.
Adoro também quando o IBGE divulga que a renda subiu tantos por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Ora, subiu a tonga da mironga do cabuletê, isso sim! Quem foram os pesquisados? Anda, confessa logo que foram os milionários da Forbes!
Com os recordes de saques de FGTS e seguro-desemprego, como alguém pode se sentir seguro no mercado de trabalho?
É impressão minha ou todo mundo cada vez mais é praieiro, guerreiro, twiteiro e autônomo? Ficamos à mercê do que é oferecido e fazemos tudo bonitinho conforme exigido no mundo globalizado. Não seria o momento de adequar essa realidade às novas contingências, propiciando ou exigindo das empresas rentabilidade para que sejam preservados os direitos fundamentais do trabalhador?
Porque, raciocinem comigo, autônomos ou não, todos nós trabalhamos, quem não trabalha está morto ou é ladrão ou é encostado. E o número considerável de autônomos não me parece ter surgido por opção no mercado profissional e sim pela FALTA DE OPÇÃO!
O desemprego ganha corpo dia após dia. Assim como o subemprego que afeta igualmente a dignidade do trabalhador. Pertenço a uma geração que não pode sonhar concretamente, porque a possibilidade do sonho é o pesadelo da impossibilidade.
Todos sabem que as causas do desemprego estão diretamente ligadas às inovações tecnológicas e organizacionais e nada é feito para que eu deixe de ser mais um ‘homem’ alienado em relação ao fruto do meu trabalho, servindo apenas como objeto para políticas de flexibilização das leis do trabalho, redução da força sindical e maximização dos lucros. Nenhuma cabeça pensante conseguiu mudar o atual e vergonhoso paradigma político e dificilmente mudará em tempo para que eu e muitos por aí também tenham uma vida independente.
Queria concluir o texto de uma maneira positiva, mas hoje fui assolada por um pessimismo econômico, por um pessimismo de expectativa de vida. Queria ser dona do meu nariz, fazer e acontecer e, no entanto, só vejo o tempo passar, me moldando à força. Não vou me adaptar!

#mimimi

*Escrevi no calor da emoção.. não revi, ignorem os erros. Amanhã releio.

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Vícios e favoritos

Reparei que as pessoas, em geral, adoram se rotular viciadas em alguma coisa. Volta e meia escuto: sou viciada em chocolate, coca-cola, sexo, esporte, cigarro, cerveja, leitura, compras, remédios, música, internet…
Os vícios são tão variados quanto absurdos. Eu mesma já cometi a tolice de me rotular viciada em coca-cola, como se isso me fizesse melhor do que os outros. Rá!
E parando pra pensar nisso seriamente, no meio de uma conversa com amigos, descobri que, na verdade, não tenho nenhum vício! Não há nada que eu precise consumir diariamente pra poder viver bem. Absolutamente nada!
Sou mais moderada do que podia imaginar. Já tive fases burras, de maus hábitos, mas nada que o devido esclarecimento (e o medo das consequências) não superasse.
O dia a dia oferece tantas opções que insistir numa determinada prática como “tábua de salvação” me soa tão estúpido. Óbvio que existem coisas básicas, essenciais, diferentes dos vícios, os quais são conceitualmente pejorativos.
Também ando implicando com a palavra “favorito”, apesar de ter meus favoritos como uma pessoa qualquer. Sei que isso é contraditório, mas por exemplo:
Ando com antipatia de pessoas que só se vestem de preto ou rosa e, no caso do rosa, como se esta cor fosse única em termos de feminilidade. Nada a ver! Eu adoro verde e, no entanto, estou aqui para todas as cores, até para o amarelo que não me atrai muito.
Antipatia de pessoas que usam o mesmo corte de cabelo a vida inteira. As tais franjas parecem marcas registradas. Os anos vão passando e a pessoa continua com aquela franjinha lambida cobrindo a sobrancelha.
Não é possível que a pessoa não enjoe de se olhar no espelho sempre com a mesma cara! Sei que fico melhor com o cabelo inteirão, mas de dois em dois anos, no máximo, dou uma mudada radical no visual. Corto minhas madeixas sem pena.
É bem verdade que já errei a mão várias vezes, mas cabelo é uma coisa que cresce. Olha só que maravilha! A única parte do corpo com a qual se pode realmente brincar. E nada que um rabão de cavalo não resolva numa fase crítica.
Outro exemplo que também me causa antipatia são aquelas pessoas que só escutam pagode, ou axé, ou heavy metal, ou samba, ou tecno. Vem cá, não dá pra ouvir de tudo um pouco não? Que chatice ouvir sempre o mesmo estilo musical. Socorro!
E pra finalizar com chave de ouro, antipatia de pessoas que se consideram alternativas. São tão alternativas que acabam sem alternativas. E é nesse momento que gosto delas, porque quando elas vazam, os lugares de sempre ficam melhores como nunca! Hahah…

Da Renata sem vícios e favoritos comedidos! :P

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Preto ou branco, o que importa?

