Archive for category Para curtir

Sonhar é viver

Assistir à festa do Oscar não faz muito sentido pra mim porque dificilmente estou com os filmes em dia. Tanto que só nesse último final de semana que finalmente assisti a Quem quer ser um milionário. Claro que gostei do desenrolar da trama principalmente pela realidade ali abordada, aliás, histórias assim são bem comuns no mundo inteiro e poderiam ser mais comuns, no que diz respeito aos finais felizes, se houvessem mais portas.
Mas o que realmente me chamou atenção foi o sonho. Jamal tinha um sonho – Latika. Sabia que ela adorava o tal programa porque representava a oportunidade de uma vida melhor. Jamal, por sua vez, inscreve-se no tal programa e a duras penas atinge seu objetivo – reencontra Latika e, por tabela, praticamente sem querer, vira um milionário. A Índia, que o acompanhou pela TV, cai de amores por ele, que virou o símbolo da esperança.
Não se brinca com o sonho de uma pessoa! Kate Winslate que o diga em Foi apenas um sonho. Que filme! Quem não tem como alcançar seu sonho que mude de sonho, senão enlouquecerá, a mente não para.
Contudo, dou mais valor a um louco sonhador do que a um resignado qualquer. Que graça tem em viver sem paixão, sem ao menos um castelo de areia?!
Agora, não há sonho que se compare a uma possibilidade de concretização! Talvez esse seja o momento da verdadeira felicidade. O que segue é constante, esperado, é como um troféu na estante que só serve pra ser admirado, causar ciúmes e relembrar o momento da conquista.
Afinal, o que é mais emocionante, a partida de futebol ou o troféu após a conquista? Sei lá. Aí vai de cada um. Eu fico com a partida, com a adrenalina, com a surpresa, com o clamor, com a possibilidade…
E, falando em sonhos e possibilidades, está rolando no Riocentro a Olimpíada do Conhecimento do SENAI. Um evento interessantíssimo que envolve centenas de jovens de todos os cantos do país na maior competição de educação profissional das Américas.
Essa Olimpíada do Conhecimento representa uma das principais vitrines profissionais do país que expõe o talento de jovens estudantes, incentiva o desenvolvimento de competências, ensinando os alunos a superar desafios, aproximando-os da realidade do mercado de trabalho e do ambiente industrial. E os melhores colocados disputam uma vaga no WorldSkills, o mais importante torneio internacional de educação profissional.
Imaginem quantos Jamal Malik existem nessa competição? Quantos jovens estão agarrando essa oportunidade com unhas e dentes pra atingir seus objetivos?

Confiante, a mineira Juliana Neumann, de 19 anos, vai disputar em design de modas. “Não estou nervosa. Ao contrário, conhecer as outras equipes me deu mais segurança. Estou cheia de expectativas para ver o que os outros participantes trouxeram em suas coleções para os desfiles”, conta a estudante.

Ansiosa, Lauana Chalub, de 17 anos, do SENAI do Acre, veio para o Rio com grande expectativa e um sonho. “Quero sair com a vitória para o meu estado. A Olimpíada é o primeiro passo para entrarmos ainda mais preparados no mercado de trabalho”, conta.

O paranaense Luiz Antonio Ferreira Junior, de 20 anos, já está no segundo curso de desenho e engenharia mecânica do SENAI. Ele afirma que pretende montar sua própria empresa e diz que a preparação para a Olimpíada é fundamental para sua evolução técnica.

As disputas da Olimpíada do Conhecimento começaram hoje às 9h horas no Riocentro e terminam no próximo sábado. A cerimônia de encerramento e premiação está prevista para as 17h de domingo, no Cais do Porto.
E quem quiser saber mais detalhes em tempo real, acompanhe a olimpíada pelo twitter ou assista a transmissão ao vivo aqui e aqui.

Da Renata,
eterna sonhadora!

, , , , , , ,

1 Comentário

Programa para o final de semana

O bom de ser carioca é que, na falta do que fazer especificamente, basta caminhar até a praia para participar de vários espetáculos ao ar livre.
Ir à praia não é só mergulhar e ficar de papo para o ar. É uma social, um lazer do qual só o carioca sabe desfrutar.
Lá você pode não dar bola para ninguém, curtir a paisagem egoistamente e ir embora para casa, como também pode encontrar várias pessoas e dali em diante, meu camará, só Deus sabe o que pode acontecer!
Tem água de coco, é o globo sal e doce, tem esporte, tem calçadão que mais parece um tapete vermelho não apenas por exibir famosos, mas por onde desfilam o preto, o branco, o rico, o pobre, o brasileiro, o gringo, todos abençoados pelo Cristo Redentor, sob a luz intensa do astro rei que é de sapecar a moleira!
Também tem bloco para todos os gêneros, até para quem não gosta de samba, acreditem! Porque é fevereiro e tem carnaval!
E amanhã tem Tour da Taça da Copa do Mundo que já é nossa! É NOSSA, GALERA!!! E todo mundo já sabe! Tenho certeza de que a marchinha de amanhã será uma só:

A taça do mundo é nossa

Com brasileiro não há quem possa

Êh eta esquadrão de ouro

É bom no samba, é bom no couro

O tour do símbolo do futebol mundial que começou na sede da Fifa, em 21 de setembro de 2009, e segue pelo mundo até chegar ao país-sede da Copa do Mundo de 2010, a África do Sul, em 4 de maio, estará no Rio de Janeiro neste final de semana, precisamente no Forte de Copacabana, incluindo transmissão AO VIVO pela internet patrocinada pela Coca-cola.
Sim, galera, nem tudo é festa. A exposição não é aberta. Dias 6 (RJ) e 8/02 (SP) para convidados VIPS e dias 7 (RJ) e 9/02 (SP) para quem conseguiu os ingressos nas promoções realizadas pela Coca-cola.
Portanto, se domingo você estiver na praia como quem não quer nada ou em qualquer outro lugar às 17:30h e quiser dar uma espiada no evento com o seu celular 3G, acesse http://comemore.cocacola.com.br

tourdataçadacopa

Show de bola, hein?!
Fica a dica para os apaixonados pelo futebol!

