Atirando para todos os lados…

Quem lê o meu blog sabe que reclamo com frequência dessa instabilidade econômica, dessas oportunidades medíocres que surgem por aí e ainda chamam de trabalho.
Medíocres porque, COM SORTE, pagam as contas no final do mês. E o povo vai vivendo cheio de vontades e necessidades além das básicas, muito além das básicas.
Trabalho, no meu entender, tem que pagar as contas e concretizar os sonhos. Trabalho bom, digno, é aquele que possibilita e não impossibilita.
Fico pau da vida quando penso nisso porque nada é mais retrógrado do que essa sociedade seletiva! Quem não está dentro, está fora! Com uma mão na frente e outra atrás, diga-se de passagem!
Mas vamos deixar de lado minhas opiniões políticas, sonhadoras e revolucionárias e falar sobre como se ganha dinheiro na internet.
Gente, isso pra mim é tão indesvendável quanto os segredos da esfinge. Por favor, se alguém souber de algo, deixe pelo menos uma pista.
Empresas, agências, qualquer coisa que já existe e concilia a internet como meio, isso entendo perfeitamente. Até porque é lógico.
Agora como uma pessoa começa do zero, vira empresário ou blogueiro profissional, webwriter e deslancha na vida virtual e real, isso foge um pouco da minha capacidade de compreensão e desperta em mim uma profunda inveja. Porque são tantos blogs, tantas opiniões. Peneirar qualidade e conteúdo acaba ficando por conta das estatísticas e isso é contar com a  sorte demais para o meu gosto!
Eu definitivamente não consigo ter uma ideia que não exija um capital inicial considerável e olha que sou uma pessoa com muitas ideias, acredite! Mesmo tendo abandonado meu lado megalomaníaco, sobraram várias humildezinhas.
Tenho dois super projetos na manga para o mundo virtual, ambos em standby, esperando verba. Incrível, estou sempre dependendo de um sócio investidor!
Aliás, se VOCÊ que está me lendo neste momento NÃO SABE O QUE FAZER COM O SEU DINHEIRO, VIRE MEU SÓCIO INVESTIDOR E TRANSFORME SUA VIDA NUMA AVENTURA!
Brincadeiras a parte, é óbvio que vejo muitas oportunidades na internet, estou sempre atrás de todas elas. Mas acho que é aí que me dano.
O meu querido guru Freitas diz o seguinte: Correr atrás de uma oportunidade é inútil. O lance é correr na frente.
Caramba, Freitas! Você está certo, certíssimo como sempre. Chego a duas conclusões, ou minhas pernas são fracas ou nunca tive o impulso, incentivo, sorte, qualquer coisa que me jogasse pra frente.
Há uns anos comecei a trabalhar online e do zero. Acreditei que tivesse tirado a sorte grande. Pensei: Daqui pra frente vai ser moleza! O dinheiro pintou rápido, fiz e aconteci. Mas depois, sei lá. Talvez o mercado tenha saturado, talvez a crise econômica de 2009 tenha deixado sequelas graves no meu ramo ou talvez seja algo pessoal mesmo.
Sabe como é? Quando a gente não entende o sentido dos acontecimentos,  a gente acaba se culpando, se martirizando, vendo pêlo em ovo, fantasmas, pensando logo no sobrenatural.
Só sei que a coisa desandou e eu que já não vivia num mercado muito estável, hoje me sinto completamente desprotegida e com CONTAS A PAGAR!!!
E já que essa é uma realidade geral, resolvi me promover! Quero expandir minha capacidade de trabalho remoto, seguir várias linhas na área de telecommuting, colocando-me à disposição como redatora, produtora de conteúdo >>> webwriter!
O mercado de marketing digital está em ascensão continuamente e é muito mais do que um festival de spam. Posso ser porta-voz multimídia do seu negócio. Posso dar aulas também, ensino a escrever usando a nova ortografia, pensar, viver…
Entre em contato, você não vai se arrepender.

Da Renata,
Versátil e aprendiz de feiticeira =D

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Programa para o final de semana

O bom de ser carioca é que, na falta do que fazer especificamente, basta caminhar até a praia para participar de vários espetáculos ao ar livre.
Ir à praia não é só mergulhar e ficar de papo para o ar. É uma social, um lazer do qual só o carioca sabe desfrutar.
Lá você pode não dar bola para ninguém, curtir a paisagem egoistamente e ir embora para casa, como também pode encontrar várias pessoas e dali em diante, meu camará, só Deus sabe o que pode acontecer!
Tem água de coco, é o globo sal e doce, tem esporte, tem calçadão que mais parece um tapete vermelho não apenas por exibir famosos, mas por onde desfilam o preto, o branco, o rico, o pobre, o brasileiro, o gringo, todos abençoados pelo Cristo Redentor, sob a luz intensa do astro rei que é de sapecar a moleira!
Também tem bloco para todos os gêneros, até para quem não gosta de samba, acreditem! Porque é fevereiro e tem carnaval!
E amanhã tem Tour da Taça da Copa do Mundo que já é nossa! É NOSSA, GALERA!!! E todo mundo já sabe! Tenho certeza de que a marchinha de amanhã será uma só:

A taça do mundo é nossa

Com brasileiro não há quem possa

Êh eta esquadrão de ouro

É bom no samba, é bom no couro

O tour do símbolo do futebol mundial que começou na sede da Fifa, em 21 de setembro de 2009, e segue pelo mundo até chegar ao país-sede da Copa do Mundo de 2010, a África do Sul, em 4 de maio, estará no Rio de Janeiro neste final de semana, precisamente no Forte de Copacabana, incluindo transmissão AO VIVO pela internet patrocinada pela Coca-cola.
Sim, galera, nem tudo é festa. A exposição não é aberta. Dias 6 (RJ) e 8/02 (SP) para convidados VIPS e dias 7 (RJ) e 9/02 (SP) para quem conseguiu os ingressos nas promoções realizadas pela Coca-cola.
Portanto, se domingo você estiver na praia como quem não quer nada ou em qualquer outro lugar às 17:30h e quiser dar uma espiada no evento com o seu celular 3G, acesse http://comemore.cocacola.com.br

tourdataçadacopa

Show de bola, hein?!
Fica a dica para os apaixonados pelo futebol!

