Há tempos tento acertar um presente para uma pessoa queridíssima. Normalmente, já é difícil comprar presente para homens, para esse então… Trata-se de um gênio! De alguém com uma inteligência absurda. Um Einstein em tempos modernos. Sem exageros!
O primeiro presente foi a escolha de um livro. Mas que livro, se o gênio já tinha lido os melhores? Ele é conhecedor de todas as histórias, do livro, do autor, da motivação, das histórias correlatas, paralelas, das inimagináveis, de frases expansivas, daquelas que quanto mais você ouve, mais descobertas faz e menos entende do assunto. Ele humilharia se não fosse o fascínio que seus assuntos provocam.
Optei pelo lançamento do 1808, que teve uma crítica ótima na época e que está além de uma mera ficção. É história das boas, da qual ele já sabia, evidentemente, de cor e salteado. Faltava apenas saber pela letra do autor.
Não sei o porquê, acabou que o livro não causou o menor impacto. Ele gostou mais da dedicatória que fiz… Talvez ele me considere o melhor da história do Brasil, sua aprendiz, fã e comparte. Hahaha… O livro está lá servindo de calço para alguma coisa, fazer o quê?
Com tantas primaveras nas costas, ele é um cri-cri insuportável. Sua visão sobre tudo e todos é tão ampla que sei que às vezes se faz de bobinho para a conversa não acabar de supetão. E é nesse momento que ele derrama sua amorosidade em cima dos pobres ignorantes, como eu.
Depois de mais algumas tentativas, resolvi emprestar o livro que ele me fez comprar para mim mesma. Ele queria que eu soubesse mais sobre Einstein, que eu falasse com propriedade sobre o homem que era o emaranhamento de ideias em pessoa. E no auge da minha inteligência amebóide, discordei da interpretação que ele tinha sobre O Deus de Einstein. Foi só uma tentativa de mostrar a minha audácia. Sou advogada… Sei dar os meus nós. E, então, o peguei confuso com o que falei por alguns minutos. Que êxtase!
Já discutimos tanto sobre esse livro que não cheguei a lê-lo de cabo a rabo, fui logo aos finalmentes. Por isso, o livro seguiu emprestado.
Hoje o meu gênio está lá babando em cima da biografia completa do um dos maiores crânios que marcou a história da humanidade – Einstein – sua vida, seu universo - e eu certa de que esse livro não volta mais às minhas mãozinhas lindas.
Finalmente, agradei! Dando um presente sem querer. Hahaha…
Além das dicas para uma boa leitura, esse blábláblá é só para dizer que, na hora de comprar um presente para um homem, até mesmo para um gênio, não tente surpreender. Isso é uma missão impossível. Escolha logo alguma coisa de que o cara goste de beber, usar ou ler!
Se ele gosta de cerveja, nada de whisky; se gosta de camisa pólo, dê a enésima camisa pólo; se é fã de um personagem ou uma personalidade, é sobre isso aí que ele vai gostar de ler novamente. O melhor presente é o óbvio.
E é óbvio também que essa regra não vale para as mulheres. Gostamos muito de coisas simples, pena que as rosas não falam, mas adoramos principalmente uma modinha.
)
Queria fechar o post com chave de ouro, revelando a identidade do meu gênio, só que ele adora o anonimato, só sai da lâmpada mágica quando bem entende. A história da vida desse homem incomum é linda, daria um livro de emocionar! Quem sabe um dia…



Apostei o óbvio e mandei por sedex, pra Curitiba, 2 camisetas com estampas rock’n'roll. E um cartão, é ló-gi-co. Pelo menos ele disse que adorou
Sumiu, hein, cansada? Apareça ao menos no msn!
Bjs
Mandou bem! O óbvio é certeiro!
Amiga estou espremendo o tempo pra ver se sobra tempo pra ir ao banheiro fazer xixi, tá foda!
Bj
Ó meu deus!
Quem será o gênio da Renata?
Difícil essa, não é mesmo, Freitas? Hehehe…
Livros são sempre ótimos presentes.
E, por isso, quanto mais gênio é o presenteado, procuro em lojas de livros usados. Se não for pra dar um presente original, que seja o mais raro então… (Por sinal um amigo meu gênio fez aniversário esses dias)
Fora isso – seja homem ou mulher – prefiro tentar fugir do óbvio. Tento alguma lembrancinha que, por menor que seja, ele (a) olhe e lembre quem foi o amigo que presenteou.
beijo
eu amo ganhar livros.
mas acho q existem presentes q se encaixam no perfil da pessoa.
são os q mais gosto de dar. aqueles q olho e enxergo direitinho um rosto.
e é tão bom ver o sorriso depois…
beijoca.
Oi Tiago! Oi Drika!
Só quis dizer que quando fugimos do óbvio, nem sempre acertamos! E aí sim é um desastre!
Acho que gosto mais de dar presentes do que receber, talvez porque dificilmente acertam! Hahah…
Beijos!
Tás de brincanagem, né?
Eu, hein
Brincanagem? Sem modéstia vai, querido gênio!
Anota aí: Toda modéstia é falsa por natureza!
Beijos