*Fonte: Blog BigSense, por Rodrigo Bastos

, , , ,

5 Comentários

Pense no Haiti, reze pelo Haiti…

Desde terça-feira passada quando soube do terremoto que destruiu completamente o Haiti, só consigo pensar no quanto eles são desgraçados.
Não queria usar essa palavra ‘desgraçado’, mas não consegui encontrar outra que traduzisse tamanha infelicidade, infortúnio, miséria, angústia, desastre, revés etc.
Como se não bastasse todo o histórico, ainda aconteceu mais essa. Lá a desgraça sempre chegou a galope.
Fico pensando se, depois de tudo, ainda existe algum haitiano com fé em Deus.
Talvez os que ainda estão vivos debaixo dos escombros pensem em Deus com toda força do seu ser.
Mas e aqueles que sobrevivem àquela constante humilhação diante da pobreza, da fome, da dor, de nenhuma oportunidade digna, e agora diante do tapete de milhares de mortos?
Não sei. Não sei mesmo o que sentiria se fosse um deles. Não sei o que me motivaria diante da falta de tudo, da pobreza extrema.
Não consigo imaginar o que é perder todos os familiares e amigos de uma só vez, perder a voz da esperança de Zilda Arns e a de tantos outros missionários, vagar sem teto e agora sem chão, sentido o cheiro pútrido de tudo e todos que até então resistiam.
E misteriosamente o Cristo crucificado da igreja de Sacré Coeur permaneceu de pé.

Cristo de Sacré Coeur - Haiti

O que isso significa?
(…)

Em pensar que essa realidade dura do Haiti, agravada por acidentes naturais, existe até aqui no Brasil.

♫  E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


, , , , , , , , ,

2 Comentários

Só deixo meu coração…

.. na mão de quem pode!

Essa música fala muuuuito de mim. Sensacional!

coração

, , ,

2 Comentários

Top 10 Brasil à la Renata Fera! =D

Lá vão algumas músicas que tenho escutado ultimamente. São músicas lindas, letras apaixonadas na voz de grandes feras nacionais. Todas me trazem um sentido novo e especial. Tocam em mim! … no duplo sentido. Elas apenas seguem uma ‘ordem de chegada’ particular, porque são todas sensacionais!

Ouçam e amem! ♫

1- Não se esqueça de mim -- Nana Caymmi

2- Cheiro de amor -- Maria Bethânia

3- Mar sem sal -- Luisa mandou um beijo

4- Malemolência- CéU

5- Não é fácil -- Marisa Monte

6- O grande amor -- Tom Jobim

7- O meu amor -- Chico Buarque

8- Sem fantasia -- Chico Buarque e Paula Santoro

9- Noites com sol -- Flávio Venturini e Marina Machado


10- Nuvem cigana -- Marina Machado com Milton Nascimento

*Em homenagem ao meu Big Amor!

, , , , , , , , , , ,

4 Comentários

Amanhã é sempre melhor…

… Alguém discorda?

Terminando esta quinta com esperança no coração, ‘na expectativa de’ e ‘apesar de’.

Até amanhã quando o dia raiar sem pedir licença!!!

*Eu sei que essa música foi feita pra criticar a ditadura, mas estou apenas considerando alguns versos soltos no contexto que me convém, ok?

Boa noite!

, , ,

1 Comentário

Casamento moderno

Este foi o hit dos meus contatos do twitter nos últimos dias. Todo mundo morreu de rir. Mas ficou no ar a seguinte  pergunta: Que igreja/religião é essa?

Há anos estive em um casamento em que a noiva entrou ao som de Soul de verão by Sandra de Sá (juro por tudo quanto é mais sagrado!):

Vem, vem pro meu lado forever
Vem pra bem dentro de mim
Vem, vem que eu vou longe e vou fundo
Vem que eu te faço feliz
Vem, vou te contar meus segredos
Você vai rir e chorar
Vem, vou te mostrar o meu mundo
Vou te tirar pra dançar

Eu sou o carnaval
Eu sou o charme e o soul
Sou o samba e o rock and roll
Sou o som da festa, eu sou verão
Eu já sei cantar
Vou aprender a voar
Vou on-line digital
Etcetera e tal
Remeber my name

Era instrumental e tal, não tinha ninguém dançando, mas todo mundo saiu na foto prentendo o riso. Foi inevitável! Pena que agora não me lembro qual era a religião pra frentex.
Eu não frequento igrejas e mesmo assim sempre fico boquiaberta com essa novidade de que os fiéis podem cantar música cristã em qualquer ritmo, bater palma e dançar, por exemplo, ao som de Chris Brown forever em uma cerimônia de casamento religiosa.
Se ainda fosse em um casamento só no civil…  vá lá! Até eu topo a ideia, com uma música melhor, óbvio!
Depois dessa crítica ligeira, não preciso dizer o que penso sobre padre vendendo CD, fazendo caras e bocas em sessões de fotos… sei não! Sou do tempo em que igreja, templo ou qualquer outro lugar em que se louva Deus, O Todo Poderoso, era um lugar de extrema reverência.
Mas ria, só ria!!!

, , , , ,

Nenhum comentário.