*Fonte: Blog BigSense, por Rodrigo Bastos

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Era só o que me faltava

Como se não bastasse as dificuldades do dia a dia, a minha insatisfação comigo mesma, essa vida financeiramente medíocre, esse monte de vontades e necessidades, o meu PC resolveu me enlouquecer!!! E o dvd com o backup de fotos de três anos pra cá também.
O PC anda temperamental e não há nada que leia os dados do dvd. Isso porque tudo foi feito com o maior carinho e atenção e devidamente testado.
Mas nem tudo está perdido. O “CD recovery tollbox free”, indicação do sogrão, vai me salvar!
Agora, por que isso aconteceu? Que estresse! Parece perseguição. Tantos dias perdidos… Coisa que detesto é perder tempo, isso me dói.

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Dentro do peito afogada

Embora todas as expectativas, não entendi por que esse mês foi tão difícil pra mim.
Não é problema com o meu amor, esse vai muito bem, obrigada!
É comigo mesma, é com o mundo, com tudo que ainda não é. É com o trabalho, com a minha independência.
O problema maior é com o meu nariz que ainda não é totalmente meu. Que ironia! É esse signo da falta, como diria a Maria Rezende.
A minha vida está atrasada e o tempo se esvaindo sem dó nem pena.
E até pra expressar essa dor, essa ansiedade, esse medo de não viver o que tanto quero, encontrei uma poesia no Bendita Palavra:

DENTRO DO PEITO AFOGADA
choro lágrimas tortas
choro as certezas mortas
na calmaria da cama

O chão coalhado de dúvidas
tropeça meus pés vermelhos
se levanto, cambaleio
se deito evaparo no ar

Feito um bicho no escuro
mas curva que aconchegada
desentendo a dor que sinto
desentendo o mundo todo
e seu estúpido funcionamento

Quero o ’sim’ que hoje não veio
quero amanhã confirmado
e não importa se virá

A vida é um eterno arriscar-se
é o intervalo dos planos
e o pra sempre é outro dia
sempre longe, sempre lá

Eu quero o aqui e o agora

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Quem googla, acha!

O google realmente é um oráculo. Olha só que história doida. Quando comecei a fazer faculdade veio parar aqui no meu bairro uma família, no mínimo, excêntrica. Pai astrólogo, madrasta gente boa e cinco filhos, todos meninos lindos e roqueiros. O mais velho virou meu amigo. Pra falar a verdade não éramos bem amigos. Eu, mais velha do que ele uns três anos, namorava sério um menino da faculdade. Sério no sentido de que o meu coração batia por ele, mas devido a tantas briguinhas, idas e vindas, não deixei de olhar para os lados. Na época tinha remorso disso… Talvez remorso não seja a palavra apropriada, tinha mesmo era um falso moralismo em relação à seriedade da nossa relação. Numa turma onde todo mundo se pegava (sem sacanagem, era o carrossel da alegria!) e só eu namorava o mesmo cara desde sempre, que apenas me namorava sem maiores pretensões, daí toda a minha irritação, eu acabei traindo algumas vezes, pensando nele, claro! Uma coisa assim bem filha da puta! Eu pensava nele quando a coisa começava e depois no dia seguinte. Porque durante… eu só queria saber de aproveitar quem estava ali comigo e viver intensamente o meu sexy appeal. O bobão do meu namorado mal sabia que quando me dava bolo, os meninos aproveitavam e faziam fila na porta. E a fila só não era maior, porque eu era uma bobona apaixonada, filha da puta, mas apaixonada e resistia bravamente a maioria. Mas não dava bola pra qualquer um não! Foi aí que entrou na minha vida o filho mais velho do Clã Harres.
Eu me lembro que ele tinha uma cara de menino mau, um jeitão sisudo, que no fim das contas era o seu maior charme. Loiro até não poder mais, pele branca, cheiro de CK one, sempre, sempre com um olhar cumprido pro meu lado! E ele me tratava tão bem, mas tão bem que até cogitei certa vez jogar o meu namorado pro alto e ficar  com o João pra valer!
Só que bobeei feio! A nossa diferença de idade era de apenas 3 anos e eu tinha vergonha disso. Pegar o pirra, tudo bem, mas namorar o pirra, nananinanão. Ai que ódio quando me lembro disso! Fui muito burra! Empurrei o meu namoro estressante até o fim da faculdade e perdi o João, que adorava sair comigo de carro e, entre muitos beijos, olhar as estrelas.
Óbvio que um dia ele se cansou de mim e como eu tinha contado tudo sobre o João para as minhas amigas desesperadas por um romance, ele entrou naquela fase de poder escolher. Nunca senti ciúmes. Porque sabia que bastava um simples gesto e o João era meu, como aconteceu nas poucas vezes que testei, sem que eu desse o devido valor.
Em seguida, me formei, consequentemente aquele meu namoro chatésimo  acabou-se, o João por sua vez começou a namorar firme uma menina da turma dele, que segundo os próprios amigos dele era uma ciumenta insuportável e assim fomos perdendo a convivência, o contato.
Um belo dia soube que a família Harres inteira tinha se mudado de Nogueira. Perguntei por ele e me disseram num tom meio revoltado que ele tinha surtado, doado suas roupas caras e que circulava por aí numa onda meio hippie. Entendi nada.
Passaram-se anos e nada de esbarrar com o João nas ruas. Nenhuma notícia. A lembrança dele vinha à tona quando encontrava um dos amigos dele daqui de Petrópolis, fora isso ele quase caiu no esquecimento. Eu disse quase porque, olha só que loucura, há uns meses, não me lembro agora exatamente o que me lembrou o João, só sei que fiquei com ele na cabeça, como se fosse uma cisma. Caramba, no mundo de hoje, como assim fico sem notícias do João? Googlei. E encontrei. Hahaha… Como não tive essa ideia antes? Como? O fato é que já fizemos contato, ele está ótimo, lilás, melhor impossível, e o único surto que ele teve foi de inteira lucidez. Ele retomou uma tradição familiar, iniciando-se no xamanismo indígena e atua como elo entre as tribos dos USA, México e Brasil.
Aquele menino, que não é mais um menino, embora pra mim sempre será, hoje corre pelo mundo afora comprometido socialmente.

Joãoeloentreastribos

Salve google!
Salve João!