Estou acompanhando o noticiário desde ontem sobre a morte do MJ e fiquei enojada com certas especulações sobre a vida dele. A imbecilidade chega a um nível tal que me deixa verdadeiramente chocada. O que considero mais incoerente é que o mundo inteiro levanta a bandeira de que não importa a cor da pele, mas ainda existe gente que só abre a boca pra dizer que o Michael se tornou irreconhecível e preconceituoso a ponto de negar a própria raça. Coisa que não acontece, por exemplo, quando aguém muda a cor natural do cabelo.
Olha, não me importa o que dizem sobre o Michael Jackson. Eu fui, sou e sempre serei fã deste único fenômeno da música pop. E sou totalmente contra esse papo de que ele era refém de seu próprio personagem, de que se perdeu na própria imagem, de que se tornou irreconhecível. Isso tudo não passa de um blábláblá difamatório escrotésimo.
Se ele fosse tão complexado com sua aparência, não teria aparecido diante das câmeras há tempos e, no entanto, não houve um, unzinho de seus perfis que não tivesse sido fotografado depois de uma série de cirurgias mal sucedidas, ou alguém acha que ele não tinha consciência disso? Por muito menos a diva Mariah Carey só permite que seu perfil direito ou esquerdo, sei lá, seja fotografado. Vamos combinar que é muita frescura em uma pessoa só?!
Durante toda a existência de MJ, a imprensa encarou sua privacidade como  um “mistério a ser desvendado” e sucessivas jogadas de marketing, como se ele não fosse humano ou tivesse tido algum dia a obrigação de explicar todas as suas mazelas pessoais. Um absurdo invasivo e hostil que nunca aceitei!!! Se teve alguma celebridade que se expôs até demais foi o Michael Jackson.
O que queriam que ele mostrasse, afinal? Seu corpo nu? Seu extrato bancário? Um vídeo dele trepando com alguém? Fotos pós-cirúrgicas? Não é mais fácil apenas nos contentarmos com sua performance artística incomparável e única, que fez e ainda faz cair o queixo dos mais eruditos?
Fico puta da vida com essa mania que todo mundo tem de esperar que os famosos tenham uma vida financeira e particular perfeita, como se fossem inabaláveis, como se de fato quisessem dar o exemplo. A maioria só quer ter o reconhecimento de seu trabalho e uma vida realmente privada, sossegada o suficiente para errar e acertar sem o julgamento dos maledicentes de plantão.
Vivemos todos sob a mesma condição humana. Crises (pessoais ou econômicas), desarticulações, altos e baixos, engano, mal humor são fatores praticamente inerentes a qualquer um de nós dentro de uma sociedade, inclusive para quem vive sendo paparazziado full time.
Quando era criança tive um cachorro chamado Billie, que curiosamente tinha o rosto divido ao meio em preto e branco, era lindo, lindo, lindo! O Billie não era um cachorro comum, ele gostava de ouvir música e dançava. Ficava em pé, uivando ou então disparava a correr em volta da casa, como um doido, abanando o rabo euforicamente. E aí sempre que meu pai chegava da rua de carro, se tivesse tocando “Beat it” em alguma estação de rádio, ele aumentava o volume  do som para o Billie dançar, o qual simplesmente enlouquecia nesse momento!!!  Ele entendia ‘Billie’ e não ‘Beat it’. Era muito engraçado!
Também me lembro de ter assistido pela primeira vez o clip “thriller” no cólo do meu pai, morrendo de medo daquele lobisomem, completamente em pânico. Sim, eu fui uma criança muito medrosa. Dormia com a porta do quarto aberta e a luz do corredor acesa. Às vezes, fugia para a cama dos meus pais no meio da noite e não suportava esse papo de monstro e muito menos aquela risada diabólica do final do clip, até entender que tudo aquilo fazia parte de um show, do qual só o Michael era capaz. Ele era um showman!!!
Eu ia dizer que morreu mais um rei, mas não acredito na morte de grandes personalidades ou de pessoas de bem, elas vivem para sempre em nossas vidas.