Sobre a lua…

Satélite reencantado

MARCOS NOBRE (Folha de SP – 21/07/09)

NO INÍCIO DA década de 1960, JFK estabeleceu a meta de andar sobre solo lunar. Quase ao mesmo tempo, Manuel Bandeira exprimia a ambiguidade dessa experiência em seu poema “Satélite”.
Pode ser um alívio a lua deixar de ser fonte de mistério, melancolia e projeções românticas. Ao sumir do horizonte sentimental, deixa de servir de ícone da decepção amorosa mais recente e leva com ela uma tralha poética que já não tem mesmo muito a dizer. Mas, de outro lado, esse despojamento de metáforas e mitos só pode ser vivido por alguém “fatigado de mais-valia”, por quem se encontra submetido à rotina alienante do trabalho capitalista.
Aqui, o que parecia estar em via de desaparecer era o encantamento da natureza. De alguma forma, a própria ciência pretendia colocar esse encantamento a seu serviço, pretendia traduzir impulsos mágicos em termos de mistérios por desvendar.
É o envelhecimento desse projeto que surge agora com mais clareza nas celebrações dos 40 anos da chegada à lua. A sensação é que todo aquele esforço e parafernália técnica tiveram o mesmo destino da tralha poética ambiguamente enterrada por Bandeira.
A partir da década de 1970, a pretensa neutralidade da ciência foi duramente combatida por diversos movimentos sociais, com destaque para aqueles que se colocaram contra a energia nuclear. Denunciavam a ciência como uma maneira de encobrir uma dominação política. O programa espacial dos EUA era um exemplo perfeito, já que fazia parte de uma estratégia muito mais ampla de ganhar a Guerra Fria, tanto em termos militares quanto ideológicos.
Hoje, as avaliações parecem se dividir unicamente entre quem acha que a conquista do espaço pode ainda render frutos econômicos e científicos e quem vê aí um desperdício de tempo e de dinheiro.
Nada mais resta daquele encantamento que transparecia nas séries de TV e nos filmes que faziam as crianças quererem ser astronautas ou cientistas.
Talvez não apenas porque a ciência tenha perdido muito de seu poder de encantamento. Talvez porque a própria lua tenha retomado, em alguma medida, seu “velho segredo de melancolia”. E a TV e os filmes foram aqui mais uma vez decisivos. A série “Guerra nas Estrelas” inaugurou, a partir de 1977, uma utilização de recursos de efeitos especiais que permitiram um rápido descolamento daquela tralha de foguetes que caracterizou os seriados e filmes anteriores.
O satélite de Bandeira surgia ainda no céu de fim de tarde. A lua reencantada já ia alta quando o ET e Elliot fizeram seu voo de bicicleta.

Satélite

MANUEL BANDEIRA

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada,
Desmitificada,
Despojada do velho segredo de melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados.
Mas tão-somente
Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde,
Demissionária de atribuições românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia,
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
- Satélite.

Adorei o texto do Nobre, o impacto foi ótimo! Apesar de toda a tecnologia, a natureza, que é poética por si só, insurge-se sempre com força e encantamento total. E o homem não escapa da certeza de sua subcondição. Daí o reencantamento. Não há  tecnologia ou poesia de Manuel Bandeira que por mais genial em crítica e frieza rebaixe o esplendor do que o universo nos serve. Do homem espera-se a secura daquilo que sua mente não alcança.  Da lua alta quem sabe virá a conquista (humanização) do próprio homem? Quem viver, verá!

E conversando sobre isso tudo com o meu queridíssimo Freitas, ele lembrou de uma música do Gilberto GilLunik 9 – que simplesmente é genial. Ali já existia um medo anunciado e cantado sobre a ambição do ser humano.  Por sorte, a tecnologia não evoluiu muito de lá pra cá. Tudo se limitou a meros pulinhos em meio à gravidade lunar. Já pensou quanto estaria custando a luz do luar nos dias de hoje? Os olhos da cara!!!

Para ouvir a música clique aqui e no alto-falante que aparecerá ao lado do nome da música – Lunik 9 – de 1967, ou seja, antes de Neil Armstrong!!! Antigaça!

♫  Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
Momento histórico, simples resultado do desenvolvimento da ciência viva
Afirmação do homem normal, gradativa sobre o universo natural
Sei lá que mais
Ah, sim! Os místicos também profetizando em tudo o fim do mundo
E em tudo o início dos tempos do além
Em cada consciência, em todos os confins
Da nova guerra ouvem-se os clarins
Guerra diferente das tradicionais, guerra de astronautas nos espaços siderais
E tudo isso em meio às discussões, muitos palpites, mil opiniões
Um fato só já existe que ninguém pode negar, 7, 6, 5, 4, 3, 2, 1, já!
E lá se foi o homem conquistar os mundos lá se foi
Lá se foi buscando a esperança que aqui já se foi
Nos jornais, manchetes, sensação, reportagens, fotos, conclusão:
A lua foi alcançada afinal, muito bem, confesso que estou contente também
A mim me resta disso tudo uma tristeza só
Talvez não tenha mais luar pra clarear minha canção
O que será do verso sem luar?
O que será do mar, da flor, do violão?
Tenho pensado tanto, mas nem sei
Poetas, seresteiros, namorados, correi
É chegada a hora de escrever e cantar
Talvez as derradeiras noites de luar
♫ ♫  ♫

, , , , , , , ,

7 Comentários

Papo de bêbado cult

Atenção: Este post é uma adaptação do post ‘É ver para crer!‘ que fiz para o blog papo de bêbado, com a devida autorização do meu gorducho, óbvio!