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Pense no Haiti, reze pelo Haiti…

Desde terça-feira passada quando soube do terremoto que destruiu completamente o Haiti, só consigo pensar no quanto eles são desgraçados.
Não queria usar essa palavra ‘desgraçado’, mas não consegui encontrar outra que traduzisse tamanha infelicidade, infortúnio, miséria, angústia, desastre, revés etc.
Como se não bastasse todo o histórico, ainda aconteceu mais essa. Lá a desgraça sempre chegou a galope.
Fico pensando se, depois de tudo, ainda existe algum haitiano com fé em Deus.
Talvez os que ainda estão vivos debaixo dos escombros pensem em Deus com toda força do seu ser.
Mas e aqueles que sobrevivem àquela constante humilhação diante da pobreza, da fome, da dor, de nenhuma oportunidade digna, e agora diante do tapete de milhares de mortos?
Não sei. Não sei mesmo o que sentiria se fosse um deles. Não sei o que me motivaria diante da falta de tudo, da pobreza extrema.
Não consigo imaginar o que é perder todos os familiares e amigos de uma só vez, perder a voz da esperança de Zilda Arns e a de tantos outros missionários, vagar sem teto e agora sem chão, sentido o cheiro pútrido de tudo e todos que até então resistiam.
E misteriosamente o Cristo crucificado da igreja de Sacré Coeur permaneceu de pé.

Cristo de Sacré Coeur - Haiti

O que isso significa?
(…)

Em pensar que essa realidade dura do Haiti, agravada por acidentes naturais, existe até aqui no Brasil.

♫  E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui


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Aniversário do meu filhote

É John-John! Prometo que um dia, bem breve, vamos correr na praia juntos. Aguenta firme!

Feliz aniversário para o cachorro mais amado do mundo!

3 anos de alegria e cumplicidade!

sector2980639

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Que réveillon!!!

Antes de mais nada…

>>>Feliz Ano Novo<<<

Que todos os próximos dias sejam felizes! Mais felizes que esses que ficaram para trás. Que possamos viver cada vez melhor uns com os outros! Porque é assim que se vive bem, em harmonia com tudo e todos.
Desde o ano retrasado ando numa fase tão boa, mas tão boa, que às vezes fico na dúvida se é real ou fantasia. Que nada! Foi tudo verdade, virei mestre na arte de me surpreender. Passo o tempo todo repetindo no meu pensamento COISAS BOAS ACONTECEM!!! COISAS BOAS ACOTECEM!!! E acontecem mesmo. Não duvidem. Só é preciso um olhar mais demorado.
Quero falar do réveillon mas não sei se vou conseguir descrever como foi a noite da minha virada. Eu estava no melhor lugar do mundo, na companhia da pessoa que mais amo! Entenderam? Eu estava no melhor lugar do mundo que era ao lado da pessoa que mais amo! E amo tanto, mas tanto… Comecei o ano com o pé direito e com o coração tão tranquiiiilo que não me lembro de ter feito um pedido Hahaha… Lilás, o que mais poderia desejar naquele momento? Impossível racionalizar alguma coisa, só me deixei levar por aquela emoção.
Gozado que, quando o dia amanheceu, fiquei meio paranóica. Acho que foi a primeira vez que virei o ano sem desejar nada naqueles primeiros átimos. Perguntei várias vezes: Big, o que foi que você pediu? E mesmo ele respondendo, me parecia inacreditável. Fiz a mesma pergunta várias vezes e ele me olhava com aquela serenidade que lhe é peculiar e dizia: Rê, saúde, paz e amor. E concluía todo vivaz: Para nós dois! Ele respondeu desse jeitinho todas as vezes que perguntei.

Para nós dois! Para nós dois! Para nós dois! Era o que ecoava na minha cabeça o tempo todo.

Deus do céu! Era isso, exatamente isso, que sempre desejei. Estar em alguém! E agora quando olho para o Big minha cabeça parece Copacabana sob um céu explodindo cores sem parar. De vez em quando até rola uns flashes dos nossos beijos, dos nossos abraços, do nosso brinde, de nossos vários momentos juntos, dos amigos ali presentes… Mas esse sentimento de constatação de um pedido de amor realizado é maior do que eu, é infinito, infinito como as ondas do mar.
Ah o mar! O que seria do primeiro dia do ano sem um banho de mar? Sem aquele sol, sem aquele sal?
Ainda havia tempo, muito tempo para furar as tais sete ondas. E foi lá na praia do Leblon que furei todas as ondas que pude e mais um pouco. Sabe como é, exagerar é o forte da casa. Perdi as contas. Na verdade eu não só precisava de um banho de mar como não queria mais sair da água, ainda mais com o Rodrigo ali comigo. Foi uma delícia inesquecível! O primeiro de muitos mergulhos com o meu amor. Até ele, que não é chegado, amou!
O curioso é que já estive tantas vezes naquela praia e nem por isso deixei de me embasbacar novamente com aquela paisagem. Diante do mar, com os pés no chão sob um céu de infinitas possibilidades eu estava em estado de graça.
Aos poucos o céu foi se transformando, estávamos diante do primeiro espetáculo vespertino – o por do sol. Olha, foi um desbunde tão grande, que como se não bastasse aquele tom de vermelho meio pink meio laranja no meio daquele azulão, as nuvens se movimentaram de uma maneira tão única, que me pareceu uma aurora boreau. Sabe como é, quando estou feliz tudo é intensificado ao máximo.
A caminho de casa, me veio à tona mais uma lembrança de um trecho do livro Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Impressionante como cada capítulo se encaixa na minha vida perfeitamente desde que comecei a sentir esse amor, essa consciência de mim mesma. É como se esse livro tivesse arrematado o meu amadurecimento como mulher. Tirando a parte dos “goles grandes” (quem é louco de beber água do mar hoje em dia?), considerando a companhia do meu amor e a frase que, na minha opinião, sempre definiu bem o prazer de viver, num clima meio libertino, sexualmente falando mesmo ‘de sol, de sal e de mar’, eis o trecho sensacional:

Uma dica para amar VII -

Brilhando de água e sal e sol

“Com a concha das mãos e com a altivez que nunca darão explicação nem a eles mesmos com a concha das mãos cheias de água, bebe-a em goles grandes, bons para a saúde de um corpo.

E era isso o que estava lhe faltando: o mar por dentro como o líquido espesso de um homem.

Agora ela está toda igual a si mesma. A garganta alimentada se constringe pelo sal, os olhos avermelham-se pelo sal que seca, as ondas lhe batem e voltam, lhe batem e voltam pois ela é um anteparo compacto.

Mergulha de novo, de novo bebe mais água, agora sem sofreguidão pois já conhece e já tem um ritmo de vida no mar. Ela é a amante que não teme pois que sabe que terá tudo de novo.

O sol se abre mais e arrepia-a ao secá-la, ela mergulha de novo: ela está cada vez menos sôfrega e menos aguda. Agora sabe o que quer: quer ficar de pé parada no mar. Assim fica, pois. Como contra os costados de um navio, a água bate, volta, bate, volta. A mulher não recebe transmissões nem transmite. Não precisa de comunicação.