Difícil escolher um clip favorito, mas como este foi rodado aqui no Brasil, lá vai:

Da Renata,
Que nunca se importou com a aparência do Michael Jackson, reconhecendo-o sempre em qualquer fase de sua vida conturbada e que lamenta a sua morte potencialmente precoce.

*Não revi o texto, ignorem os erros.

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O ensino público acabou

Sou louca para ser mãe! Vocês não imaginam! Mas me recuso a colocar mais um ser neste mundo para levar uma vida medíocre, prefiro babar o filho dos outros! Não suportaria assistir a um filho meu ser “educado” em uma escola particular incompetente, já que as boas são caríssimas e em muitos casos duvidosas. É preciso que os pais fiquem em cima tempo integral. Quanto às escolas públicas? Bem, essas estão fora de cogitação!

O porquê

Minha priminha de segundo grau, com 8 anos de idade, está fazendo o terceiro ano do ensino fundamental em uma escola pública. Outro dia esteve aqui em casa me pedindo para “imprimir” um trabalhinho da escola, o que já achei estranho!
Quando era universitária, repetindo u-ni-ver-si-tá-ria, lembro de ter perdido pontos em alguns trabalhos só porque não os entreguei manuscritos. No entanto, estava lá a bonitinha com um Pen Drive na concha da mão direita – que mudernidade não?!
Mas o meu espanto foi maior ainda ao me deparar com o arquivo a ser impresso, no meio de dezenas de fotos dela fazendo caras e bocas, diga-se de passagem, estava lá, em caixa alta: DARWIN!
Não me lembro exatamente quando estudei Darwin, se não me engano foi na sétima série  (oitavo ano do ensino fundamental) que ouvi falar de Darwin muito mal e porcamente, e depois no segundo grau (ensino médio) que o nível melhorou um pouco por causa do vestibular e olhe lá!
Lógico que antes de imprimir passei os olhos no tal trabalho. Como se não bastasse o tema inapropriado, o texto, o tipo de pesquisa era muito acima da capacidade intelectual dela. O irmão (porque não posso acreditar que a  própria mãe tenha feito uma coisa dessas!) provavelmente copiou de algum site, talvez wikipédia, e colou no word. Só faltava a bonitinha assinar para garantir dez, nota dez.

Seria cômico se não fosse trágico

A assinatura dela, coitada, saiu tenebrosa. A letra era de prezinho (primeiro ano do ensino fundamental – ai que saco escrever tudo isso, só pra citar um nível de escolaridade!), segurou a caneta com tanta força, que o papel quase não suportou a sua total falta de habilidade com o instrumento e os garranchos mais horríveis que já vi, descendo a montanha. Noção zero de alinhamento, sério! E isso porque a bonitinha caprichou!
Pedi que ela lesse um trecho e… lamentável! A leitura saiu lenta, sem pontuação e entendimento, ou seja, não lia, simplesmente não lia. Não fazia ideia do que se tratava, só repetia com o sorriso mais lindo do mundo: É sobre Darwin! É sobre Darwin!
Ao perguntar qual o tema do trabalho anterior, quase fui assassinada de novo pelo despautério que ela proferiu dez horas depois. Sim, ela praticamente não se lembrava mais qual tinha sido a pesquisa anterior.  E sofrendo de um clarão súbito, disse:  Foi sobre Machado de Assis! Machado de Assis!

Que professores são esses? E os pais?

Eles fazem o que podem, mas nesse caso acho que seria melhor um recreio daqueles intermináveis e bastante papel para picotar e fazer colagem. Talvez inverter. Tirar a menina da escola emburrecedora e mandar de volta a professora e os pais.
A minha priminha não sabe como é pesquisar em uma biblioteca.  Aliás, duvido muito que já tenha estado em alguma de verdade.
Mas nem tudo está perdido, não é mesmo? Ela pelo menos já ouviu falar em Darwin, sabe manusear um Pen Drive, mexer em um computador, tem até uma página no orkut!!! Rá!

Próximo presente

Um livro e um caderno de caligrafia! Será que ela vai gostar?

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Quem são os perdedores?

Os framenguistas tomaram o poder, daí o favoritismo da mídia. Isso é fato e clichê! Vale tudo para ganhar uma partida de futebol. Falta invertida, mão na cara, puxão de camisa, pênalti roubado, cartão amarelo em vez do vermelho, esculhambação do hino do Airton Senna, juiz comprado e outros detalhes sórdidos que até os deuses duvidam.

Que absurdo! Esse Juan merecia umas porradas!

Que absurdo! Esse Juan merecia umas porradas!