Quem pensa que papo de bêbado é dor de cotovelo, fossa, baixo astral é melhor mudar de blog, porque aqui nesta mesa de bar não rola deprê não! Muito, mas muito pelo contrário. Aproveitamos a “ressaca” para colocar na ponta dos dedos, já que ninguém mais usa lápis, a vida, as experiências estúpidas e grandiosas, afinidades e críticas.

Tudo, claro, com um quê de sarcasmo e até poesia. E entre as rodadas, destacam-se os risos, a filosofia que muitas das vezes faz o silêncio pairar no ar, um certo saudosismo do que vem e que foge e MÚSICA! Sim, porque boêmio que se preze bebe ouvindo, compondo, sentindo música. Sempre há uma trilha e, no geral, de muito bom gosto. Somos sensíveis e antenados. Vejam só:

Segundo o The Guardian, hoje dia 10, a Budweiser lançará uma campanha na TV inglesa, usando All Together Now dos Beatles como tema musical. O clipe nos coloca espiando pela janela de algo como um metrô de superfície. Para isso, levaram cinco dias e 50 horas de edição para sincronizar áudio e vídeo, mas não gostei do resultado: tudo aparece pequenininho demais.

Como a exibição tenta acompanhar o ritmo da música, mal dá para ver o desfile de imagens pretensamente bizarras, como uma abelhona saltitando em uma minicama elástica. Confiram.

Há quem ache muitíssimo mais interessante a sequência da imagem repetida de um bigodudo de chapéu de coco que move os lábios com os dentes cerrados, acompanhando o refrão no finalzinho de All Together Now, no Submarino Amarelo.

Lembram do desenho, né? Antigão, 1968. A história é sobre Pepperland, um paraíso situado a oitenta mil léguas submarinas cercado de cor e música e atacado por uma legião de anões azuis que querem acabar com a música. Daí, os Beatles, super bonzinhos e loucos, embarcam em um submarino amarelo com o intuito de salvar Pepperland, devolvendo a música, a cor e a alegria.

No clipe da Budweiser, quem faz o cover da música dos Beatles é o The Hours, que teve um clipe polêmico com a música See the light.

Na verdade, no clipe, mais do que a música, os destaques são a atuação da Sienna Miller (completamente diferente da Nikki, do filme Alfie, o sedutor) e a direção do ótimo Tony Kaye.

Talvez até as vacas estripadas chamem mais atenção do que o fundo musical.

Para o comercial da Budweiser, o The Hours gravou o cover de All Together Now em um quarto de hotel, usando sons orgânicos (na opinião deles) na percussão: a batida de um extintor de incêndio no aquecedor do quarto.

O resultado condiz com tanta falta de criatividade.

Coverzinho muito chulé!

Entretanto e apesar de saber que os homens não concordarão comigo, por motivo óbvios, achei super original esse resgate musical-cultural, saindo daquele clichê dos comerciais de cerveja nacionais em que só aparecem mulheres seminuas, praia e aquele pagodinho clássico rolando no fundo.

Quanto à cerveja, que é realmente o que interessa, não vou entrar muito no mérito, porque faz tempo que não bebo essa marca, além do que isto é tarefa para o Dr. Beer e seus reviews imperdíveis!

Até breve!

, ,

Nenhum comentário.

Preto ou branco, o que importa?

Estou acompanhando o noticiário desde ontem sobre a morte do MJ e fiquei enojada com certas especulações sobre a vida dele. A imbecilidade chega a um nível tal que me deixa verdadeiramente chocada. O que considero mais incoerente é que o mundo inteiro levanta a bandeira de que não importa a cor da pele, mas ainda existe gente que só abre a boca pra dizer que o Michael se tornou irreconhecível e preconceituoso a ponto de negar a própria raça. Coisa que não acontece, por exemplo, quando aguém muda a cor natural do cabelo.
Olha, não me importa o que dizem sobre o Michael Jackson. Eu fui, sou e sempre serei fã deste único fenômeno da música pop. E sou totalmente contra esse papo de que ele era refém de seu próprio personagem, de que se perdeu na própria imagem, de que se tornou irreconhecível. Isso tudo não passa de um blábláblá difamatório escrotésimo.
Se ele fosse tão complexado com sua aparência, não teria aparecido diante das câmeras há tempos e, no entanto, não houve um, unzinho de seus perfis que não tivesse sido fotografado depois de uma série de cirurgias mal sucedidas, ou alguém acha que ele não tinha consciência disso? Por muito menos a diva Mariah Carey só permite que seu perfil direito ou esquerdo, sei lá, seja fotografado. Vamos combinar que é muita frescura em uma pessoa só?!
Durante toda a existência de MJ, a imprensa encarou sua privacidade como  um “mistério a ser desvendado” e sucessivas jogadas de marketing, como se ele não fosse humano ou tivesse tido algum dia a obrigação de explicar todas as suas mazelas pessoais. Um absurdo invasivo e hostil que nunca aceitei!!! Se teve alguma celebridade que se expôs até demais foi o Michael Jackson.
O que queriam que ele mostrasse, afinal? Seu corpo nu? Seu extrato bancário? Um vídeo dele trepando com alguém? Fotos pós-cirúrgicas? Não é mais fácil apenas nos contentarmos com sua performance artística incomparável e única, que fez e ainda faz cair o queixo dos mais eruditos?
Fico puta da vida com essa mania que todo mundo tem de esperar que os famosos tenham uma vida financeira e particular perfeita, como se fossem inabaláveis, como se de fato quisessem dar o exemplo. A maioria só quer ter o reconhecimento de seu trabalho e uma vida realmente privada, sossegada o suficiente para errar e acertar sem o julgamento dos maledicentes de plantão.
Vivemos todos sob a mesma condição humana. Crises (pessoais ou econômicas), desarticulações, altos e baixos, engano, mal humor são fatores praticamente inerentes a qualquer um de nós dentro de uma sociedade, inclusive para quem vive sendo paparazziado full time.
Quando era criança tive um cachorro chamado Billie, que curiosamente tinha o rosto divido ao meio em preto e branco, era lindo, lindo, lindo! O Billie não era um cachorro comum, ele gostava de ouvir música e dançava. Ficava em pé, uivando ou então disparava a correr em volta da casa, como um doido, abanando o rabo euforicamente. E aí sempre que meu pai chegava da rua de carro, se tivesse tocando “Beat it” em alguma estação de rádio, ele aumentava o volume  do som para o Billie dançar, o qual simplesmente enlouquecia nesse momento!!!  Ele entendia ‘Billie’ e não ‘Beat it’. Era muito engraçado!
Também me lembro de ter assistido pela primeira vez o clip “thriller” no cólo do meu pai, morrendo de medo daquele lobisomem, completamente em pânico. Sim, eu fui uma criança muito medrosa. Dormia com a porta do quarto aberta e a luz do corredor acesa. Às vezes, fugia para a cama dos meus pais no meio da noite e não suportava esse papo de monstro e muito menos aquela risada diabólica do final do clip, até entender que tudo aquilo fazia parte de um show, do qual só o Michael era capaz. Ele era um showman!!!
Eu ia dizer que morreu mais um rei, mas não acredito na morte de grandes personalidades ou de pessoas de bem, elas vivem para sempre em nossas vidas.