Depois caminha dentro da água de volta à praia, e as ondas empurram-na suavemente ajudando-a a sair. Não está caminhando sobre as águas – ah nunca faria isso depois que há milênios já haviam andado sobre as águas. Às vezes o mar lhe opõe resistência à sua saída puxando-a com força para trás, mas então a proa da mulher avança um pouco mais dura e áspera.

E agora pisa na areia. Sabe que está brilhando de água e sal e sol. Mesmo que o esqueça, nunca poderá perder tudo isso. De algum modo obscuro seus cabelos escorridos são de náufrago. Porque sabe – sabe que fez um perigo. Um perigo tão antigo quanto o ser humano.”

Esse foi O banho de mar e o meu melhor réveillon!!! Engraçado que sempre senti no meu Big um cheiro de maresia… tão sadio, tão atraente quanto o mar.
Bem, queridos, está sendo assim a minha vida, boa pra caramba! Sinto que se eu não me lançar, não me arriscar todo dia, vou perder a melhor parte – a cereja do bolo!!!
E você aí? Ainda não se habituou a viver?
O por do sol é quem vê! (Millôr)

VIVAMOS 2010 INTENSAMENTE

Réveillon 2010

Curtindo os fogos de Copa da varanda. E claro que a bandeira verde e rosa não passou despercebida na praia do Leblon, em 01/01/10!

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O tempo voa… (II)

Mensagem de final de ano repetida? Sim. Desculpem-me mas não consigo ter outro pensamento nessa época. É o tempo que voa, é a vida que às vezes ou quase sempre parece não ter sentido… Só se sabe que tudo continua sob um alicerce que pode ser chamado de fé, esperança, vontade, amor, verde, água, filhos e por aí vai. As nossas rugas são provas existenciais!!!

… mas para onde ele vai, ninguém sabe, pelo menos, até chegar lá.

E assim foi o ano de 2009 que passou de todas as maneiras possíveis com um fim que ninguém ainda entende, percebe ou alcança.

Trouxe vida, morte, festejou, guerreou, sorriu, chorou e agora quer se renovar. E nem se importa com o que passou. Simplesmente, insurge-se.

Anuncia o réveillon como quem aparece com um visual novo, dizendo, forçando, empurrando, insistindo: é daqui para frente. Haja o que houver, é daqui para frente: viva!

Vivamos!

Que venha o novo dia, o novo ano! O amanhã é sempre entusiástico!

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Queridíssimos,

Já disse aqui que adoro essa época? Se não, lá vai: Adoro final de ano!!! Principalmente desse que começou tão sem graça e agora vai-se embora em alto estilo.
Balanço final positivo, grandes expectativas, espírito diariamente renovado… Não que tudo tenha sido perfeito, o motivo da alegria não é esse. Mas foi quase. Quase! E cada vez estou mais perto do estado que sequer sei definir. Talvez esteja no começo de um estado de graça, exatamente como aquele que a Clarice descreveu em O livro dos prazeres – o estado de graça de uma pessoa comum que de súbito se torna real, porque é comum e humana e reconhecível e tem olhos e ouvidos para ver e ouvir as descobertas indizíveis e incomunicáveis:

Uma dica para amar VI – Estado de graça

“… Ao contrário de Eva, ao morder a maçã entrava no paraíso.
Só deu uma mordida e depositou a maçã na mesa. Porque alguma coisa desconhecida estava suavemente acontecendo. Era o começo – de um estado de graça.
Só quem já tivesse estado em graça, poderia reconhecer o que ela sentia. Não se tratava de uma inspiração, que era uma graça especial que tantas vezes acontecia aos que lidavam com arte.
O estado de graça em que estava não era usado para nada. Era como se viesse apenas para que se soubesse que realmente se existia. Nesse estado, além de tranquila felicidade que se irradiava de pessoas lembradas e de coisas, havia uma lucidez que Lóri só chamava de leve porque na graça tudo era tão, tão leve. Era uma lucidez de quem não adivinha mais: sem esforço, sabe. Apenas isto: sabe. Que não lhe perguntassem o que, pois só poderia responder do mesmo modo infantil: sem esforço, sabe-se.
E havia uma bem-aventurança física que a nada se comparava.
O corpo se transformava num dom. E ela sentia que era um dom porque estava experimentando, de uma fonte direta, a dádiva indubitável de existir materialmente.
No estado de graça, via-se a profunda beleza, antes inatingível, de outra pessoa. Tudo, aliás, ganhava uma espécie de nimbo que não era imaginário: vinha do esplendor da irradiação quase matemática das coisas e das pessoas. Passava-se a sentir que tudo o que existe – pessoa ou coisa – respirava e exalava uma espécie de finíssimo resplendor de energia. Esta energia é a maior verdade do mundo e é impalpável.”

Que 2010 supere nossas expectativas! Que todos nós sejamos mais otimistas, conscientes e humanos! Afinal, a vida não é de se brincar, em pleno dia se morre.

Não sei quando escreverei neste blog novamente. Quero aproveitar a folga no trabalho curtindo cada segundo offline LÁ FORA, sentindo tudo que tenho direito.

E muito obrigada por todos os emails desejando feliz natal, boas festas, boas entradas… Obrigada por todas as demonstrações de carinho. Vocês são demais!!!

Saúde, paz e amor!

É o que desejo

superlativamente,

hoje e sempre,

Renata

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Só deixo meu coração…

.. na mão de quem pode!

Essa música fala muuuuito de mim. Sensacional!

coração

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Presentes com calor humano :)