Mas tomara que eles ganhem no próximo domingo (Roubando de novo e como sempre, claro! Porque ali só existe perna de pau, não são páreos para o Botafogo!)! Só assim para essa urubuzada acabar de vez!!! Eles não têm dinheiro para pagar os bichos do campeonato! Cambada de endividado! Já torraram o orçamento de 2010 e sabe-se lá mais o quê?! RARARÁ!!!
Enquanto a mulambada falida negocia a alma com o diabo para se safar do mico nacional iminente, como é bom ser Botafogo!!! Nada temer com absoluta dignidade!!!
Já avisei aos meus amigos framenguistas, chutem esse time que é macumba das brabas! RARARÁ!!! Ainda há tempo de ser alvinegro!!!
Domingo que vem o maraca vai cantar de qualquer jeito, independente do placar:

♫ Uma vez framengo, perdendo até morrer! ♫

Fooogooo!

Agora para incrementar o post, segue abaixo um texto ótimo de Augusto Nunes, publicado  em 01/05/09 na Veja, sobre o comportamento delicado do Juanzinho.

No país do futebol, o drible agora é tratado como crime hediondo

Com o aplauso que aprova ou com o silêncio que consente, a torcida do Flamengo que testemunhou o espetáculo da estupidez explícita endossou a transferência do drible para a categoria dos crimes hediondos. Coube ao zagueiro Juan, no primeiro jogo da final contra o Botafogo, mostrar no gramado do Maracanã como devem ser tratados, segundo as normas do País do Futebol, o delito em si e quem se atrave a cometê-lo. Coube ao botafoguense Maicosuel, neutralizado segundos antes de consumar a irregularidade, ilustrar a lição ministrada pelo zagueiro flamenguista. O atacante exemplarmente atacado aprendeu que drible deixou de ser demonstração de talento, sinal de alegria, marca registrada de craque brasileiro. Virou coisa de meliante, ato criminoso especialmente intolerável quando a vítima é outro operário do futebol.

A um metro do perigo, o craque botafoguense cometeu sucessivos pecados mortais. Colocou o pé direito sobre a bola. (É muita arrogância, irritou-se Juan). Rolou-a para a esquerda e devolveu-a de imediato com um toque quase imperceptível. (É muita molecagem, encolerizou-se Juan). Empurrou-a com o pé direito três passadas além, já na fronteira da grande área. (É agora, resolveu Juan). Maicosuel já havia girado o corpo para o arranque quando o alvo do insulto o impediu de encontrar a bola no local combinado: com um carrinho letal, Juan matou o drible e derrubou o criminoso.

Assistam ao vídeo do drible de Maicosuel em Juan

É pouco, decidiu enquanto contemplava o corpo estendido no gramado. A tabelinha das chuteiras foi uma agravante que exigia algum castigo adicional. E então o homem da lei  inclinou-se sobre Maicosuel, como se o tivesse subjugado, aproximou a boca do ouvido indefeso e disse o que ele próprio se proibiu de repetir numa entrevista coletiva inverossímil.

A voz até aqui de mágoa, reiterou que o que Maicosuel fizera não se faz com ninguém. Não se pode humilhar um colega, sobretudo um colega com mulher e filhos. O que diria em casa?, quis saber. Nenhum dos jornalistas presentes lembrou-se de ler em voz alta a sublime descrição dos minutos iniciais do jogo entre o Brasil e a Rússia na Copa de 1958 publicada pelo jornalista Ney Bianchi na revista  Manchete Esportiva:

Monsieur Guigue, gendarme nas horas vagas, ordena o começo da partida. Didi centra rápido pra direita: 15 segundos de jogo. Garrincha escora a bola com o peito de pé: 20 segundos. Kuznetzov parte sobre ele. Garrincha faz que vai para esquerda, mas não vai, sai pela direita. Kuznetzov cai e fica sendo o primeiro João da Copa do Mundo: 25 segundos. Garrincha dá outro drible em Kusnetzov: 27 segundos. Mais outro: 30 segundos. Outro. Todo estádio levanta-se. Kuznetzov está sentado, espantado: 32 segundos. Garrincha parte para a linha de fundo. Kuznetzov arremete outra vez, agora ajudado por Voinov e Krijveski: 34 segundos. Garrincha faz assim com a perna. Puxa a bola para cá, para lá e sai de novo pela direita. Os três russos estão esparramados na grama, Voinov com o assento empinado para o céu. O estádio estoura de riso: 38 segundos. Garrincha chuta violentamente, cruzado, sem ângulo. A bola explode no poste esquerdo da baliza de Iashin e sai pela linha de fundo: 40 segundos. A platéia delira. Garrincha volta para o meio de campo, sempre desengonçado. Agora é aplaudido..”