Difícil escolher um clip favorito, mas como este foi rodado aqui no Brasil, lá vai:

Da Renata,
Que nunca se importou com a aparência do Michael Jackson, reconhecendo-o sempre em qualquer fase de sua vida conturbada e que lamenta a sua morte potencialmente precoce.

*Não revi o texto, ignorem os erros.

, ,

6 Comentários

Aos retardatários como eu

Depois que comecei a prestar mais atenção nos nomes dos diretores e roteiristas dos filmes de que gosto, os benditos ficaram muito mais interessantes. Saber mais sobre o conjunto da obra cinematográfica, principalmente sobre quem está por traz das câmeras, por vezes é melhor do que o filme em si. É o caso, por exemplo, de Quentin Tarantino.
O cara é louco! Consegue fazer violência com humor de uma forma esdrúxula. As pancadarias, os tiroteios, todo aquele sangue, a sordidez do submundo, as trilhas originalíssimas e o elenco fora de série literalmente, que costuma ser desencravado lá dos quintos dos infernos, recebendo uma alavancada à la Tarantino pra nego nenhum botar defeito (o que, pelo visto, não se repetiu no Inglorius Basterds), explicam um pouco o que passa na mente dessa criatura.
Inclusive, existe um curta metragem chamado Tarantino’s Mind, que a retardatária aqui só descobriu depois de uma twittada da Drika. Detalhe: sempre falei mal do twitter e agora tenho que dar o meu braço a torcer duas vezes -- o twitter tem seu lado cultural e também não posso mais negar, o Freitas tem razão quando me pergunta como está o tempo em Marte.
Mas como, meu deuso? Como posso ter descoberto esse curta 3 anos após sua estréia? Logo eu que sou fã de curtas, sempre ligada no canal Brasil, fã do Tarantino, apesar de preferir romances água com açúcar, fã do Selton, do Seu Jorge. Como esse curta passou despercebido tanto tempo? Não merecia isso!
Só pode ter sido em 2007, na época em que estava no BBB (leia-se: Big Bosta de Boituva). Quase oito meses de alienação, que pelo visto ainda não recuperei. Que prejuízo!
Mas vamos ao que interessa. O curta, dirigido pelo próprio Selton, é genial! Se o Tarantino assistiu, com certeza, se amarrou! As teses tarantinescas são um esculacho. E a versão evoluída dos adventistas é demais! Proibido batata frita na sexta-feira, mas chopp POOOODE! Hahah... Ah! Na boa, gosto muito do Tarantino, mas quem dera que ele fosse gostosão como  o Federer!

Tomara que tenha continuação!

, , , , , , ,

6 Comentários

Just a Fest II

Agora, Radiohead!

Houve uma época em que eu não dava a mínima para as músicas nacionais. Sei que é triste, mas é a pura verdade. Só queria saber de Pearl Jam, Nirvana, GN’R, The Doors, Maxi Priest, Faith no more, Bon Jovi, Prince, Metallica, Red Hot Chili Peppers, U2 e por aí vai… Era capaz de ouvir Billy Idol amarradona e ignorar Legião urbana, Paralamas, Titãs, Skank ou qualquer cantor nacional que fosse febre na mesma época Hahah. Acho que era coisa da idade aborrescente ouvir um som mais agressivo, até estourar as caixas de som. Influência também dos meus primos cariocas que lá na praia do Arpoador fingiam ser estrelas de rock curtindo férias anônimas.

Essa fase só de guitarra e bateria não durou muito. Quem no Brasil vive sem samba? Sem aquela batucada? Inclusive, quando entrei na faculdade tive que dar uma incrementada geral no meu repertório, senão ficaria de fora de todas as rodinhas de violão e valeu muito a pena!

E Radiohead? Como a primeira vez a gente nunca esquece… há 16 anos ouvi meu primeiro amor cantar para mim Creep. Impossível esquecer, porque ele era estranho mesmo, as suas pernas não tinham o mesmo tamanho, o refrão… I’m a creep, I’m a weirdo soava perfeito na boca dele. Eu era novinha mas o amava intensamente.

De lá para cá o mundo deu voltas, esse primeiro amor ficou tão looonge… menos o Radiohead, que sempre ressurge com uma música perfeita para um momento que talvez nem eu entenda ou vice-versa.