Não posso deixar de registrar aqui um manifesto que me impressionou muito há uns dias. Uma atitude inteligente e acima de tudo humana, que vem como solução pra todo esse consumismo exacerbado de fim de ano (e início e meio, por que não?). E tomara que essa moda pegue, ou melhor, que isso vire uma tendência!
Acho até que não será difícil porque o povo brasileiro é solidário por natureza, muitos já agem assim espontaneamente, graças a Deus! Mas vamos ao que interessa, olha só que bacana:
Outro dia li no blog da Maffalda um manifesto sobre um Natal sem presentes, que na verdade era uma desbragada lista de desejos. Falando assim parece incoerente, mas quem dera que todos tivessem os mesmos desejos! O mundo seria menos poluído, o dinheiro seria mais útil e todos teriam saúde mental acima do padrão.
Esse manifesto nada mais é do que uma receita pra simplificar a vida. Nossa! Como amei essa definição! Adoro estilos pragmáticos!
A filosofia à la Maffalda é muito simples: Toda vez que você pensar em comprar algum objeto, pense em como carregaria essa coisa em caso de mudança, se ainda assim se sentir empolgado, compre, senão, abandone essa ideia consumista!
E como isso tem a ver comigo! Sou uma pessoa cada vez mais simples por livre espontânea pressão, porque é óbvio que sinto vontade de sair comprando a torto e à direita, mas meu dinheiro nunca foi capim. Todas as vezes que gastei de maneira irresponsável, acabei me arrependendo depois. Fora esse choque que a sociedade deflagra todos os dias. Você vai pra rua bem vestida, alimentada, limpa, linda e passa por um monte de mendigos maltrapilhos, pobres miseráveis de cortar o coração, tirar o apetite. E muitas paisagens já não são mais vistas, se perderam nas selvas de concreto ou em meio à poluição. Por mais que eu tenha desejos fúteis, não dá pra ser indiferente a essa realidade.
São nessas horas que chego em casa e arrumo as gavetas, ou melhor, esvazio as gavetas. Deixo apenas o necessário. Minhas roupas duram aaanos, não compro nada carésimo, só troco de celular quando não há outro jeito, volta e meia planto uma árvore, não me iludo com os comerciais, enfim.
Cada vez valorizo mais o calor humano. Gosto de presença, de beijo, de abraço, de coisas pessoais ou sensacionais, gosto do que rende, que é generoso, que é bom pra todo mundo, que é possível dividir.
A Maffalda citou vários exemplos de presentes inteligentes no blog dela, incluindo um que com certeza vou imitar: Dois amigos pediram doações a instituições de caridade como presente de casamento. Achei fan-tás-ti-co pelos seguintes motivos:
Que me desculpem os adeptos aos famosos chás de panela, mas não há nada nesse mundo mais cafona, constrangedor do que isso, na minha opinião, especificamente quando vem de um casal com grana, de um casal capaz. Sei que é muito difícil começar a vida a dois economicamente falando. Montar uma casa não é nada fácil. Mas daí a pessoa escolher os presentes que quer ganhar, muitas vezes impondo até a loja, francamente!!! É muito fácil fazer bonito com o chapéu dos outros né não?!
Que eu saiba presente sempre foi e sempre será uma surpresa espontânea entregue em mãos, de preferência. Até posso combinar com os meus pais isso ou aquilo, mas é um assunto que ficará entre família e não estendido a todos os meus amigos.
Tenho certeza que essa ideia do chá surgiu com algum casal sem eira e nem beira nessa vida, à base de meio ou zero salário mínimo, que contou com a solidariedade dos amigos pra começar uma vida em comum. O que é muito digno! E muito provavelmente essa iniciativa partiu dos respectivos amigos.
Agora por que daí em diante a ideia descambou, não sei! Já me deparei com cada lista vergonhosa de casal de classe média alta, ambos muito bem empregados, pedindo de freezer, notebook, iPhone a roupão de banho. Não sei como tiveram coragem, sinceramente! Acho o cúmulo da cara de pau!
Aviso de antemão que no meu casamento não vai ter esse mico de lista não! Quero meus amigos bem à vontade pra me presentearem como bem entenderem e SE quiserem. E aos que ligarem e perguntarem “e aí, de que vocês estão precisando?” Vou sugerir a tal doação à instituição de caridade e ponto final.
Incrível como certas pessoas se deixam enfeitiçar pelas vitrines, pelos comerciais. Não vejo por que acompanhar todos os lançamentos!
Bem, pra quem não clicou no link do blog da Maffalda acima, segue a lista da Maffalda com sugestões ótimas de presentes que vale pra todo mundo:

Presente pra quem não quer presente

  • Compráveis: Se você quer mesmo me dar uma coisa comprada, tente achar algo que seja diferente. Artesanato, ou algo consumível, como chocolate ou bebidas. Ou livros, que são sempre uma boa pedida, comprados à loja do seu bairro para fugir dos monstruosos shoppings.
  • Seus trens: Sim, eu quero suas tralhas. Se você não usa e acha que vou gostar, explique por que e adorarei ter algo para lembrar de você. Mas não se engane: se for um elefante branco, vai ser reciclado sem muito dó!
  • Sebo/brechó - Em vez de comprar algo novo, compre uma coisa de sebo ou brechó. Vou gostar, desde que não tenha cheiro forte de poeira (eu sou alérgica).
  • Tempo:
  1. Ensine-me – Tem um monte de coisas que não sei fazer: cantar, cozinhar, dirigir… Pessoas talentosas podem doar seus esforços, embora em Minas digam que “burro velho não pega marcha”.
  2. Sirva-me – Cozinhar pra mim, consertar meu computador, me dar uma carona, me ajudar a me organizar… Ofereça e juro que não serei muito mandona (só a pedidos). E pode ser o crédito, não precisa ser agora, durante as férias.
  3. Momentos bons – Jantar, beber, andar na praia, conversar, tomar café, ler o jornal juntos, ir ao cinema ou ao teatro… Tá valendo! Outro dia li sobre uma turma de amigos que faz um brunch de domingo e cada um combina de levar um jornal, e as pessoas passam a manhã assim, jogando conversa fora e lendo notícias…
  • Caseiros: Sou contra essas idéias de artesanato onde você transforma uma coisa que você não quer em outra de que não precisa. O resultado final em geral não é lá essas coisas e o tempo gasto adiciona ao stress. Pense em algo que seja fácil e você sabe que vai sair bom, como juntar as suas músicas preferidas numa playlist, ou um caderno de receitas tão simples que até eu posso fazer (ó o desafio!), ou impressões das fotos mais embaraçosas do ano que passou.
  1. Fotos – Imprima as mais legais, ponha legendas. Ou coloque num álbum online bem cuidado…
  2. CDs – Ou um pendrive com músicas bacanas.
  3. Performance – Cante, dance, sapateie, represente.
  4. Arte – Mas nada que quebre.
  • Pontos de dharma/crédito universal: Seguindo o exemplo da Vera e do Zander… Se quiser fazer uma boa ação pensando em mim e me dar um abraço depois, ajude o pessoal lá de Santa Catarina, que a coisa está feia. O blog AllesBlau tem mais informações e este mapa tem alguns pontos de coleta de donativos. Quem quiser ajudar o pessoal aqui de perto pode contribuir com a Casa do Oleiro, cujo trabalho sério eu tenho acompanhado de perto.

Demais, não?!

Da Renata,
Que em breve lançará sua listinha de presentes e perspectivas 2010.