“A torcida fica de pé outra vez. Garrincha avança com a bola. João Kuznetzov cai novamente. Didi pede a bola: 45 segundos. Chuta de curva com a parte de dentro do pé. A bola faz a volta ao lado de Igor Netto e cai nos pés de Pelé. Pelé dá a Vavá: 48 segundos. Vavá a Didi, e esta a Garrincha, outra vez a Pelé, Pelé chuta, a bola bate no travessão e sobe: 55 segundos. O ritmo do time é alucinante. É a cadência de Garrincha. Iashin tem a camisa empapada de suor, como se já jogasse há várias horas. A avalanche continua. Segundo após segundo, Garrincha dizima os russos. A histeria domina o estádio. E a explosão vem como o gol de Vavá, exatamente aos três minutos”.

Foram os três minutos mais deslumbrantes da história do futebol, concordam há 50 anos  todos os torcedores de todos os países. Nas arquibancadas do estádio em Gotemburgo, homens, mulheres e crianças de olhos azuis e cabelos louros tinham a expressão de quem via um filme de Charles Chaplin. Os jogadores russos acompanhavam o balé incomparável com cara de quem vai pedir um autógrafo. Os craques a caminho da imortalidade bailavam sem sobressaltos. “O futebol brasileiro é alegre, feliz, como o povo brasileiro”, comoveu-se o artilheiro francês Just Fontaine. Era.

Se em vez de Kuznetzov houvesse um Juan, os três minutos deslumbrantes não chegariam a 10 segundos.  O zagueiro bisonho acabaria com a humilhação no primeiro drible de Garrincha.  Na segunda tentativa, acabaria com o próprio Garrincha.

Saudações alvinegras,
Da Rê Botafoguense

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Acento e assuntos graves

Há coisas nesse mundo que nunca vou entender, por mais que me esforce. A crase me humilha, o twitter não me diz nada e o meu coração só me arrasa.

Se rolar alguma crase no desenvolvimento deste texto e estiver certinha, pode ter certeza que alguém me deu um toque em off ou então a frase é decorada, transcrita aqui como se fosse um desenho. Crase pra mim é loteria, no dia que acertar é porque minha sorte mudou pra muito melhor. Que o Bechara me ajude!

Enquanto isso, tento twittar. Falam tanto dos microblogs, sucesso entre as celebridades e o diabo a quatro, que criei minha continha pra ver qual é a graça de tentar entender piada interna dos outros. Agora, haja imaginação! Criar uma piada interna a cada meia hora que atice a curiosidade dos outros não é mole não! Admiro quem consegue. Entretanto, o que mais vejo ali, além das fofocas entre amigos durante o expediente de trabalho, são frases de neguinho querendo bancar O antenado e aí ganha, evidentemente, quem googla primeiro! É o que chamo de inteligência artificial relâmpago. Tenha dó, meu deuso!

Ok! Não vou bancar a chata, tudo é válido em nome do entretenimento, cada um à sua maneira. O meu twitter vai ficar lá, mas não é minha praia, definitivamente. Tomara que sirva pra eu ser a milionésima seguidora de alguém e ganhar um puta prêmio. Anotem, essa idéia do Ashton Kutcher vai pegar entre os twitteiros do Brasil.

E o meu coração… vai batendo! Não como há dois anos. Foi o que pude concluir diante de dois casos. Mas antes, aviso aos navegantes que o que vem a seguir é melodrama. Preciso escrever e você não precisa ler, ok? Quem me dera ter só assuntos legais pra contar!

Primeiro caso arrasador: O Felipe perguntou esses dias se é melhor amar ou ser amado. Hoje eu diria, no ápice da minha TPM, com uma boa dose de desilusão, nenhum dos dois. Gostar já basta, podendo desgostar a qualquer momento sem o menor trauma. Ninguém retribui nada com a mesma intensidade, fato;

Segundo caso devastador que justificará também a resposta ao primeiro caso: O blogue  Obra em progresso do Caetano acabou por conta da turnê do novo CD e os fãs internautas estão desolados diante da obra acabada. Essa dor aí entendo perfeitamente. Só que no meu caso foi pior. Não há sequer um cachezinho do blogue que tanto amei há dois anos. Apesar de alguns posts salvos, sofro até hoje com o seu fim. Aquele espaço, a personificação do blogueiro em palavras era fascinante. E poder participar nos comentários era como um contato real. Para minha tristeza profunda, aquele clima não se repetiu no novo blogue. Sou a principal leitora e passo completamente despercebida. O blogueiro interage em outros blogues, com pessoas que não conheço, pertence a outras redes e pelo visto curte muito mais os novos amigos virtuais. Fiquei pra escanteio. Sinto ciúmes, raiva, mágoa. Estou por fora dos seus assuntos, mal posso acreditar. Queria saber quando perdi o fio da meada…

Nunca me casei, mas estou me sentindo como se estivesse divorciada contra a minha vontade.