Foi aí que um outro namorado… Hahah… detesto lembrar dos meus ex-namorados, mas não estou conseguindo escapar dos falecidos dessa vez. Bem, ele gostava de dormir, dirigir, tomar banho, fazer amor ouvindo música. Certa vez, como quem revela um segredo, ele me mostrou seus CDs do Radiohead e disse: Rê, você precisa ouvir isso. Vai amar!

Daí em diante Radiohead marcou a nossa relação, principalmente quando não estávamos juntos, ou até mesmo andando pelas ruas, testemunhando algum lance absurdo. Porque não é só letra, aliás, algumas não fazem o menor sentindo, é um som que faz flutuar, olhar de cima, olhar para dentro de si. Cria um estado de transe como o do Thom Yorke no palco. Ele dança esquisitaço, sacode a cabeça de um jeito que nunca vi igual. Embora seja o Ed O’Brian que arranque suspiros da mulherada, acho muito mais interessante o Yorke, acreditem!

Thom Yorke

Fora o comportamento da banda em si. Eles fazem arte com modéstia, naturalidade, apenas por prazer. São ativistas, enfim…

Senti raiva por ter perdido o show Just a Fest! Tenho que aprender a planejar a minha vida melhor. Agora só me resta ficar aqui na expectativa de outra chance. Mas nada de Kraftwerk, pelo amor de Deus! Os caras são medonhos e a música um lixo eletrônico.

, , , ,

6 Comentários

Just a Fest I

Ainda empolgada com Just a Fest, mesmo tendo assistido pela TV, vou contar uma história antiga, meio melancólica, sobre o primeiro contato que tive com os Los Hermanos há dez anos (Como o tempo passa rápido, mái gódi!)

Em 1998/99, quando ouvi no rádio Anna Julia, no minuto seguinte a música tinha impregnado a minha mente. Lembro-me de não ter gostado do nome da banda Los Hermanos, achei antipático ser em outra língua, a sorte é que o espanhol é bem hermano, foi fácil deixar de lado a implicância e cair dentro do CD que o meu irmão ganhou dias depois sei lá de quem.

Primeirão

Se interessar, compre o livro pelo submarino. Ótimo!

Todos os dias ouvíamos o mesmíssimo CD. Ok! Não tínhamos muitos e esse era o mais atual. Fato é que ninguém conhecia as outras músicas da banda, só eu e o meu irmão. Anna Julia era a única música que até então liderava as paradas de sucesso, as festas e todas as rodinhas de violão.

Um belo dia soubemos que haveria um show da banda no parque de exposição de Itaipava, que coincidiu com uma festinha de aniversário surpresa que dei para o meu namorado da época da faculdade. O churrasco foi um sucesso! Bebida, música, sacanagem e mais alguma coisa que não devo lembrar ou ter visto. O meu namorado estava como pinto no lixo. Nunca mais houve uma festa que reunisse aquela mesma turma especificamente. Até aí tudo seguia perfeito.

Em seguida, partimos para o parque. Achei que a maioria das pessoas estava ali para assistir ao show de abertura da Fernanda Abreu (que se resume, na minha opinião, à música Rio 40 graus e olhe lá!) e no máximo Anna Julia.

Apenas eu, o meu namorado, o meu irmão, mais um casal de amigos, que estavam se estranhando desde cedo, descemos para assistir aos shows. O resto da turma resolveu continuar encachaçando numa das barraquinhas.

Quando começou o show dos Los Hermanos, na minha frente havia um tapete humano que não arredava o pé. Fiquei embasbacada com a quantidade de malucos que também tinham o tal CD esquisito Los Hermanos e sabiam todas as músicas de cor, como eu e o meu irmão.

O meu namorado, apesar de ser paracatuense e adorar um sertanejão, curtia outros estilos, mas até aquele momento só conhecia Anna Julia. O restante ficou pesado para uma noite só. Tinha que ter sido em doses homeopáticas, ele não curtiu o show como eu.

Lá pelas tantas enquanto eu e o meu irmão vibrávamos, pulávamos e cantávamos aos berros todas as músicas, eis que surge um altão de boné na minha frente, tampando a minha visão completamente. A ideia era pegar o boné do gigante e zunir na plateia, mas não tive coragem, não sou tão má. Só zoei com o boné na mão e pedi que ele chegasse um pouco para o lado, educadamente.

De repente senti um vazio ao meu redor.. Cadê o meu namorado? Cadê o outro casal com cara de bunda? Sumiram. Fiquei preocupada, afinal, sair no meio de um show lotado daquele jeito sem avisar é o fim da picada! O meu irmão disse que eles podiam ter ido ao banheiro ou comprar cerveja, relaxei, e como estava com o meu irmão-hermano, continuei a fazer o que estava fazendo com mais intensidade. Só queria me divertir. Vibrei, pulei e cantei muito mais até o show infelizmente acabar e a minha voz sumir.

Como já era tarde e fazia muito frio, caminhamos em direção às barraquinhas e… Lá estava o ingrato do meu namorado bebendo com o restante da turma, sem se importar se eu estava ali ou não! Foi aí que percebi a gravidade daquele comportamento. O infeliz me largou para trás, justo no dia que dei de presente uma festa de aniversário para que ele, principalmente ele, se divertisse com os amigos que tínhamos em comum. Estava decepcionadíssima, me sentindo uma idiota, só queria chegar perto dele e dizer: Obrigada pela consideração, bye-bye!