Até Sempre!

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Amor expresso.. em poucas palavras -II

Acho estranho quando alguém abre a boca pra falar de mim, principalmente na minha cara. Levanto a sombracelha esquerda desconfiadíssima e espero de TUDO nos próximos minutos.
Isso porque nunca estou preparada pra possíveis grosserias e detesto ser resumida numa frase, num erro, num apelido, numa piada. Tem coisa que finjo levar na esportiva. Conhece aquele ditado “Dá dinheiro mas não dá confiança”? Pois é, durante uns anos dei muita confiança e agora tenho que aturar certos abusados.
Mas pra minha surpresa, olha só o caso de ontem:
_A Renata? A filha do Cafu é foda! Ela chega e acaba com a paz. Perturba o juízo de todo mundo.
Até aí não sabia se o que vinha era pra rir ou pra chorar. Já estava com as duas sombracelhas arqueadas. E a pessoa continuou:
_Ela anima geral!
Comecei a gostar.
_E uma coisa que gosto nela é quando ela diz ‘Bem’.
Nesse momento, quase caí da cadeira, porque tenho usado muito essa palavra de propósito e estava esperando justamente alguém notar há tempos. Não é à toa, por exemplo, que o nome do meu blog começa com Bem.
_Ela fala, fala, fala, reclama, reclama, reclama e no final solta o seu Bem de um jeito bem seu mesmo! Ela o pronuncia com ênfase. É  um Bemmmm puxado, falado com segurança. E, depois do Bem dela, você pode ter certeza que vem uma coisa boa. Uma solução ou uma frase otimista, alguma coisa pra rir, porque, já ia me esquecendo, ela já fala Bem sorrindo. É contagiante. Ela usa e abusa do direito dessa locução… como é mesmo? Locução conjuntiva subordinativa concessiva e interjeição retórica. E com esse sorrisão, Renata, se tu fosse homem, te dava mole!
Depois dessa, claro, que todos caíram na gargalhada, inclusive eu,  satisfeitíssima por ter finalmente passado a mensagem:
>>>> Confiança no que está por vir; ser otimista; dizer Bem já é fazer o Bem, atrai bons fluidos.<<<<

O mais surpreendente de toda essa história é que quem reparou isso, não foi nenhum dos meus amigos íntimos, foi uma pessoa que me conhece há cem anos, que encontro com frequência, tipo uma vez por ano.
À Marcela, que jamais pegaria, mesmo sendo homem, e não é porque ela é feia não, é porque homem é a melhor coisa do mundo estatisticamente comprovado!!! Meu lado homem seria um viadaço daqueles bem piranhudos, com cerveja!

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Saudades do Esteban

Na verdade estou com remorso, porque não dei a mínima naquela semana em que ele ficou doente. Era um gato tão lindo, grande e dengoso, não percebi nenhum sinal de fragilidade.
Desde que o Lennon veio pra cá, ele virou o gato da minha mãe. O Lennon, possessivo do jeito que é, nunca permitiu que eu dividisse a minha atenção com outro animal e aí o meu gatão se afastou de mim, mudou de quarto.
E agora toda vez que vou ao banheiro lembro do miado dele me pedindo pra abrir a torneira da pia pra que ele pudesse beber água. Sim, era lá que ele gostava de beber água.
Ele era tão carinhoso, tinha um olhar tão meigo, tão dócil… foi-se. E eu nem me despedi. Logo esse gato que ajudei a nascer praticamente. Filho da Mima. Uma gata branca com olhos dourados que pegamos na rua e que pra variar teve uma morte trágica, morreu assassinada por algum cachorro da vizinhança. Só escutamos os berros, não a vimos mais desde então.
Ou seja, mal superamos a morte da Mima e agora temos que superar a do Esteban na marra. Ahh é muito triste perder um animal depois de tantos anos de convivência. São animais que não pertubam, só dão amor, carinho, independente do nosso humor.
O Esteban antes de ser castrado pegou todas as gatas que quis. Todas do bordel da Rosinha (é assim que chamamos a casa de uma vizinha que só tem gatas). Ele vivia enrabichado por lá, mais com a Rosinha, a gata mais velha, mais bonita, a mãe provavelmente das outras. Quando chegava de lá, só queria saber de dormir. Por isso, brincávamos que ele era um malandrão.
Certa vez, chegou em casa esfaqueado. Algum vizinho imbecil que ainda não descobri quem é… Enfim, era final de ano. Os cortes tinham sido profundos e ele só pedia colo. Foi por isso que o castramos. Queríamos que ele ficasse mais caseiro. Mas é uma operação que vou te contar, viu? Acaba com a graça do animal.
A partir daí ele engordou, engordou, mesmo comendo só ração. Cada vez mais dorminhoco sem nunca perder o charme. O olhar dele hipnotizava qualquer um. E a presença dele era como a de um anjo da guarda. Lilás, consideramos todos os bichos daqui de casa verdadeiros anjos.
Bem, essa é a vida que segue saudosa e na expectativa de. Cuidemos de nossos amores!

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A última dieta do ano….

Só eu mesma pra começar uma dieta no início de dezembro! É pra compensar de uma vez as extravagâncias das festas de final de ano e do último mês que comi sem a menor moderação. Vivi um festival de sorvete de creme e chocolate.
E também pra provar pra “certas pessoas” que um corpo, não digo magérrimo, porque essa não é a minha meta, mas um corpo leve e bem disposto é um ato de consciência.
Não sei quantos quilos engordei nos últimos dois meses, talvez em torno de uns 3 ou 4 quilos, mas foi o suficiente pra dar uma estragadinha no perfil. Portanto, dieta já! O segredo é comer mais frutas durante o dia, cortar lanches à base de pão francês, doces, panetones, aquelas guloseimas que todo mundo já está careca de saber.
E por incrível que pareça acho fácil fazer dieta nessa época. O calorão ajuda bastante, a gente acaba preferindo comer alimentos mais leves, mais frescos. Enfim, fica a dica pra um 2010 mais leve e disposto.

Da Renata,
Em ritmo de baixa caloria.

Dieta já!