De que me adiantou a capacidade de amar? O meu blogue perdeu o sentido.

Da Renata,

Em ritmo de despedida!

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Eu tenho, todo mundo tem, menos o Gravata! AHM?

Quem passa o dia inteiro online, sabe muito bem como é ter uma relação virtual. Para início de conversa, é inevitável. Ainda mais com tantas redes de relacionamentos, blogs e msn. Basta ligar o computador que milhares de pessoas estão ali querendo interagir de maneira bastante receptível, fora o resto do mundo diante dos seus olhos (alguém realmente acredita nisso? Eu não).

Quando menos se espera, surge alguém lá do cofotó dos judas querendo interagir, puxando um papo danado ou mandando de cara um elogio que cai como uma luva naquele momento de carência ou de incompreensão da vida real. E como todo ser humano é tolo por natureza, a curiosidade sobre quem é, de onde é, o que faz e porque disse aquilo vai estreitando a relação virtual que se bobear fica íntima num piscar de olhos, acredite!

É possível fazer um novo amigo de infância como até mesmo encontrar a tal cara metade (coisa rara de acontecer, mas acontece). O problema é o pseudocontrole da situação. Por causa desses vínculos e outras facilidades, a internet acaba viciando. As pessoas ficam enfeitiçadas e mimadas (e por que não bitoladas?) pelo que gostam de saber, ouvir, ler, ter e sentir pela rede. O mundo virtual vira uma dependência sócio-afetiva seriíssima até que caiam na real novamente e percebam que o verdadeiro mundo está do lado de fora da janela do escritório e que é nele em que se deve viver. O imaginário não basta, ainda mais através de um monitor, convenhamos.

Mas não demora e o vício logo perde a graça, pelo menos entre as pessoas normais. A escassez do tempo torna entediante e cansativa a rotina de horas e horas teclando. É preciso mais, é preciso satisfazer a necessidade do contato, é preciso resolver o dilema entre o existir e o não-existir, a possibilidade do vir-a-ser, tirar a bunda da cadeira, literalmente. Talvez uma ligação ou um encontro, com todas as precauções devidas, se é que é possível.

Essa, com certeza, é a fase mais crítica da relação virtual, podendo surgir inimigos ou grandes desilusões. Natural que algumas pessoas hesitem. É muito mais fácil sacrificar o real e manter o virtual perfeito, já que a telemática promove uma interatividade escancarada e rápida, independente de sexo, idade, cor, cultura e espaço geográfico.

No entanto, me dei bem não só com os amigos que fiz como com os babacas que conheci na rede. Os babacas me proporcionaram o gozo do delete! Que delícia! Ai! Muito melhor do que enterrar uma pessoa viva (No sentido figurado, por favor! Não sou nenhuma dessas psicopatas que aparecem nos noticiários). Excluí e bloqueei ainda por cima! Não sobrou nada, quando muito um cachezinho.

E alguns amigos participam do meu mundo real: Fiz duas amigas bem legais, volta e meia saímos juntas. Fiz também um parceirão queridíssimo que infelizmente ainda não o encontrei pessoalmente, o que é enlouquecedor! Apesar do tempo que passamos juntos no virtual, sinto muita falta do convívio real, de mais proximidade. As ligações definitivamente não superam a vontade de estar junto, vivo na expectativa do nosso encontro…

E outro amigo mais recente, que do blog já passou para o msn, anda enfraquecendo a nossa relação. Descobri que o senhor Gravata não tem microfone para falar no skype. Um dos maiores blogueiros que conheço não tem microfone! Simplesmente, inaceitável! Só pode ser lorota!