Mas não foi bem assim que aconteceu. Ele conseguiu ainda piorar a situação. Disse que saiu de perto de mim porque me viu dando mole para o cara do boné. Não acreditei quando ouvi aquilo e tenho certeza que ele também não acreditou que disse aquela merda, olhando nos meus olhos, ainda por cima. Continuei a falar com firmeza, dramatizei tudo que podia porque só queria ouvir um pedido sincero de desculpas, que ele tivesse consciência da desfeita que me fez.

Em vez disso, ele chorou das lágrimas rolarem até o queixo. Foi horrível vê-lo chorar, fiquei com remorso das coisas que disse. Entretanto, foi uma das poucas oportunidades que tive diante do seu verdadeiro eu, do seu amor por mim.

O mal entendido acabou ali. Ele me deu um beijo com gosto de lágrima e um abraço cheio de um carinho, de um precisar que parecia não ter fim. Sorrimos! Em algum lugar dentro dele tocava…

♫ Alegria é olhar pro seu sorriso e ter você sempre ao meu lado. Alegria é andar junto a você e poder ser o seu namorado, o seu namorado… ♫

Tocava sim, porque escutei muito bem! Depois passei a escutar outra música, só que dessa vez saía de dentro de mim…

♫ Não sei mais o que fazer da minha vida sem você. Agora que se foi, eu sofro tanto, eu sofro tanto sem teu amor… Vai embora não sei mais o que fazer pra aguentar… Teu amor não vale tudo que passei. .. Agora que você já foi embora, eu posso então ser bem mais feliz!

O namoro acabou no final de 99 e Los Hermanos continuou embalando a minha vida, CD após CD, com aquele estilo despretensioso que todos viram nesse último final de semana. Uma banda com cara de gente comum que só sobe no palco para falar de amor, que emociona até pela TV e que não pode se desfazer haja o que houver!!!

Los Hermanos

Estou na dúvida se foi a melhor ou uma das melhores partes do show do Radiohead. É que também amo essa banda. Mas essa história ficará para o próximo post.

, , ,

9 Comentários

Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?

Não, eu não sambo mas em vão
o meu samba tem cordão
o meu bloco tem sem ter
e ainda assim
sambo bem a dois por mim
bambo só mas sambo sim
sambo por gostar de alguém
gostar de
me lave a alma
me leve embora
deixa ver samba no peito de quem…

Quem se atreve a me dizer
do que é feito o samba
quem se atreve a me dizer… ♫

Já é sexta? Como assim? Só trabalhei essa semana!, como uma filha da mãe!, simplesmente porque sem dinheiro não dá não, meu camará! Não dá nem para sambar! Eu que tinha feito tantas promessas para este carnaval, estou igual àquele bloco de Laranjeiras, concentra mas não sai. O sambódromo ficará para 2010! Até porque a festa multicolorida não tem lugar, está por toda parte, até com quem foge do bloco, do carnaval.

E é com essa galera bacanérrima, que pensa que foge do carnaval, que passarei meus dias de folia daquele jeitinho básico de sempre: cerveja, piscina, música, bate-papo, cerveja, piscina, cerveja, não necessariamente nessa ordem. Sexo? Vamos pular essa parte, no carnaval tudo pode acontecer! Hahahah…


Beijos
carnavalescos,
Da Renata,

A mesma boba-alegre!!!

, , , , , ,

1 Comentário

Simples-mente Renata

Aviso aos navegantes que o meu nome é:

RE-NA-TA

Simples assim!

Renata Fern é apenas um login, que faz todo mundo achar que o meu nome é Renata Fernanda.  Só que Fern é abreviação de Fernandes, meu primeiro sobrenome, ok?

Alguns dos meus queridos me chamam de Rê, Naná, Nanata, Cafuringa (por causa do meu pai, Cafu). Mas se algum dia surgir um homem na minha vida que me chame de Renata Maria, tudo bem, vou adorar!!! Ele estará morrendo de amores por mim! Hahaha…


*Música: Chico Buarque e Ivan Lins

, ,

2 Comentários

Viajando…

Escutei música o dia inteiro. Procurava inspiração. E aí a vida foi passando como um filme. A cada música um cena esdrúxula. Pensamentos, sonhos antigos e ridículos vieram à tona. Lembrei de coisas que nem acredito que tive coragem de fazer. Engraçado olhar para trás e não se reconhecer direito! E olhar para frente com os olhos da imaginação e delirar com um mundo inacreditavelmente possível. Até senti um arrepio, seguido de uma euforia que só eu sei… Tudo bem, os sonhos concretos são melhores, mais saudáveis e coisa e tal, mas num domingo chuvoso e meio solitário como hoje, depois de um sábado legal como ontem, o que uma mulher como eu, solteira, sem marido, filhos e grandes responsabilidades pode fazer? Preciso SONHAR, incorporar algum personagem, planejar o minuto seguinte, o reveillon, além de cuidar do cachorro, arrumar o quarto e outras mesmices que podem matar qualquer um de tédio. Se bem que o meu  John Lennon jamais me mataria de tédio, amo aquela criatura!!! Não é que a vida seja (totalmente) sem graça (hahaha), mas se não soubesse da existência de certas coisas, talvez tivesse mais satisfeita, ou se pelo menos o que quero dependesse só de mim…. falta um pouco de “poder” neste cotidiano, poder sobre o outro, sobre o amor.

Entretanto, coisas boas estão prestes a acontecer, os meus dias ditos normais andam surpreendendo. Meu coração não me engana, são expectativas que incluem tudo e todos, inclusive o show do Radiohead! Às vésperas do show da Madonna, só ouço Radiohead,  maravilhoso!!! Música para qualquer momento, a melhor banda de todos os tempos! É só apertar o play e viajar!!! O único problema é: quem topa ir ao show comigo? Da minha “turminha” parece que só eu sou fã do Radiohead!