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Justiça x @claudiamello

Sou advogada mas não exerço mais essa profissão por falta de total identidade e desilusão. Comecei a desconfiar do Direito e a me deprimir com a vida forense.
O curso não foi uma imposição mas também não foi algo que fiz certa de minha vocação. As aulas, na verdade, me provocavam um profundo enfado e altos bocejos. A maioria dos ditos mestres era… bem, eles não eram mestres em coisa alguma. Não vi nas aulas PREOCUPAÇÃO HUMANÍSTICA e tão pouco debates fervorosos. Tudo era muito un passant, muito frio, incompatível com o meu sangue quente. Matéria ditada ou escrita no quadro de forma bem primária, tudo pra decoreba. Hoje percebo isso claramente. E não me arrependo de nenhuma aula que matei, de nenhuma prova que colei e o que aprendi ou sei é mérito meu, só meu.
Sinto náusea dos advogados EMBOTADOS e apaixonados pela CAUSA DO DINHEIRO, da quadrilha inteira da JUSTIÇA DE OLHOS VENDADOS. Sim, eu não acredito nessa justiça que se vê por aí, cujo escopo é iludir, não acredito na TRIPARTIÇÃO DOS PODERES, que mais parece um projeto inacabado de besta. O que pode uma coisa com três cabeças parecer senão um assombro?
Eu acredito na LÓGICA! Um conceito moderno de fazer justiça para o mundo finalmente PROSPERAR! Se um ato de justiça redundar mal maior, essa justiça só pode ser injustiça.
Eu acredito na RIQUEZA, a única solução econômica para todas as mazelas sociais. Só a riqueza pode trazer INSTRUÇÃO, saúde, ordem, moralidade, boa política e a esperançosa justiça.
E, por isso, também acredito e defendo um ESTADO MÍNIMO, destinado a garantir as liberdades individuais. Enquanto vivermos num Estado ineficiente, mal empregador, perdulário e opressivo, o cardápio do dia sempre será a IMPOSIÇÃO DO MAIS FORTE.
E com base nessa minha visão geral, afirmo que a DEMOCRACIA ainda não existe no Brasil. Não existe na velocidade que deveria ter, não possui alicerce condizente com o seu propósito, anda a passos de cágados, além de ser fruto do interesse de um governo corrupto, mesquinho, incapaz. Está anos luz de ser o exercício da LIBERDADE DE EXPRESSÃO SEM CENSURA, dentro e/ou fora da INTERNET, frise-se. E, na realidade, nunca será! Essa é apenas uma visão romântica que ignora qualquer SENSO DE RESPONSABILIDADE.
Em Direito nada é absoluto, existem outros DIREITOS FUNDAMENTAIS,  em especial o direito ao nome, à imagem, à intimidade, à vida privada e à honra. Afinal, ninguém quer viver numa zona à mercê de ARBITRARIEDADES, ser esculhambado na internet ou em qualquer outro veículo de comunicação sem ter como se defender ou punir judicialmente.
Por essas e outras razões achei um absurdo o caso da @claudiamello (leia aqui o resumo de todo o caso).
Uma MERA CRÍTICA em seu blog sobre um atendimento médico ruim rendeu numa condenação, que mais parece uma aberração.
Eu disse mera crítica, porque o meu BOM SENSO considerou muito comportada. Já vi muita gente boa por aí metendo o pau de forma bem mais grosseira e por muito menos, dando nomes aos bois, do jeitinho que ela fez, inclusive em nome do JORNALISMO, denunciando qualquer relapso, do presidente ao Zé ninguém da esquina. Aliás, este é o papel de qualquer cidadão independente de sua indumentária: DENUNCIAR, EXPOR, RECLAMAR sempre que mal atendido ou injustiçado. E ela fez isso de forma mais prestimosa do que pejorativa e mesmo assim foi condenada.
E agora embasada de Monteiro Lobato, a impressão que tive foi a seguinte:

“A Justiça engoliu aquele papel, gestou-o com outros ingredientes da praxe e, a cabo de prazos, partejou um monstrozinho chamado sentença, (…)”.

Como se vê, é inevitável, em casos assim, criticar juízes e essa justiça sem lógica. Dá pra entender agora porque Lobato via na judicatura uma profissão que tolhia a liberdade do homem:

“(…) arredada de uma coisa linda e única verdadeira, chamada vida, na qual nossos juízes não acreditam, já que erguem muralhas contra o ar novo, o ar livre, o ar vivo, o ar que se côa por montes, vales e mares e todo se enriquece de ricos oxigênios hostis. Às sulfurinas cadavéricas.”

Escrevendo essa blogada embasada em Lobato, chego a conclusão de que ele era muito mais gênio do que imaginava. Olhem só como esta outra opinião tão antiga ainda nos cai bem como uma luva:

“(…) A rigorosa aplicação das leis brasileiras não trará nunca felicidade ao país. São leis-cipós, que enleiam os homens e lhes embaraçam os movimentos.”

Cláudia, há males que vêm pra bem, acredite. Não se sinta injustiçada, não dê esse gostinho a um sistema falho, incompetente. Pretendo no futuro abrir um “curso de desasnamento” pra abrir a mente desse povo que atrasa  o futuro da nação.

“Se o Direito representasse um reverbero da Justiça como a sonham filósofos, o direito indurar-se-ia na consciência de cada homem, confundindo-se com a moral e dispensando a sanção. Por que existem hoje, como outrora, como sempre, tantos infratores das leis? Porque tais leis só representam conservação, permanência, status quo de fato, e nunca uma pura emanação da justiça.” Lobato

Ah! E quem quiser ajudar a @claudiamello a pagar a tal SENTENÇA DEFECADA, clique aqui.

Renata

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PROMETÊNIX

Em ritmo de Patrícia Evans, lá vai outra poesia com a qual me identifiquei muuuuito!  Esse lance de Reinventar-se é a melhor filosofia de vida que conheço. As mudanças são sempre pra melhor, definitivamente. A apatia não combina comigo, com nenhum ser.  Choro, me morro, mas me -integro com força total! Que assim seja com todo mundo! Porque a vida, digna de esperança, é pra ser vivida até o último sopro.

PROMETÊNIX
(© Patrícia Evans)

Eu me renovo a cada dia,
em cada unha,
em cada cílio ou cabelo,
em cada sonho pueril, que eu supunha
e era mero pesadelo.

Eu me transformo a cada dor,
a cada punhalada do destino,
a cada horror
em constatar não ter vivido,
mesmo que por breve instante,
alguma chama flamejante,
que fizesse despertar a libido.

Eu me morro a cada perda
e me converto na eucaristia,
para que Deus me conceda
ressurreição ao terceiro dia.

E mesmo que sangre um pouco
e que haja choro em cada meu velório,
não há de haver outro morto,
e eis que esse é meu espólio,
que tenha vivido tão ardentemente!