Caso seja verdade, começo aqui uma CAMPANHA PARA O GRAVATINHA COMPRAR UM HEADPHONE, URGENTE! Se ele me passar o endereço, até envio pelo correio e acabo de uma vez com esse atraso tecnológico e essa falha na comunicação. Hahaha…

Desse deslumbramento virtual, a única coisa real é a ponte para o mundo real, provavelmente o melhor meio de comunicação (tenho minhas dúvidas), onde também é possível construir uma imagem, contribuindo para a formação da própria identidade e a sociabilidade. É o portal da palavra pelo tempo e espaço. Nem precisava dizer isso tudo. Que blábláblá! O que importa aqui é a campanha:

Microfone já!

Da Renata,

Que não vive sem internet, mas não troca o mundo real por nada!

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Neighbors!

Escrevi vizinho em inglês no título por causa da sonoridade nojenta que a palavra entoa, fazendo jus a algumas pessoas que envergonham essa classe. Não quero ofender ninguém, mas sei muito bem que esse tipo de vizinho só quer direito e ZERO obrigação. Tenho uns exemplos tristes:

Um dos meus vizinhos costuma dar festas (frequentes) no meio da semana, daquelas que viram a noite com bêbados cantando karaokê e som no último volume, sem se importar com quem precisa descansar e acordar cedo para trabalhar. Ainda bem que não é esse que costuma exigir silêncio, se fosse mandava logo… #@*¨&%$!!!

Uns pirralhos que moram na outra quadra adoram namorar na minha rua, ficam de falatório debaixo das janelas, atiçando os cachorros, um inferno! Qualquer dia desses miro um jato d’água nessa turma sem semancol ou solto os cachorros, literalmente!

Uma senhora doida, que deve morar numa casa de mais ou menos uns 400 m², tem nada mais e nada menos que uns 12 cachorros, fora os gatos. Agora imaginem comigo as pulgas se proliferando e a latição que é quando passa uma mosca em frente ao portão da casa dela e, em seguida, todos os cachorros da vizinhança latindo em coro sem saber o porquê. Dá nos nervos!

O vizinho do lado esquerdo, que tem uma garagem que comporta três carros, insiste em parar a droga do carro dele no meu portão. Tem medo do galho do flamboyant quebrar e cair em cima do carro de novo. Não entendo por que o infeliz ainda não podou os galhos. Pior é que ele acha ruim quando pedimos, por obséquio, que ele tire a joça do carro da frente do nosso portão.

Já o vizinho da direita, que é veranista, tem um pé de goiaba enorme bem na divisa do nosso muro. Até aí tudo bem. Adoro goiaba. O problema é que o pé carrega, ninguém colhe aquelas goiabas que por sua vez apodrecem e caem no meu lado também, sujando e fedendo tudo. Óbvio que ele pensa que não tem nada a ver com a limpeza do meu quintal, que é quase todo acimentado justamente para não termos esse tipo de aporrinhação.

Aliás, esse é o mesmo vizinho que quando aparece fuma maconha à vontade, empesteando o ar por alguns minutinhos com aquela maresia enjoada. Fumaça que se dissipa e geralmente não percebemos. Muito diferente da fumaça que outros dois vizinhos que moram um pouco mais adiante costumam fazer. As amebas possuem aquela mania inadmissível de varrer o quintal e queimar o lixo à tarde – Pasmem!

E é aí que a vizinha aqui entra em campo. Fumaça aqui no meu bairro não! Tolero tudo ainda que no fundo contrariada e boquiaberta com a falta de educação das pessoas. Mas não admito fumaça. Denuncio mesmo.

Considero uma ignorância tremenda, um desrespeito à comunidade e ao meio em que vivemos! O cúmulo da alienação na era do aquecimento global!

Além do que, pelo menos aqui no meu bairro, essa prática é completamente desnecessária. Temos o caminhão da COMDEP que passa três vezes por semana e outro caminhão da Prefeitura que recolhe especificamente lixo de quintal uma vez por semana, SEM precisar ensacar. O trator arranca a calçada junto mas joga todo o lixo na caçamba do caminhão. Não há por que fazer a merda da fogueira que impregna o ar, as roupas no varal, fuligem por todos os lados, tirando o sossego das pessoas, aumentando o calor e riscos.

Parece que esses imbecis pensam que só na Amazônia as queimadas são proibidas, que fumaça não é lixo gasoso nem tóxico.

Esqueceram que grandes concentrações de poluentes, atuando cronicamente, provocam maior mortalidade e morbidades, como: arritmias, ataques cardíacos, abortos espontâneos, redução do peso de um recém-nascido, doenças respiratórias (asma/bronquite, rinite alérgica, sinusite, pneumonias etc), tumores malignos, ou seja, CÂNCER, fora o incômodo de se respirar um ar com fumaça e fétido!