, , ,

4 Comentários

Meu radinho

Enquanto não crio a minha rádio e descubro como acrescento ali ao lado dos outros widgets, ouçam Los Hermanos!!! Acho um absurdo quando fico sabendo que tem neguinho por aí que nunca ouviu falar em Los Hermanos!!! Vocês não sabem o que estão perdendo!!! A música dos caras é maravilhosa!!!


Rádio Los Hermanos, clique aqui! ♫ ♫  ♫


,

2 Comentários

The strokes

Sem querer trair a música nacional e apesar da bossa, do samba estarem nas veias, curto música de maneira geral e uma que não me sai da cabeça é este rock do The Strokes. O som é maneiro, a letra também, mas o clip… tétrico! Aliás, não sei porque os artistas possuem essa mania de gravar clips insinuando um afogamento, uma inundação, que bobagem! Poderia até elencar uma lista, mas agora só estou me lembrando do clip do Ozzy (no more tears).

You Only Live Once

Some people think they’re always right
Others are quiet and uptight
Others they seem so very nice nice nice nice (oh-ho)
Inside they might feel sad and wrong (oh no)

Twenty-nine different attributes
Only seven that you like
Twenty ways to see the world (oh-ho)
Twenty ways to start a fight (oh-ho)

Oh don’t don’t don’t get out
I can’t see the sunshine
I’ll be waiting for you, baby
Cause I’m through
Sit me down
Shut me up
I’ll calm down
And I’ll get along with you

Oh Men don’t notice what they got
Women think of that a lot
One thousand ways to please your man (oh-ho)
Not even one requires a plan (I know)

And countless odd religions, too
It doesn’t matter which to choose (oh no)
One stubborn way to turn your back (oh-ho)
This I’ve tried, and now refuse (oh-ho)

Oh don’t don’t don’t get out
I can’t see the sunshine
I’ll be waiting for you, baby
Cause I’m through
Sit me down
Shut me up
I’ll calm down
And I’ll get along with you
Alright

Shut me up
Shut me up
And I’ll get along with you

, ,

2 Comentários

Fantasia de criança

O dia 11 de outubro passou e esqueci de comentar um episódio engraçado sobre a minha infância. Acreditei ter visto no Bob’s de Ipanema o Cartola!

Cartola 70 anos

A foto é do Cartola com 70 anos, mas aqui comemoro seu centenário!

Como eu já devia ter uns 10 anos, com certeza foi um engano, ou então uma fantasia. Mas a imagem ainda é bastante nítida na minha memória. Acho até que é por isso que sou Mangueira, porque meus pais são Portela, não sei o que pode ter me influenciado…
Bem, o que importa é que sou verde e rosa, mesmo não freqüentando mais o Bob’s como naquela época. E, por falar nisso, acabei encontrando sem querer
esta foto da década de 70 do Bob’s de Ipanema, entre as esquinas das ruas Visconde de Pirajá e Garcia d’Ávila.

Bob's de Ipanema anos 70

De lá pra cá, muita coisa mudou

Bob's atual

Bob

Talvez o Cartola nunca tenha estado lá, não há vestígio do queijo com banana da época do meu pai e o bob’s burgão que servem hoje em dia é uma verdadeira decepção!

Enfim… me leva que eu vou, sonho meu, porque ano que vem a “EX”-carnavalesca de meia tigela aqui desfilará sua fantasia de criança na Apoteose! Quem quiser também que me acompanhe, afinal, atrás da verde e rosa só não vai quem já morreu! Se bem que o Cartola não morreu!!!

Salve, salve Cartola!

Beijos carnavalescos :)

, , ,

6 Comentários

Show da Madonna – 14/12/08, RJ

Anos atrás estava lá eu no maraca, no meio da maior concentração de homossexuais por metro quadrado em que uma adolescente poderia estar, boquiaberta com o mega show da rainha do pop, achando super engraçado ela falar bunda suja. Agora, ela está de volta ao mesmo bat local, cinqüentona e com essa nova mania de desfilar por aí usando uma calcinha totalmente demodé, ou um collant branco ou rosa-choque horrorooooso. Vamos combinar que a fase dos cones e espartilhos era muito mais tchan, não?

Por sorte, consegui garantir meu ingresso. Depois de ler várias vezes Server is too busy, aceitei a oferta da minha irmã de encarar a fila do Via Parque. Lógico que não conseguimos ingressos para a arquibancada central como desejávamos, estamos na lateral número 2, com amigos espalhados em outros lugares. Mas depois do sufoco que a minha irmã passou, isso agora é apenas um detalhe, o importante é estar lá!

Entretanto, o que acontece neste país que para tudo é preciso uma boa dose de estresse? Que tumulto foi aquele? Ingressos esgotados em menos de 48 horas! Será que estavam baratos demais, ou a máfia de cambistas está cada vez mais poderosa? Ticketsforfun ou Ticketsforfucky? Impressionante a desorganização! Ou será que tudo isso é culpa da Madonna mesmo, cada vez mais avassaladora? Só sei que se a minha irmã não tivesse topado encarar a fila… estaria de fora!

Classificados: Troca-se ingressos da arquibancada 2 para a 1 ou vice-versa. Não é trambique, nem numerologia, e sem ônus para nenhuma das partes. Possibilidades de escambo sem esculhambação: 2 ingressos de estudantes da arquibancada 1 para a 2. Ou 1 ingresso inteiro  da arquibancada 2 para a 1. Os interessados entrem em contato no e-mail renatafern@gmail.com. Não sei se na hora terá diferença entre as arquibancadas laterais, por via das dúvidas, melhor prevenir!

Show Madonna

Show Madonna

, , ,

12 Comentários