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CREDO EM CRUZ

Estou louca pra ver todas as minhas amigas bem casadas (falando como quem já fosse, repararam? Hahah…) principalmente aquelas que resistem a um compromisso mais sério, por uma simples razão: todo ser humano precisa de um par.
Sei que é difícil, que não depende só de uma simples vontade, mas pensando melhor, depende sim. Depende de um querer sem ranço de outro amor. Depende de coragem, de fé no amor. De um apelo sobrenatural pra seja lá qual for a divindade.
Porque nessas horas, meu camará, todo mundo sabe que o santo é o que menos importa e sim o milagre, o amor, que mais parece uma sangria desatada até se firmar ou morrer de vez, sempre com a possibilidade de renascer das cinzas.
Aos amantes desesperados, lá vai uma reza forte, que só a genialidade da Patrícia poderia inventar:

CREDO EM CRUZ
(© Patrícia Evans)

Credo em cruz, Ave! Maria.
Pé de pato mangalô treis veiz:
sai de mim a falta que você me faz.
Salve, Rainha, me dá sua paz!
Subo escada da Penha de joelhos.
Sangue da chaga, escorra.
Monta logo este cavalo branco,
vem e me salva, porra!
Longe de mim esta insanidade,
me abençoe, ó Santíssima Trindade…
Se não por meu amor,
que seja pelo amor de Deus,
mas não me negue um segundo mais
seu corpo exorcismando o meu.

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As últimas

Trinta de novembro. Hoje tive que repetir isso em voz alta algumas vezes porque foi difícil acreditar que já são trinta de novembro. Trinta de novembro, trinta de novembro…
Semana passada me senti torturada. Torturada pelo prazer, pela felicidade, tristeza, ansiedade…
O meu amor passou a semana comigo aqui em Nogueira. Ou seja, saímos de um final de semana megagrudados e só não passamos a semana hipermegagrudados porque trabalhei.
Acho que o máximo de distância que conseguimos um do outro foram uns 5 metros. E essa também foi a nossa primeira semana ‘inteeeeira’ juntos.
Foi boa e ruim por motivos óbvios, se não fosse o meu trabalho, teria dado mais atenção, mais conversa, mais carinho, mais, mais e mais.
A sorte foi que a minha mãe me ajudou bastante. Fez umas comidinhas caprichadas pra compensar todo o resto que faltou. Ela adorou paparicar o genrinho! E como o peixe morre pela boca, comemos com a fome e com os olhos.
Era sorvete daqui, chocolatinho de lá, tudo fora de hora, mantendo criteriosamente apenas o prazer de comer, amar, menos de trabalhar. O amor dessa vez engordou, não teve jeito!
E no meio de tudo isso, aconteceu uma tragédia familiar – o Esteban morreu, no dia 25/11/09. O meu gato tão amado morreu com problemas no fígado. Ficou internado dias e não conseguiu se recuperar.
Quando recebi a notícia com o Rodrigo aqui em casa e o meu trabalho ainda pendente, foi mais prático agendar a tristeza profunda: Quando terminar esse projeto, quando o Rodrigo for embora, eu desabo com tudo que tenho direito. Só não me perguntem como consegui sufocar isso em mim.
Sei que é difícil pra algumas pessoas, que não possuem contato com animais domésticos, entenderem o sofrimento que é perder um animal assim. Acham que é frescura. Ah! É apenas um bicho (substituível)!
Não foi o caso do Rodrigo que, apesar de não gostar de gatos, até se comoveu com o impacto da notícia, mas tenho quase certeza que ele acharia exagerada a tristeza que se aplacou hoje sobre nós. Que falta estamos sentindo do Esteban!!!
Abaixo segue uma foto do meu Bad Cat, que de bad não tinha absolutamente nada, com as condolências originalíssimas do Big:

homenagemaobadcat
*Arte @BigNato

No dia em que o Rodrigo desceu, sexta-feira, mesmo dia em que entreguei o tal trabalho pontualmente, choveu à beça, estava chateada porque a semana tinha passado rápido demais, não queria que ele fosse embora.
Quando ele saiu portão afora, levou junto a alegria daqueles dias tumultuados… por causa da obra, do barro, da chuva, da morte, do calorão, internet caindo toda hora… Que dureza voltar àquela realidade sem graça! Tratei logo de iniciar outro projeto, exatamente como o Freitas sempre recomenda: Pulando em cima e pisando no rabo dele! Hahaha… Traduzi loucamente até a hora de dormir.
Bendita hora! Foi maravilhoso sentir o cheiro do meu amor no meu travesseiro! Ele estava ali e quase podia tocá-lo. Dormi.
No dia seguinte acordei bem disposta, engatei firme no projeto novamente. Entretanto, no domingo, quando achei que estava terminando – a decepção! Desde sexta estava traduzindo o arquivo errado.
Nem preciso dizer quais foram as consequências desse vacilo imenso, imperdoável… Levei bronca da chefa, comprometi o prazo fatal e provavelmente vou pro freezer nas próximas semanas.

Lição de novembro:

1 – O amor desce e sobe a serra quantas vezes for preciso.
2- Tenha um gato. É uma experiência sensacional.
3 – Leia duas, três vezes pra garantir, qualquer email com instruções de trabalho e faça uma análise de três em três horas, ou no final de cada dia, pelo menos. Dica de tradutora pra tradutor.
4 – Não se desespere à toa, mantenha a calma, mesmo que pareça impossível.
5 – Botafoguense sofre, pqp, viu?! Em breve, talvez, escreverei sobre esse Brasileirão. Não aguardem.

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Parabéns, Maria da poesia!

Hoje é um dia especial, é o aniversário da Maria da poesia! Que merece sim mais uma singela homenagem neste blog por sua sensibilidade e benditas palavras! Não há uma pessoa pra quem eu mostre uma de suas poesias que não fique de certa forma tocada.

E como o meu final de semana promete ser muuuito romântico, apesar de, lá vai mais uma obra-prima:

NO ESCURO DOS OLHOS FECHADOS ME EQUILIBRAR NO DESEJO
a cama fluida como mar
o peito macio de ar e de risos
susurros suspiros sumiços no espaço

Detestos seus banhos em outras banheiras
e as músicas lindas que tinha por lá
tudo teu bonito eu quero
o de agora e o de depois
o de antes – o de antes

Quero o que dói e o que grita
teu suor, teus sonhos ruins
quero ser cura e veneno
quero o prazer mais pequeno que você puder sentir

Quando o planeta rugir
e o infinito for possível em todas as direções
quero ser eu nos teus dentes
teu nome em mim feito um filho
feito gente
feito carne de pegar

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