Nesse calorão não posso abrir as janelas da minha casa no final do dia, porque os imbecis, que pelo visto não se respeitam, querem porque querem fazer fumaça! Que comportamento mais estúpido, egoísta e atrasado!

Só aqui em casa existem três pessoas com problemas respiratórios e de uns tempos pra cá, ando com uma ardência nos olhos e na garganta super desconfortável. Com certeza, é por causa da fumaça.

E, infelizmente, com um pesar profundo, sinto informar que a Secretaria do Meio Ambiente não vale de porra nenhuma e muito menos a Defesa Civil. Há dois meses cobro providências, sem sucesso algum. Eles alegam que estão esperando a aprovação de uma lei municipal contra as queimadas para poderem usar sua “autoridade”.

Agora eu pergunto: De que valem todas essas campanhas ecológicas internacionais, se na prática a coisa é lenta, burocrática e burra? Quanto tempo mais vou ter que engolir fumaça para poder ter o meu direito de respirar um ar puro garantido, pelo menos aqui em Nogueira? As Leis Ambientais possuem força ou não?

Diante da incompetência dos órgãos públicos, vou ter que calçar a chuteira de advogada e encarar um processinho básico, fazendo valer os Direitos de Vizinhança. Que ilusão achar que bastaria um mero telefonema! Não existe nenhum órgão por aqui que se preocupe de fato com Educação Ambiental!

Assim que decidir o que fazer para pôr fim nessa situação, publico aqui o caminho das pedras.

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Que era!

Começar dieta na segunda é mole. O problema é continuar na terça. Haja disciplina!

Mas se eu tivesse um namorado…

Que chavão! Com certeza, o mais repetido de todos os tempos.

Os homens nunca foram tão desejados e as mulheres tão desprezadas! Eles preferem ser gays! Que é isso???!!!

Os gays casam, os heteros não.

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Cobranças…

O mundo inteiro quer ser independente. O mundo inteiro cobra independência. São os pais, os amigos e até mesmo a possibilidade de uma vida a dois. Mas como? Ainda não descobri! Ter a minha vida, o meu metro quadrado é mais que um sonho. É uma necessidade ser dona do meu nariz. Autonomia é a palavra de ordem. Até porque morar com pai e mãe depois de uma certa idade é sufocante!

E ainda por cima esta crise maldita! Afetou meu trabalho diretamente, como uma bomba atômica. Sou telecommuting, tradutora, recebo trabalho dos EUA, sentiu o drama?!

Meu parceiro está desiludido, o que é péssimo, ele é meu alicerce. Ninguém nunca está preparado para as vacas magras. Nessas horas acho bom ter ninguém sob minha responsabilidade. O problema mesmo é a velocidade do tempo que faz a minha vida não valer nada. Fica tudo pendente e eu mais velha. Quando as coisas acontecerão de fato?!

Acho estranho as cobranças. Cadê a oportunidade para poder se cobrar alguma coisa?! Criticar, falar em acomodação é fácil. Cadê o apoio emocional, o otimismo, a confiança? Cadê o fairplay? Cadê o pé no chão? Quem dera que fosse possível resolver tudo com um telefonema! Como se eu não quisesse ser independente, ora!

Emprego digno é condição de vida. Só assim o resto todo deslancha. Peço paciência aos que me pressionam e a Deus que realmente me ajude! O mundo merece ser independente!

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Fooooooooogoooooooo!!! Foooooooooogoooooo!!!

Quando aparece uma mulher boazuda na televisão, daquelas com peitão, bundão e coxão, todo mundo baba. Mas a top model é a Gisele Budchën e isso é indiscutível.

Assim acontece com as escolas de samba. Todas passam pelo sambódromo. Mas a única que desfila é a Mangueira! Hahaha… Porque a voz do samba é verde-e-rosa e nem cabe explicação! ♫ ♫ ♫

E assim também acontece com as torcidas dos times de futebol do Rio. São animadas, calorosas, mas aquela galera bacanérrima que chega em 1 kombi e provoca inveja na mulambada, hoje não coube no maraca!

É uma torcida de preto e de branco, de estrelas solitárias que formam uma constelação só de amor que ninguém caaaaaaaaaalaaaa!

Foi um show de alegria, principalmente de gols, que conquistaram pela 5º vez a Taça Guanabara! Uhuuuu…

Repetindo:

BOTAFOGO!!!Botafogo Campeão da Taça Guanabara pela 5º vez!!!

Saudações Alvinegras,

Da Renata Botafoguense!

Pato Donald

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